Salvadores no Monte Sião

Templo de São Paulo

“Se aceitarmos as revelações referentes às ordenanças do Templo, se assumirmos nossos convênios sem reservas ou desculpas, o Senhor nos protegerá. Recebemos inspiração suficiente para enfrentar os desafios da vida.” (Pres. Boyd K. Packer, Dos Doze – Folheto O Templo Sagrado pg. 39)

Designado novamente com a privilegiada oportunidade de ministrar um dos cursos opcionais, que no meu entender, trata-se de um dos mais extraordinários da Escola Dominical, senti-me satisfatoriamente renovado e fortalecido,  verdadeiramente “Investido de Poder do Alto“, título este muito apropriado ao tema e objetivo do portentoso curso.

Ao procurar aprender sobre o poder dos Templos e a real influência deles em nossa vida diária, pretendo, neste ensaio, esboçar especificamente sobre a doutrina do trabalho vicário, a intrinseca pesquisa genealógica e as muitas bençãos advindas àqueles que literalmente “vestem a camisa” do trabalho e buscam salvar almas além da sua própria.

Como introdução, difícil não citar a inspirada e edificante definição do Pres. Packer:

“Nenhum trabalho dá mais proteção para a Igreja do que as ordenanças do Templo e a pesquisa genealógica que as sustem. Nenhum trabalho é tão purificador. Nenhum trabalho nos confere mais poder. Nenhum trabalho exige um padrão de retidão mais elevado.” (Boyd K. Packer, A Liahona JUN/92)

Vejamos então, o que podemos abordar a respeito…

A OBRA VICÁRIA E A OBRA MISSIONÁRIA

A OBRA MISSIONÁRIA E A OBRA VICÁRIA

Inspirados pela convocação Cristã de “pregar as boas novas de alegria” a todos e em toda parte, um grande exército de missionários,  que se renova de tempos em tempos, se dedicam numa boa causa ao se esforçarem por “lançar a foice com vigor” (D&C 4)  na busca dos “escolhidos do Senhor” que “só [estão afastados] da verdade por não saber onde encontrá-la” (D&C 123:12).

Nos maravilhamos ainda mais ao pensar que o mesmo Cristo também organizou uma obra missionária (de complexidade, intensidade e número de obreiros bem maior que aqui na mortalidade) no “outro lado do véu”, pois “antes da crucificação do Senhor existia um grande abismo separando os mortos justos daqueles que não tinham recebido o evangelho, e ninguém pôde passar por esse abismo (Lucas 16:26). Cristo construiu uma ponte sobre tal abismo e possibilitou a ida da mensagem de salvação a todos os cantos do reino da escuridão. Dessa forma foram invadidos os limites do inferno e os mortos foram preparados para as ordenanças do evangelho que devem ser efetuadas na Terra, já que pertencem à provação mortal.” (Pres. Joseph Fielding Smith – O Caminho da Perfeição, pg. 109)

Portanto, é uma verdade que após Sua morte, Cristo visitou os justos no paraíso e organizou entre eles mensageiros para pregar o evangelho aos que estavam na prisão, abrindo as portas de salvação para eles (I Pedro 3:19 e D&C 138:29-30). Tudo isso foi e é feito a fim de que todos tenham um julgamento justo e não argumentem não terem tido a oportunidade de ouvir e/ou compreender o evangelho. (I Pedro 4:6)

“É necessário que todos tenham a oportunidade de receber ou rejeitar a verdade eterna, pra que possam preparar-se para ser salvos ou condenados.” (Pres. Brigham Young, Discursos de Brigham Young pg. 319)

Os élderes fiéis desta dispensação, ao atravessarem o véu, continuam o trabalho de pregar o evangelho no Mundo Espiritual (D&C 138:33-34,57); portanto, “Estamos pregando o evangelho de salvação a eles – os falecidos – através daqueles que viveram nesta dispensação.” (Pres. Brigham Young, Discursos de Brigham Young pg. 398)

Os justos desta dispensação, tanto homens quanto mulheres,  estão em plena atividade missionária no mundo espiritual: “Agora, entre todos os milhões de espíritos que viveram na terra e que morreram, de geração em geração, desde o começo do mundo, sem o conhecimento do evangelho, mais ou menos a metade é composta de mulheres. Quem vai pregar o evangelho às mulheres? Quem vai levar o testemunho de Jesus Cristo aos corações das mulheres que morreram sem um conhecimento do evangelho? Para mim, isso é simples. Essas boas irmãs que foram designadas, ordenadas ao trabalho, chamadas, autorizadas pelo santo sacerdócio para administrar ao seu sexo, na Casa de Deus aos vivos e aos mortos, estarão autorizadas completamente e com poder de pregar e ministrar às mulheres, enquanto os élderes e profetas estarão pregando aos homens…” (Pres. Joseph F. Smith, Discurso proferido no funeral de Mary A. Freeze – Doutrina do Evangelho pg. 421)

“Assim, embora existam duas esferas no mesmo Mundo Espiritual, há atualmente uma espécie de intercâmbio entre os justos e os iníquos que nelas habitam; e quando os espíritos ímpios se arrependem, abandonam sua prisão-inferno e vão conviver com os justos do paraíso.” (Elder Bruce R. McConkie, Dos Doze – Mormon Doctrine pg. 762)

O princípio sobre a pregação do evangelho no Mundo Espiritual assim se resume: “Aqueles que não tiverem a oportunidade de OUVÍ-LO ou COMPREENDÊ-LO durante a existência mortal, terão esse privilégio no mundo por vir. O julgamento será executado segundo o conhecimento e a aquiescência.” (Pres. Spencer W. Kimball – O Milagre do Perdão pg. 23)

Como não lemos o que há no íntimo dos corações das pessoas “[olhando] o que está diante dos olhos” (I Samuel 16:7), difícil apontar ou mesmo afirmar até que ponto a pessoa compreendeu o evangelho; não cabe a nós avaliar ou julgar.

