10 Clichês Mórmons Devem Evitar

Quem não tem um parente próximo, querido, amado, que nos mata de vergonha quando em companhia de nossos amigos ou colegas? Pode ser um tio racista, ou um irmão cara-de-pau; pode ser um pai preconceituoso, ou uma mãe que gosta de opinar da vida alheia sem filtros sociais. Nós amamos e adoramos tais parentes, mas acabamos morrendo de vergonha de apresentá-los a nossos amigos e colegas.

O mesmo pode ocorrer na Igreja. Quem, dentre os ex-missionários, nunca quis morrer (ou matar alguém) ao levar aquele investigador especial à sua primeira reunião dominical, apenas para ouvir um irmão ou uma irmã subir ao púlpito para prestar aquele testemunho mais cabeludo, de dar arrepios no missionário mais calejado?

Em absolutamente todas circurnstâncias sociais, há sempre a possibilidade de se cometar uma gafe ou causar um certo desconforto com a palavra errada, ou a ideia mal colocada. Todos nós passamos por isso, seja cometendo a gafe, seja testemunhando o desastre social inevitável.

Contudo, há gafes sociais que são recorrentes dentro de determinadas culturas ou contextos sociais. Um exemplo clássico é daquela pessoa sem noção que se aproxima de uma moça mais gordinha e lhe pergunta o tempo da gestação!

(Nota: aos desavisados, nunca, nunca, nunca pergunte tempo de gestação ao menos que você tenha absoluta certeza se a moça esta grávida. Em caso de dúvidas, pergunte-lhe as novidades em sua vida, e permita-lhe a oportunidade de anunciar — ou não — sua gravidez. Eu já testemunhei essa gafe algumas vezes, e posso dizer que a dor no peito é real!)

Eu compilei, então, as gafes — ou clichês — mais comuns entre Mórmons no Brasil, ao menos na minha experiência pessoal. Montei uma lista das 10 gafes que eu mais encontrei na vida, e as que mais me causaram desconforto cultural, social, e intelectual. Quando proferidas na frente de um convidado não-Mórmon, me causaram vergonha, e quando proferidas na frente de apenas Mórmons velhos de causa, me causaram apenas constrangimento.

Compartilho a minha lista para incentivar os demais Mórmons a evitá-las como quem evita a Gripe Suína, e também na esperança de que compartilhem comigo as gafes que mais lhes incomodam, e o por quê.

 Os 10 Clichês Que Mórmons Devem Evitar

1) Não precisamos saber disso porque não é necessário para a nossa exaltação.

Este clichê é uma apologia à ignorância e à preguiça intelectual.

Além disso ignora as próprias Escrituras Mórmons:

A glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade.

 …sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo…

Eu não vejo como não sentir-me envergonhado por atitude tão preguiçosa. Oxalá nenhum Santo dos Últimos Dias abraçasse tão posição acomodada, e trouxesse orgulho a todos Mórmons por um desejo real de “buscar nos melhores livros” adquirir “conhecimento” e “inteligência” através de “estudo”, como citamos das Escrituras com tanta satisfação!

2) Está escrito no manual? Quem publicou foi a Igreja?

Esse clichê é comum entre pessoas que tem medo de pensar por si mesmo, e tem medo de enfrentar verdades que possam ser diferentes/conflitantes/desconfortáveis.

Não deixa de ser uma reação normal. Em Psicologia Moderna, o conceito da Teoria de Dissonância Cognitiva postula que, quando frente à informações conflitantes e emocionalmente estressantes, a tendência do Ser Humano é tentar o máximo possível reduzir o desconforto de qualquer modo possível, independente da racionalidade, lógica, ou realidade da causa do conflito.

Sendo assim, a reação inicial (e, para muitos, única e final) é fugir de quaisquer fontes de Verdade que lhe possam causa desconforto, e buscar apenas aquelas que sabidamente reforçarão o status quo.

Apesar de ser uma reação normal, eu considero intelectualmente covarde, e me causa certo constrangimento.

3) Devemos seguir os líderes mesmo que estejam errados.

Como o clichê #1 acima é marcado por uma preguiça intelectual, e o #2 acima é caracterizado por uma preguiça psicológica, este é pautado pela preguiça moral e ética.

Certamente, é muito mais fácil entregar nossas decisões morais e éticas a uma figura de autoridade. Inclusive, o famoso experimento de Stanley Milgram, de 40 anos atrás, sugere que esta é uma postura comum para Seres Humanos.