As ordenanças só podem ser realizadas na Terra por meio de procuração, ou seja, vicariamente. Daí, “os espíritos justos, que foram convertidos ao evangelho quando se achavam na prisão espiritual, ainda ali são conservados até que a obra vicária seja realizada em seu benefício.” (Pres. Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação Vol. 2 pg. 229)

“Todas as nações e raças tem igual direito às misericórdias de Deus. Como existe apenas um Plano de Salvação, deve haver por certo algum meio para que os inúmeros mortos o ouçam e tenham o privilégio de aceitá-lo ou rejeitá-lo. Esse meio é o princípio da Salvação pelos mortos. (…) Na época dos apóstolos existia a prática do batismo pelos mortos (I Coríntios 15:29), isto é, pessoas eram imersas na água em nome de outras já falecidas – não pessoas ‘mortas para o pecado’, mas que simplesmente tinham ‘passado para o outro lado’.(…) Todo esse ‘trabalho pelos mortos’ é realizado nos Templos, dedicados e designados para tais propósitos(…).” (Pres. David O. Mckay – Presidentes da Igreja, David O. Mckay pg. 140-141)

TODOS precisamos das ordenanças salvadoras do evangelho para receber a Vida Eterna num futuro não distante, ou seja, para desfrutar da plenitude da felicidade no Reino Celeste concedida aos fiéis seguidores de Cristo, devemos também receber as “credenciais”, isto é, as ordenanças, bem como guardar os convênios a elas relacionados. (João 3:5 e 2 Néfi 31:4-7) O Pres. Boyd K. Packer assim explicou: “As ordenanças e os convênios são nossas credenciais para a admissão em Sua presença. Ser dignos de recebê-los é a busca de toda uma vida; mantê-los daí em diante é o desafio da mortalidade”. (A Liahona, julho de 1987, p. 21) “O Salvador deixou bem claro que o batismo pela água e pelo Espírito é essencial para todos e que sem ele ninguém pode entrar no reino de Deus. Não há exceções. E o que acontecerá com os que viveram na Terra ao longo das gerações sem receber essa ordenança? Como essa doutrina é gloriosa! Que revelação maravilhosa é a que nos ensina que temos a oportunidade de ir à casa do Senhor para sermos batizados pelas pessoas que não receberam essa ordenança de salvação em vida”. (Pres. Gordon B. Hinkley-Atlanta, Geórgia, Conferência Regional, 17 de Maio de 1998)

O evangelho também é pregado àqueles que ‘noutro tempo foram rebeldes’ (I Pedro 3:20). Alguns podem perguntar: ‘Porque vocês realizam batismos por pessoas cuja vida na Terra indicou pouco inclinação para guardar os mandamentos de Deus?’ O Elder Spencer J. Condie, Dos Setentas, respondeu: “Cremos que muitas pessoas são como Amuleque, que disse certa vez a seu próprio respeito: ‘Endureci o coração, pois fui chamado muitas vezes e não quis ouvir; portanto eu sabia a respeito [do evangelho de Jesus Cristo], embora não quiseste saber.’ (Alma 10:6) Amuleque tornou-se mais tarde um grande missionário e mestre de seu povo. Houve também uma época, no Livro de Mórmon, em que os lamanitas mais dignos procuraram os ladrões de Gadiânton extremamente endurecidos ‘e pregaram a palavra de Deus aos mais iníquos dentre eles, de modo que esse bando de ladrões ficou inteiramente destruído entre os lamanitas’ (Helamã 6:37). Simplesmente, não sabemos quem, ente os mortos, voltará seu coração para o Senhor e se arrependerá. Não estamos em posição de julgar. Precisamos fazer o trabalho e deixar o assunto nas mãos da pessoa falecida e do Senhor.” (A Lihona JUL/2003 pg.30)

O fato de realizarmos as ordenanças vicariamente nos Templos por nossos antepassados não significa que a pessoa tenha aceitado o que foi feito por ela ou que ela foi forçada a aceitar, eliminando assim o arbítrio da mesma. “Cremos que todos são livres para escolher tanto nesta vida como no Mundo Espiritual. Essa liberdade é essencial para o Plano de nosso Pai Celestial. Ninguém será coagido a aceitar as ordenanças realizadas em seu benefício por outra pessoa. O batismo pelos mortos oferece uma oportunidade, mas não neutraliza o arbítrio da pessoa. Mas, se essa ordenança não for realizada por elas, será roubada das pessoas mortas a escolha de aceitar ou rejeitar o batismo.” (Elder Spencer J. Condie, Dos Setentas – A Lihona JUL/2003 pg.30)

SALVADORES NO MONTE SIÃO

Salvadores no Monte Sião
“O Senhor manifestou-nos esse dever e privilégio, e manda que nos batizemos em lugar e a favor de nossos mortos, dando desse modo cumprimento às palavras de Obadias, que, ao referir-se à glória dos últimos dias, disse: “E levantar-se-ão salvadores no monte Sião’”. [Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pag. 217–218.]

O Pres. Brigham Young começou bem o tema: “Nosso pai Celestial, Jesus, nosso Irmão mais velho e Salvador do mundo, e a totalidade dos céus, estão convocando este povo a que se prepare para salvar as nações da terra, e também os milhões de nossos ancestrais que dormiram sem receber o evangelho.” (Discursos de Brigham Young pg. 319)

Temos o dever de buscar salvar nossos antepassados e de fazer por eles o que não podem fazer por si mesmos. É importante “que todos os membros da Igreja sejam dignos de ter uma recomendação para o Templo, recebam a própria investidura e os selamentos, identifiquem seus antepassados e realizem as ordenanças do Templo por aqueles que esperam além do Véu. Essas responsabilidades aplicam-se a todos os membros da Igreja.” (A Primeira Presidência – Church News 08/07/1995)

O Élder Henry B. Eyring, deixa a seguinte exortação aos membros da Igreja: “Quando foram batizados, seus antepassados colocaram suas esperanças em vocês. Talvez, depois de séculos, tenham-se alegrado por ver um de seus descendentes fazer o convênio de encontrá-los e oferecer-lhes a liberdade. Quando voltarem a se encontrar, verão a gratidão ou a terrível decepção nos olhos deles. O coração deles está ligado a vocês. Vocês têm as esperanças deles nas mãos.” (Conferência Geral  ABR/2005)

Desta maneira “tornamo-nos literalmente Salvadores no Monte Sião (Obadias 1:21). O que isso significa? Assim como o Redentor deu Sua vida em sacrifício vicário por todos os homens e, ao fazê-lo, tornou-se nosso salvador, nós também, numa ínfima proporção, quando nos envolvemos com o Trabalho Vicário no Templo, nos tornamos salvadores para os que estão do outro lado e não têm meios de progredir, a não ser que algo seja feito, em seu benefício, pelos que estão na Terra.” (Pres. Gordon B. Hinckley, Conf. Geral NOV/2004)

O Profeta assim conclui: “Mas como se tornarão salvadores em Monte Sião? Edificando seus templos, erigindo suas pias batismais e indo receber todas as ordenanças, batismos, confirmações, abluções, unções, ordenações e poder de selamento em benefício de todos os seus progenitores mortos, a fim de redimi-los, para que possam levantar-se na primeira ressurreição e ser elevados com eles em tronos de glória, e nisso consiste o elo que unirá os corações dos Pais aos Filhos e dos Filhos aos Pais, e isso cumpre a missão de Elias.” (O Profeta Joseph Smith, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith pg. 322)

“Desejamos que todos os membros da Igreja sejam dignos de ter uma recomendação para o Templo, recebam a própria investidura e os selamentos,identifiquem seus antepassados e realizem as ordenanças do Templo por aqueles que esperam além do Véu. Essas responsabilidades aplicam-se a todos os membros da Igreja.” (A Primeira Presidência – Church News 08/07/1995)

Elias O Profeta

“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:5-6)
“A palavra Converter que se lê aqui deveria ser traduzida por Ligar ou Selar.” (O Profeta Joseph Smith, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith pg. 321-322)

O ESPÍRITO DE ELIAS
Na citação do profeta acima, é mencionado o “espírito de Elias”, onde com certeza, merece algumas observações, no intuito de ajudar-nos a ter uma melhor compreensão do tema.

O Profeta Joseph Smith declarou: “A maior responsabilidade do mundo que Deus colocou sobre nós é a de buscar nossos mortos. (…) Porque é necessário que o poder selador esteja em nossas mãos para selar nossos filhos e nossos mortos para a plenitude da dispensação dos tempos — uma dispensação para cumprir as promessas feitas por Jesus Cristo antes da fundação do mundo para a salvação do homem. (…) Foi por isso que Deus disse: ‘Eis que eu vos enviarei o profeta Elias’” (Ensinamentos: Joseph Smith, pp. 500–501).

Joseph explicou ainda:

“Mas qual é o objetivo [da vinda de Elias]? Ou como ela deve ser cumprida? As chaves devem ser entregues, o espírito de Elias, o profeta, deve vir, o Evangelho deve ser estabelecido, os santos de Deus devem ser reunidos, Sião deve ser edificada e os santos devem tornar-se salvadores no Monte Sião [ver Obadias 1:21]. Como eles se tornarão salvadores no Monte Sião? Construindo seus templos (…) e recebendo todas as ordenanças (…) em favor de todos os seus antepassados falecidos (…); e essa é a corrente que une o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais e cumpre a missão de Elias, o profeta” (Ensinamentos: Joseph Smith, pp. 498–499).

O Élder Russell M. Nelson ensinou que o Espírito de Elias “é uma manifestação do Espírito Santo que presta testemunho da natureza divina da família.” (“A New Harvest Time”, Ensign MAI/1998 pag. 34)

“Essa influência característica do Espírito Santo leva as pessoas a identificar, documentar e valorizar seus antepassados e familiares — tanto passados quanto presentes. O Espírito de Elias influencia as pessoas, dentro e fora da Igreja. Contudo, como membros da Igreja restaurada de Cristo, temos a responsabilidade por convênio de buscar nossos antepassados e de prover-lhes as ordenanças de salvação do evangelho. “Para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados” (Hebreus 11:40;  Ensinamentos: Joseph Smith, pag. 500). E “nem podemos nós, sem nossos mortos, ser aperfeiçoados” (D&C 128:15). Por esse motivo pesquisamos a história da família, construímos templos e fazemos ordenanças vicárias. Por esse motivo Elias foi enviado para restaurar a autoridade de selamento que liga na Terra e no céu. Somos os agentes do Senhor no trabalho de salvação e exaltação que impedirá “que a Terra toda (…) seja ferida com uma maldição” (D&C 110:15) quando Ele voltar. Esse é nosso dever e nossa grande bênção.” (Elder David A. Bednar – Conf. Geral OUT/2011)

Conforme o Senhor ensinou e prometeu por intermédio dos profetas Malaquias e Morôni, o Profeta Elias voltou a Terra e restaurou este poder selador de unir Pais aos Filhos e Filhos aos Pais. (03/ABR/1836 no Templo de Kirtland, Ohio – D&C 110:13-16)

“Aprendemos por revelação moderna que Elias possuía o poder selador do Sacerdócio de Melquisedeque e foi o último profeta a fazê-lo antes da época de Jesus Cristo” (Dicionário Bíblico [em inglês], “Elijah”).

Esta magnífica mensagem tem tanta importância, que foi repetida em todas as Obras-Padrão ou Canon da Igreja de Cristo:

  • A Bíblia Sagrada ► Malaquias 4:5-6
  • O Livro de Mórmon ► 3 Néfi 25:5-6
  • Doutrina e Convênios ► Doutrina e Convênios 2:1-3
  • A Pérola de Grande Valor ► Joseph Smith História 1:38-39

O Pres. Gordon B. Hinckley, comentando sobre a Seção 2 de Doutrina e Convênios datada dia 24/SET/1823, expressou: “Para mim é extremamente significativo que essas palavras de Malaquias a respeito do trabalho realizado pelos mortos tenham sido repetidas ao jovem Joseph 4 anos antes de ser- lhe permitido retirar as placas da colina. Elas foram repetidas antes que ele tivesse recebido o Sacerdócio Aarônico ou o de Melquisedeque, antes que fosse batizado e muito antes que a Igreja fosse organizada. O que deixa bem claro a prioridade que esse trabalho tem no plano do Senhor.”