Não obstante, a real prova moral reside em cada indivíduo ponderar — e decidir — para si e por si quais os seus próprios parâmetros morais e éticos, aceitando apenas sugestões aqui e acolá.

Afinal, na teologia Mórmon, de quem era o plano que incluia seguir cegamente a um líder que nos conduziria todos ao Paraíso?

4) Se você pagar seu dízimo, e cumprir os mandamentos, Deus proverá.

Este clichê é perigoso e doloroso, além de desconectado da realidade.

Ele é perigoso pois pode levar — e frequentemente leva — a atitudes displicentes e irresponsáveis! Dízimo não é motivo suficiente para não se ter Seguro Saúde, ou um plano de aposentadoria, ou estudos para uma profissão, ou juntar dinheiro numa poupança para emergências e imprevistos.

Ele é doloroso pois pode levar — e frequentemente leva — a julgamento social. Membros julgam outros membros que estão passando por necessidades ou por uma fase difícil, profissional ou financeiramente, como se fora uma questão de integridade pessoal. A boca pequena, questiona-se o coitado do membro (que já esta sofrendo materialmente) se não haveria negligenciado o Dízimo, ou falhado com outros mandamentos, ou simplesmente não ter sido justo suficiente, e confunde-se então uma falta de sorte ou infortúnio com julgamento divino e castigo espiritual.

5) Se você orar com um coração sincero, você vai receber um testemunho.

Este clichê é triste, pois ignora um fato da realidade bastante comum, e passa um julgamento completamente desnecessário e infundado.

Centenas de milhares de pessoas oram, com corações sinceros, pedindo por um guia ou ajuda ou iluminação, e a maioria chega a conclusões diferentes das suas. Não é por que a pessoa chegou a um “testemunho” diferente do seu que ela não tenha orado, que não tenha ponderado cuidadosamente, e que não tenha um coração sincero. Este é um fato que qualquer pessoa, um pouco observadora, pode perceber sobre a realidade do mundo ao seu redor.

Presumir que a pessoa não tenha chegado a mesma conclusão que você não o tenha feito por 1) não ter orado, ou 2) não ter um coração sincero é simplemente arrogante e estúpido! Especialmente porque você pode parar para ver mesmo dentro da Igreja pessoas que oram a respeito de outras coisas específicas (sobre casamento, sobre doutrinas, sobre a vida, etc.) e que se sentem “inspiradas” por ideias diferentes.

As pessoas são diferentes, elas tem sentimentos diferentes, elas enxergam o mundo de maneiras diferentes, e nem por isso merecem ser julgadas por insinceras, ou injustas, ou preguiçosas. A maioria das pessoas busca com afinco felicidade e paz interna.

6) Não existe Igreja Mórmon. OU apenas há uma Igreja Mórmon, que é a Igreja SUD.

Este clichê é simplesmente triste.

Há quem diga que não existe Igreja Mórmon, porque o nome correto seria A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Apesar de técnicamente correto, trata-se de um argumento tolo.

O apelido “Igreja Mórmon” é tão comum e tão sinônimo com a Igreja SUD, que evitá-lo apenas mostra uma devoção peculiar a detalhes que beira a picuinha. Seria o mesmo que um Católica queixar-se de não existir uma “Igreja Católica”, quando o título formal seria Igreja Católica Apostólica Romana.

O mais engraçado é quando eu ouço as mesmas pessoas que reclamam do têrmo “Igreja Mórmon”, recusam aceitar que outras igrejas Mórmons sejam chamadas de “igreja Mórmon”! Ou de que sejam Mórmons!

A verdade é que existem dúzias de igrejas Mórmons, ou seja, que usam e aceitam o Livro de Mórmon e Joseph Smith, e traçam sua genealogia religiosa até ele. As práticas, as teologias, as doutrinas podem ser diferentes da Igreja que Brigham Young refundou quando da reorganização após a morte do Profeta, mas são tão Mórmons como qualquer outra. Basta perguntar a eles.

7) As Escrituras são claras.

Este clichê beira o ridículo de tão óbvio! Absolutamente nada nas Escrituras esta claro, pois elas contêm fontes infindáveis de afirmações auto-contraditórias e/ou vagas.

A prova disto é a quantidade enorme de igrejas, seitas, grupos, e cultos diferentes com doutrinas e teologias diferentes, que leem as mesmas Escrituras e chegam a conclusões distintas. E isso não melhora muito no mundo Mórmon. Dúzias de igrejas diferentes, dentre as quais a Igreja SUD é apenas uma (e a maior) que leem e interpretam as Escrituras Mórmons e chegam a conclusões distintas sobre os temas mais variados.