“O conhecimento desta grande verdade fez com que ‘o coração dos filhos’ voltasse a ‘seus pais’, e os filhos de Deus procurassem sua genealogia para que fossem batizados em favor dos parentes mortos. E foi com esse intento que o Senhor enviou Elias, o profeta, de volta à Terra como foi prometido por Malaquias, e como foi anunciado por Morôni a Joseph Smith.” (…) “Milhares e dezenas de milhares de registros genealógicos têm sido compilados. O espírito de converter o coração dos filhos a seus pais varreu toda a Terra depois que Elias veio efetuar sua prometida missão. Conquanto esse espírito não possa ser visto, sua influência tocou o coração dos homens e das mulheres em todo o mundo. Embora eles não saibam por que estão compilando registros genealógicos, essa obra progride rapidamente – na verdade é uma obra maravilhosa e um assombro em si mesma.” (Elder Le Grand Richards, Dos Doze – Uma Obra Maravilhosa e Um Assombro pg. 161 e 179)

O Pres. Boyd K. Packer, falando sobre o espírito de Elias, comentou: “Quando um membro da Igreja fica sob sua influência, uma força poderosa o impele à obra genealógica e às ordenanças do Templo. Essa força o deixa ansioso quanto ao bem-estar de seus antepassados. Quando temos este espírito, desejamos de algum modo descobrir mais coisas a respeito desses antepassados – queremos conhecê-los.” (Folheto O Templo Sagrado pg. 38)

Fica claro nossa imensa responsabilidade quanto ao assunto, bem como necessidade, pois faz parte de nossa jornada visando a exaltação, ou seja, ao buscar salvar o próximo estamos contribuindo com nossa própria salvação exaltação. “A grande obra de prover as ordenanças salvadoras para nossos predecessores é uma parte vital da missão tríplice da Igreja. Temos um propósito ao realizarmos este trabalho, que é redimir os nossos antepassados. O trabalho do templo é essencial para nós e para nossos parentes falecidos que estão esperando que essas ordenanças salvadoras sejam realizadas por eles. É essencial por que nós, sem eles, não podemos ser aperfeiçoados; nem podem eles, sem nós, ser aperfeiçoados.(D&C 128:18) Eles precisam das ordenanças salvadoras e nós precisamos ser selados a eles. Por essa razão é importante que tracemos nossa linhagem familiar para que ninguém seja esquecido.” (Pres. James E. Faust, A Liahona NOV/2003)

“É URGENTE a realização dessa obra, e incentivamos os membros a que aceitem a responsabilidade, (…) prosseguindo na pesquisa familiar, a fim de redimir seus ancestrais falecidos.” (Pres. Spencer W. Kimball, A Lihona OUT/1980)

O Presidente Spencer W. kimball declarou: “Alguns de nós já tivemos oportunidade de esperar alguém, ou alguma coisa por um minuto, uma hora, um dia, uma semana, ou mesmo um ano. Podem você imaginar como se sentem nossos ancestrais, os quais esperam, alguns por décadas e séculos, para que a obra do Templo seja feita?” (A Lihona MAI/1977)

Somos responsáveis por realizar uma obra grandiosa, nossos antepassados convertidos aguardam ansiosa e desesperadamente que as ordenanças sejam por eles realizadas, ao mesmo tempo em que o ‘Inimigo de toda Retidão’ apressa-se em nos desencorajar e nos desviar do caminho. “O que supõem que nossos antepassados diriam se pudessem falar dentre os mortos? Não diriam: ‘Estamos aqui a milhares de anos, nesta prisão, esperando a chegada desta dispensação’? (…) O que sussurrariam em nossos ouvidos? Ora, se tivessem o poder para isso, fariam soar os próprios trovões do céu em nossos ouvidos, para que pudéssemos ter uma idéia da importância do trabalho que estamos realizando. Todos os anjos do céu estão observando este pequeno grupo de pessoas, incentivando-as a trabalhar pela salvação da família humana. Também os diabos no inferno fazem o mesmo, tentando derrubar-nos; e as pessoas ainda dão as mãos para os servos do diabo, em vez de santificarem-se, clamarem ao Senhor e realizem o trabalho que Ele nos ordenou e comissionou a fazer.” (Pres. Brigham Young – Presidentes da Igreja, Brigham Young pg. 309)

COMO COOPERAR NESTE GRANDE E NOBRE TRABALHO?

PESQUISANDO A HISTÓRIA DA FAMÍLIA

“As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados.”
(Edmund Burke – Político Inglês)

1º) Fazendo a História da Família e a Genealogia:
A palavra GENEALOGIA vem das palavras gregas: ‘GENEA’ = Geração e ‘LOGIA’= Discurso. A genealogia é, dentre os ramos do saber, o que se refere às famílias, estudando-lhes as origens, mostrando a sua evolução, descrevendo as gerações e traçando, embora resumidamente, a biografia das pessoas que as compõem. Antigamente tinha a genealogia não somente a finalidade de registrar as gerações, mas igualmente a de servir às habilitações de “genere” dos que pretendiam entrar nas ordens religiosas e militares, na magistratura, nos cargos do Tribunal do Santo Oficio, e em quaisquer posições para as quais se exigisse a chamada “limpeza de sangue”. Hoje, destina-se a reconstituir o passado de cada grupo familiar, retomar laços de parentesco e, sobretudo, revelar o processo de formação social de uma região. Por isso se costuma dizer que a genealogia deixou de ser uma ciência auxiliar da História para tornar-se uma parte dessa própria História, tantos e tais os elementos informativos com que trabalha. Os trabalhos genealógicos feitos com o rigor e método exigidos modernamente são complexos, por que utilizam elementos de variada natureza. Mas você pode fazê-los.

A descendência de um indivíduo é constituída por todos os seus filhos, netos, bisnetos etc. No sentido oposto existe a ascendência, ou seja, todos os ancestrais de uma determinada pessoa: pais, avós, bisavós etc. A genealogia é uma ciência de raiz histórica, que estuda a evolução e disseminação das famílias e respectivos apelidos. É também conhecida como “Ciência da História da Família” pois tem como objetivo desvendar as origens das pessoas e famílias por intermédio do levantamento sistemático de seus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos interfamiliares. Tal levantamento pode ser estendido aos descendentes de uma determinada figura histórica o que também se engloba no âmbito do estudo dessa ciência.

ÁRVORE GENEALÓGICA

“Nós todos, inclusive os expostos, temos todos as nossas árvores genealógicas do mesmo tamanho. Lá no tamanho das árvores somos todos iguais. Mas é precisamente nas árvores que está a nossa diferença. Vê-se perfeitamente que a cada um aconteceu qualquer coisa que não se passou com mais ninguém. E aconteceu-nos ainda antes de nós termos nascido. É a árvore genealógica. Esse segredo do nosso segredo. Esse mistério do nosso mistério. Nós somos hoje o último fruto dessa árvore secular, secularmente secular!” (Almada Negreiros)

“Fazer uma árvore genealógica é uma tarefa tão complicada quanto apaixonante e, diria até, viciante. Isto acontece por várias razões: somente no século XIX o registro de sobrenome tornou-se prática na Europa; no Brasil, somente a partir de 1916, com a introdução do Código Civil, foram estabelecidas regras para transmissão dos sobrenomes. Na Europa da Idade média não se costumava utilizar um mesmo nome para identificar linhagens familiares. A identificação individual era dada por fatos relevantes da vida de uma pessoa, local de nascimento ou moradia, características ligadas à sua profissão ou mesmo características físicas. São exemplos os seguintes nomes: Machado, Sartre, Monteiro, Schumacher, Fischer, Galicia, Viñas, De Lucca. Quando da mudança da família de um país para outro, costumavam ocorrer muitos problemas de transliteração, que é a reprodução de um nome da língua original para outra língua. Alguns são exemplos são Vetter para Fetter e Avasto para Abasto. Esse fenômeno ocorreu de forma intensa com os italianos e alemães que aportaram no Brasil, no século XIX. Muitos imigrantes adotaram sobrenomes portugueses ou de seres da natureza para evitar problemas com a pronuncia ou grafia, preconceito e perseguições de natureza política ou religiosa. São exemplos algumas linhagens de Pinheiro, Cordeiro, Coelho, Figueira. Por tudo isso a idéia de fazer genealogia pode inibir muita gente. Mas somente até que comece a pesquisa, pois após puxar o “fio da meada”, a paixão se acende e não se consegue mais parar. Aquele fio pode ser uma foto antiga de família, um documento de casamento ou um brasão. Sim, o brasão pode ser um ponto de partida de grande importância para se começar um estudo genealógico, pois através deste símbolo familiar é possível descobrir datas, lugares, características familiares e títulos honoríficos, entre outros. Assim, afirma-se que a genealogia e a heráldica são ciências muito próximas. Um grande número de brasões encontram-se em livros heráldicos, acompanhados de um pequeno histórico. Outros tantos encontram-se desenhados ou apenas descritos em termos heráldicos. Os primeiros podem remeter de imediato o pretenso genealogista da família a lugares, nomes completos ou possessão de títulos que podem ser rastreados. Os demais, mesmo não sendo acompanhados por descrição histórico-genealógica, podem ser estudados para que esclareça fatos da vida de um ancestral. Há brasões que contam, pelos seus símbolos e cores, um feito histórico e até mesmo desagravo que tornou-se sobrenome de família (Machado, Lacerda). Outros contém datas ou lema dentro do corpo do brasão, indicam se o brasão é oriundo de casamento (quartelado), se é de mulher (losango) ou de homem, de filho primogênito, se participou de determinada batalha (exemplo, Navas de Tolosa, em 1212), se o seu portador era ligado à igreja (esmalte púrpura), ou ao reino da frança (flor-de-lis), e outros.” (Heraldista Sandra Wienke Tavares)

COMO FAZER?

PESQUISA CONTÍNUA

“Cada um tem que iniciar esse trabalho por algum lugar e ele pode ser realizado tanto por pessoas mais velhas quanto por jovens.(…) Isso pode ser mais fascinante do que qualquer filme que venham a assistir ou qualquer jogo de computador. Vocês precisarão descobrir quem eram seus avós e
bisavós e que tipo de ordenanças foram realizadas por eles. Caso não saibam como obter essas informações, perguntem às pessoas em sua ala que saibam como obtê-las.” (Pres. James E. Faust, A Lihona NOV/2003)

É preciso “identificar” o máximo possível a pessoa pelo qual se faráordenança nos Templos santos por procuração. Será necessário dados diversos Nomes, datas de eventos [Nascimentos, Casamentos e Óbitos] e as localidades dos mesmos [Cidade, Estado e País]).

Isto com certeza exigirá uma paulatina pesquisa, e com paciência e dedicação, conseguir todos os dados que forem possíveis, o que gerará indubitávelmente um sentimento de dever cumprido e “uma paz que excede todo o entendimento”. “Para começar, vocês não precisam de equipamento. Comecem com um gráfico de linhagem e um registro familiar. Escrevam o nome de quem conhecem. Acrescentem as informações que conseguirem com os parentes vivos. Esse início simples, em casa, irá prepará-los para receber mais ajuda. Depois que tiverem sido batizados em favor de um antepassado falecido, terão um sentimento que confirmará a veracidade dessa obra divina e lhes dará muita alegria.” (Elder Russell M. Nelson, A Liahona JUL/1998)

Precisamos ter o máximo de informação possível, o que miniminiza a possibilidade de ordenanças em duplicidade, no entanto, embora este quesito “burocrático” seja assim tão importante, não deve ser um empecilho tão rigoroso pra que não seja providenciada a ordenança a alguém, ou seja, algumas datas podem ser “aproximadas” (Ex: Considerando que o homem case aos 21 anos e a mulher aos 18 anos, é possível chegar a data aproximada do nascimento de ambos, ou pelo nascimento, chegar a data aproximada do casamento; também pode se considerar que o 1º filho do casal tenha nascido no ano seguinte ao do casamento,   e os demais filho de dois em dois anos; ou que o casamento tenha acontecido um ano antes do nascimento do 1º filho),  quanto aos lugares dos eventos, pode se considerar o estado ou país dos evento da vida do procurado, e não necessariamente a cidade. Ressalva-se que o quanto antes se obter dados mais exatos, estes devem ser atualizados o mais breve possível.

Com empenho e no devido tempo, encontraremos muitos de nossos  familiares, e caso não desanimarmos nesta árdua e honrada empreitada, contaremos com “auxílio extra”. “A coisa mais importante que precisa é o desejo de providenciar as ordenanças salvadoras do evangelho para aqueles que estão no Mundo Espiritual, esperando para recebê-las. Não se esqueça da vigorosa influência que o Espírito pode ter na identificação de seus antepassados. Ao exercer fé, nomes e informações que pareciam impossíveis de encontrar podem ser conseguidos de modos e em lugares inesperados.” (Guia de Ordenanças e Convênios do Templo e História da Família para os Membros pg. 4)

O Élder John A. Widtsoe disse: “Tenho a sensação (…) de que aqueles que doam de si com toda a força em prol desse trabalho recebem uma ajuda do mundo espiritual, e não apenas para fazer o trabalho genealógico. Quem busca ajudar aqueles que estão do outro lado recebe em troca uma ajuda em todos os aspectos da vida. (…) Recebemos ajuda do mundo espiritual quando damos assistência àqueles que passaram para além do véu.” (Genealogical Activity in Europe, pag. 104)

“(…) Você, que procura zelosamente, o caminho será aberto e poderá reunir os dados além de sua expectativa. Digo-lhes o que acontecerá. Quando tiver chegado o máximo que puder, os nomes dos justos que já faleceram e aceitaram o evangelho no Mundo Espiritual lhe serão revelados, por meio dos próprios mortos. Mas serão somente os nomes daqueles que aceitaram o evangelho.” (Elder Melvin J. Ballard, Dos Doze – Manual do Instituto de Doutrina e Convênios pg. 447)

“Se aqueles que querem encontrar seus antepassados trabalharem nos templos em favor das pessoas cujos nomes obtiveram, o Senhor abrirá o caminho para obterem mais nomes. (…) Testifico-lhes que se abrirá o caminho e encontraremos maneiras de realizar o trabalho que desejamos, e que as coisas que tornam nossos dias sombrios e tristes serão dissipadas diante de nós se formos à Casa do Senhor para lá realizar a obra sagrada”. (Élder John A. Widtsoe – The Utah Genealogical and Historical Magazine – JUL/1922 , pag. 135)

Daí, usando o NewFamilySearch, podemos organizar nosso gráfico de linhagem, e providenciarmos as ordenanças pra aqueles que ainda não as tiverem recebido, selando todos até onde for possível, na verdade, a meta de excelência é chegarmos até Adão! “Queremos que os Santos dos Últimos Dias, doravante, tracem as suas genealogias até onde puderem alcançar, e sejam selados aos pais e Mães. Que os filhos sejam selados aos pais, traçando esta linhagem ancestral até onde for possível.” (Presidente Wilford Woodruff, The Law of Adoption pg. 543) “(…) os homens serão selados a seus pais, e àqueles que já dormiram até o patriarca Adão.” (Pres. Brigham Young, Discursos de Brigham Young pg. 401) Até que “finalmente [seja] completada a união das gerações e a família do homem será selada.” (Pres. Boyd K. Packer, Dos Doze – Folheto O Templo Sagrado pg. 38)

CENTRO DE HISTÓRIA DA FAMÍLIA
Pra que aqueles que se debruçarem em uma apaixonante e mais profunda pesquisa familiar, os centros de história da família é uma excelente ferramenta.

Os Centros de História da Família são locais de pesquisa genealógica ligados à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como Igreja Mórmon. Também conhecidos pela sigla CHF, estes mais de quatro mil centros estão espalhados por todo o mundo, sendo coordenados pela Sociedade Genealógica de Utah, cuja sede localiza-se na Cidade de Salt Lake, nos Estados Unidos da América. Fundada em 13 de novembro de 1894, a Sociedade Genealógica de Utah, através dos Centros de História da Família, disponibiliza um gigantesco banco de dados genealógico, sem dúvida o maior do mundo desta natureza.

“Os 4.164 centros espalhados no mundo são extensões da Biblioteca da História da Família, localizada próximo ao Templo de Salt Lake Utah, a maior biblioteca existente do gênero. Esses Centros de História da Família à distância oferecem acesso a quase todos os microfilmes e microfichas da biblioteca central.” (Patrícia Selman, A Lihona SET/2004)

São mais de dois milhões de microfilmes que reproduzem os seguintes registros:

  • Assentos de registro civil (registros de nascimento, casamento e óbito);
  • Assentos de registro paroquial (registros de batismo, casamento religioso e morte);
  • Censos de população;
  • Listas de passageiros de navios;
  • Listas de hospedarias de imigrantes;
  • Livros sobre temas da genealogia (livros de famílias ilustres, brasonários etc).

Os Centros de História da Família normalmente são geridos por voluntários e são abertos a todos os cidadãos, independentemente de sua religião.

Para encontrar o CHF mais próximo de sua residência CLIQUE AQUI

BENÇÃOS DE SE ENVOLVER NA OBRA VICÁRIA

Eu [centro] e amigos no Templo de São Paulo

O Presidente Wilford Woodruff ensinou que “temos de entrar nesses templos e resgatar nossos mortos, não só os mortos de nossa própria família, mas os mortos do mundo espiritual inteiro” (JD 21:192)

Durante o esboço acima, muitas escrituras e citações foram usadas que em si já citaram as muitas alegrias advindas àqueles que trabalham por aqueles que estão “além do véu”, por isto apenas acrescento ensinamentos que completam ainda mais o grande leque de desenvolvimento, crescimento e felicidade ao nos envolvermos nesta obra.O Presidente Gordon B. Hinckley nos ensinou: “As coisas que acontecem na Casa do Senhor (…) aproximam-se mais do espírito de sacrifício do Senhor, do que qualquer outra atividade que eu conheça. Por quê? Porque são realizadas por pessoas que doam seu tempo e seus meios livremente, sem nenhuma expectativa de reconhecimento ou recompensa, para fazer por outros, o que não podem fazer por si mesmos.” (Conf. Geral ABR/1983)“(…) ao servirmos nossos irmãos e irmãs [do outro lado do véu], entendemos e apreciamos melhor o significado da Expiação em nossa própria  vida.” (Guia de Ordenanças e Convênios do Templo e História da Família para os Membros pg.4)”Quando as famílias se envolvem no trabalho (pelos mortos), os Pais e os filhos ganham um testemunho mais forte do Salvador e Seu Sacrifício Expiatório, desenvolvem um apreço mais profundo pelas ordenanças e convênios do Templo, e aprendem melhor a enfrentar os desafios da vida e a resistir às tentações.” (Manual de Instruções de Liderança do Templo e História da Família pg. 5)

“Recebemos muitas bençãos ao providenciarmos as ordenanças para as pessoas que vivem no Mundo Espiritual. Podemos nos tornar mais como o Salvador, colocá-Lo e Seus ensinamentos no centro de nossas vidas, e ganhar testemunhos mais fortes do Seu evangelho.” (Manual de Instruções de Liderança do Templo e História da Família pg. 3)

“Identificar nossos ancestrais e realizar as ordenanças por eles aumenta nossa fé em Jesus Cristo e aprofunda nossa compreensão de seu amor.” (Manual de Instruções de Liderança do Templo e História da Família pg. 1)

O Élder Boyd K. Packer explicou: “O trabalho genealógico tem o poder de fazer algo pelos mortos. Tem igualmente o poder de fazer algo pelos vivos. A obra genealógica dos membros da Igreja tem uma influência refinadora e espiritualizadora sobre aqueles que nela se engajam. Eles compreendem que estão unindo os laços de sua família, a família que vive aqui com aqueles que já se foram”. (The Holy Temple, pag. 239)

O Presidente Joseph Fielding Smith declarou que o trabalho em favor dos mortos é “um trabalho que engrandece a alma do homem, amplia sua visão quanto a bem-estar de seu próximo, e planta em seu coração, amor a todos os filhos de nosso Pai Celestial. Não existe trabalho igual ao realizado no Templo pelos mortos para ensinar o homem a amar seu próximo como a si mesmo.” (Church News, 24/OUT/1970)

“Com a crescente freqüência ao Templo de nosso Deus, recebereis acrescida revelação pessoal para abençoar vossa vida assim como abençoais aqueles que morreram.” (Pres. Ezra Taft Benson, A Lihona JUL/1987)

“Se aceitarmos as revelações referentes às ordenanças do Templo, se assumirmos nossos convênios sem reservas ou desculpas, o Senhor nos protegerá. Recebemos inspiração suficiente para enfrentar os desafios da vida.” (Pres. Boyd K. Packer, Dos Doze – Folheto O Templo Sagrado pg. 39)

“Às vezes, nossa mente está tão assediada por problemas, e tantas coisas requerendo nossa atenção ao mesmo tempo, que simplesmente não conseguimos pensar e ver com clareza. No Templo, a poeira da distração parece assentar, a neblina e a névoa parecem desaparecer, e podemos ‘ver’ as coisas que não conseguíamos ver antes, encontrando um caminho, em meio às nossas preocupações, que não conseguiríamos vislumbrar antes.” (Preparação para entrar no Templo Sagrado, pg. 36)

“Fazer o trabalho de história da família pode abençoar-nos e as nossas famílias, converter as pessoas ao evangelho, ativar os menos ativos, e colocar nos corações daqueles que ainda não receberam as bençãos do Templo o desejo de fazê-lo.” (Manual de Instruções de Liderança do Templo e História da Família pg. 1)

“Tenho certeza de que se nosso povo frequentasse o templo com mais assiduidade, haveria bem menos egoísmo em sua vida. Haveria menos ausência de amor em seu relacionamento. Haveria mais fidelidade entre marido e esposa. Haveria mais amor, paz e felicidade no lar de nosso povo. Cresceria na mente dos santos dos últimos dias a consciência de seu relacionamento com Deus, nosso Pai Eterno, e da necessidade de trabalharmos mais arduamente para vivermos como filhos e filhas de Deus.” (Pres. Gordon B. Hinckley – Ensign  MAI/1984)

Que façamos da obra vicária, tanto quanto da obra missionária, um trabalho de amor pra enquanto procuramos abençoar as vidas daqueles que amamos e nos cercam, também acrescentemos uma centelha a mais de probabilidade de nós mesmos desfrutarmos a glória eterna tão almejada e difícil, mas possível.

AMÉM

*NOTAS INTERESSANTES
Prevendo que talvez alguns tenham possíveis dúvidas escriturísticas a respeito de se fazer a genealogia, segue algumas notas explicativas:

Pergunta: “Uma crença interessante dos Santos dos Últimos Dias é a concernente aos seus mortos. Tito 3:9 Diz: ‘Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.’ O mesmo conselho foi dado a Timóteo, em 1 Timóteo 1:4, porém, essa crença no trabalho genealógico é uma parte importante da doutrina Mórmon. (Por quê?)
Resposta: (Talvez tenha passado despercebido em) Mateus 1 ou Lucas 3:23 onde, em detalhe, a genealogia de Cristo é dada. Isso foi para provar que ELE ERA O MESSIAS. A genealogia era considerada como uma maneira vital de reconhecer o Messias prometido porque ele viria através da semente de Davi, e da casa de Judá. A Sociedade Bíblica de Cambridge deu uma resposta excelente a essas duas escrituras. Eles escreveram no seu Dicionário Bíblico: ‘I Timóteo 1:4 e Tito 3:9 referem-se a fábulas e genealogias intermináveis, e referem-se a histórias legendárias dos heróis e patriarcas da antiga história hebraica. Tais histórias eram muito populares entre os Judeus, mas estranhas ao evangelho, e possivelmente poderiam chamar a atenção para fora das doutrinas essenciais da fé Cristã.’ Em outras palavras, estas linhas de genealogia e heróis legendários estavam causando às nações judaicas e Gentias a se afastarem dos ensinamentos simples de Jesus Cristo por causa de grandes fábulas e mentiras que vinham delas. (…) A genealogia com propósitos tolos é vã, mas não o é aquela que tem seu alvo nos propósitos de Cristo e no Plano de Salvação.” (Livro: O Dia da Defesa)

Compreensão de Escritura (I Timóteo 1:4 e 4:7)
“Os judeus haviam escrupulosamente preservado as suas genealogias até o advento de Cristo… mas, segundo consta, Herodes mandou destruir os registros públicos, pois, sendo Idumeu, tinha inveja da origem nobre dos judeus. Para que ninguém pudesse recriminá-lo por sua descendência, ele ordenou que as tábuas genealógicas, que eram conservadas no Templo, fossem queimadas. Dessa época em diante, os judeus só podiam referir-se aos dados genealógicos que lembravam, ou que se achavam nas tábuas genealógicas preservadas nas mãos de particulares. Traçar qualquer linhagem normal através delas devia ser um processo interminável e incerto. Provavelmente é a isso que o Apóstolo se refere: ao trabalho inútil que a tentativa de levantar tais genealogias devia produzir, já que as tábuas originais haviam sido destruídas. O que podemos concluir pelas declarações de Paulo, é que sua acusação era contra as genealogias duvidosas e inverídicas que eram feitas com propósitos excusos.” (Pres. Joseph Fielding Smith, Answers to Gospel Questions, Vol. 2 pg. 214-215)

“Paulo também podia estar-se referindo à tendência tão comum entre os judeus, de jactarem-se de sua linhagem, e ao fato de julgarem que a sua descendência era prova de predileção divina (João 8:37-45), o que, segundo Paulo, é uma fábula. A predileção divina é baseada na retidão pessoal, não em nossos ancestrais.” (Manual do Instituto do Novo Testamento pg. 398)

Sobre estes anúncios

9 comentários sobre “Salvadores no Monte Sião

  1. David, como você avalia esse curso de preparação para o templo que você está ministrando? Sabemos que o professor pode ser extrapolar o material e adaptar o conteúdo às necessidades do aluno. Mas o material provê minimamente tópicos ou recursos para a compreensão das ordenanças?

  2. Que bom saber que o artigo ajudou a esclarescer e serviu de instrumento para um ensino do tema mais embasado… Depois compartilha conosco o que sua esposa achou da matéria e como foi a reação das pessoas na classe que ela ministrou a aula.
    Obs. O Antonio postou ontem ontem um poema muito inspirador, talvez sirva como recurso adicional: http://vozesmormons.com.br/2012/11/11/eu-sou-um-pouco-do-meu-avo/

    Caro Antonio, o livreto Preparação para entrar no Templo Sagrado é muito útil, e pouco conhecido e/ou lido: http://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/36793_por.pdf?lang=por

    Na página 10 do livreto supracitacido abrange bem que a questão do significado da ordenanças, embora seja ensinado no templo em termos simples e muitas vezes pouco específicos, é bem mais uma experiência pessoal de aprendizagem, então o curso trata mais da importância da dignidade pra se entrar, explica melhor as leis do evangelho, e a importância do interlocutor pra melhor entendimento dos símbolos:
    “A cerimônia do templo não será plenamente compreendida na primeira vez. Será apenas parcialmente compreendida. Volte muitas vezes. Volte para aprender. As coisas que o preocuparam ou que o deixaram com dúvidas ou que pareceram misteriosas serão esclarecidas para você. Muitas delas serão coisas tranqüilas e pessoais que você realmente não conseguirá explicar a ninguém mais. Mas para você elas ficarão claras. O que adquirimos no templo depende em grande parte do que levamos para o templo em termos de humildade, reverência e desejo de aprender. Se formos capazes de ser ensinados, nós o seremos pelo Espírito no templo. Quando tiver a oportunidade de assistir a uma sessão de investidura no templo ou de testemunhar um selamento, pondere no significado mais profundo daquilo que lhe for mostrado. E nos dias subseqüentes à sua visita mantenha essas coisas na mente; examine-as tranqüila e fervorosamente, então perceberá que seu conhecimento irá crescer.”

    Eu propriamente, também julgo importante falar da maturidade e responsabilidade, o que gera pessoas mais reflexivas e consequentemente mais comprometidas, tal qual entendo que os pesquisadores devem receber nas vésperas de seu batismo. Acho que a bem elaborada metáfora da “pírula azul e vermelha” do Flauber atinge bem esta idéia que tentei explicar: http://vozesmormons.com.br/2011/06/06/pilula-azul-x-pilula-vermelha/
    Somente eu acrescentaria a importancia de abordar melhor o que significa a “pírula” pra que a pessoa tenha mas consciência e uma escolha mais segura, e subsequentemente um membro mais envolvido e bem como um “investido” no templo mais comprometido!

    • Minha esposa dá aula na classe de Princípios do Evangelho, para eles a aula foi boa como sempre, esclarecedora e inspirada, para ela foi bem melhor, pois ela tinha em mãos um recurso com várias escrituras e citações de um assunto pouco difundido na Igreja, ela literalmente deu pulos de alegria qundo lhe mostrei o texto que ajudaria a enriquecer sua aula.

  3. Eu era como Amuleque, tinha o coração fechado para o evangelho restaurado. Mas mesmo assim duas coisas me chamavam a atenção: os líderes gerais que pra mim eram diferentes dos demais membros, pareciam mais compreensivos e sabiam melhor do que falavam e quando eu tinha algumas indagações os membros ou não sabiam responder ou achavam que elas não procediam, mas muitas de minhas indagações eram respondidas quando eu lia as mensagens dos líderes gerais e percebia que os membros estavam meio desinformados. A outra coisa é a obra vicária, fiquei maravilhado com a doutrina. Antes eu só conhecia a versão de que ou a pessoa ia para o céu ou para o inferno, ou alguns iam para o céu mas precisavam ser purificados
    através do purgatório, isso me entristecia e eu pensava: “E aquelas pessoas que morreram sem conhecer o evangelho ou ao menos ouvir falar de Jesus Cristo?” Mas que bom que deixei de perseguir a Igreja e abri meu coração ao evangelho restaurado e assim poder participar da obra vicária, essa obra linda e maravilhosa.

  4. eu amei essas mensagem sei que todo,tem um proposito sou mãe e esposa e quero encontra minha familia de vouta ao lar do sosso pai celestial.

    • Que bom que gostou Ana Cleia… Com certeza, a promessa de reencontro com aqueles que amamos é consolador, e nos renova a esperança. Abordei um pouco mais sobre a ressurreição e nosso reencontro com entes-queridos neste outro artigo, caso te interesse.

      abs

  5. David, parabéns pelo texto, me ajudou muito, também fui chamado para ministrar essa aula. É muito gratificante poder compartilhar com as pessoas o conhecimento sobre esse assunto. Irei utilizar vários trechos desse artigo. Obrigado por compartilhar isso conosco.

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