E mesmo dentro da própria Igreja SUD, temos Apóstolos e profetas que leem e interpretam as mesmas Escrituras e delas tiram ideias diferentes. Historicamente, muitas discussões e debates resultaram destas interpretações distintas entre Autoridades Gerais diferentes, sobre basicamente os mesmos textos fundacionais.

8) A Igreja é perfeita, os membros não.

Este clichê é simplesmente irracional e ilógico. A Igreja não é perfeita, e nem nunca foi.

Ela, como qualquer outra organização, sempre foi assolada por problemas estruturais e conflitos internos. Ela passou por inúmeras mudanças, em sua estrutura básica, em seu organograma institucional, nos seus focos e metas, e nos seus programas e nas suas estratégias. Erros são abandonados, novos programas são testados, as estruturas de lideranças são alteradas, e estas mudanças muitas vezes são precedidas por ferozes objeções, conflitos partidários, e muita discussão.

Para qualquer pessoa que já tenha trabalhado na Igreja, seja como voluntário, seja como profissional, é evidente que há ideias vencedoras que dão certo e se perpetuam por anos e décadas, e há ideias perdedoras, que são impostas por alguns anos ou décadas, até que morram ou desapareçam quando tornam-se óbvios seus fracassos. Aprende-se, muda-se, altera-se, e avante com os novos projetos.

Alguns exemplos de erros óbvios, dos quais líderes vieram a se arrepender amargamente, incluem Poligamia, racismo contra Negros, preconceito contra Gays, batismos de adolescentes via baseball, controle político local, Patriarca Presidente, Juramentos de Vingança, etc.

Vivendo e aprendendo é um ótimo lema, e ninguém pode questionar que a Igreja hoje é muito mais madura, mais tolerante, mais inclusiva, mais aberta que há 10, ou 20, ou 30, ou 40 anos atrás. Mas, este, precisamente é o motivo por que é tão estapafúrdio fantasiar que a Igreja seja perfeita!

9) A Igreja é a igreja que mais cresce (ou uma das que mais cresce) no mundo.

Este clichê é bobo porque simplesmente não é verdade. Inclusive, nas últimas décadas, a Igreja vem crescendo, em média, pouco acima da taxa de crescimento populacional, e na última década, sequer isso, com uma taxa de abandono entre 60 e 80%.

O problema da falta de crescimento, e da alta taxa de evasão, é tão grande que a Igreja recentemente abaixou as idades mínimas para missionários numa tentativa de aumentar o número de missionários, e/ou reduzir as taxas de evasão de ex-missionários.

10) Amar o pecador, odiar o pecado.

Este clichê eu deixei por último por que ele simplesmente é a frase mais cretina que eu escuto de Mórmons e demais Cristãos.

Primeiramente, ela é cretina porque simplesmente é uma frase camuflada para menosprezar outras pessoas, mas fingindo alguma pretensão de pretexto moralista. Você já ouviu alguém começar uma frase dizendo “eu não sou racista, mas…” e não seguir com um comentário racista? Ou alguém dizendo “eu não sou machista, mas…”, e imediatamente seguir com um comentário que denigra mulheres?

Pois bem. Essa frase é justamente isto. A pessoa que profere esta frase simplesmente deseja se proteger do julgamento — justificado — de que sua ideia seja preconceituosa com a falsa pretensão de um alto grau de moralismo!

“Desculpe-me,” diz o nosso detento de altos padrões éticos e Cristãos, “mas eu simplesmente não posso tolerar X (e.g., gays, mulheres, Negros, imigrantes, pobres, pessoas que chegam atrasados, pessoas que falam alto, etc.), mas não que eu tenha nada contra X. Eu amo os pecadores, mas eu odeio o pecado!”

Segundo, a frase é cretina pois ela pressupõe que o originador é uma pessoa idonea, sem pecados, justa e reta, que possui tamanha retidão que pode proferir condenação em demais mortais pecadores.

Terceiro, ela é cretina pois imbue autoridade moral à pessoa que decide proferir condenação aos “pecados” alheios.

E, finalmente, ela ignora completamente o preceito Cristão (e ético humanista) de que somos todos iguais e de que não nos cabe julgar outras pessoas. Afinal, diz-se que Jesus Cristo ensinou justamente a não focarmos na trave nos olhos dos outros!

Bom, esta é a minha lista. Eu ficaria muito feliz se Mórmons evitassem estes clichês. Creio que as conversas, e as atitudes, seriam muito mais maduras e edificantes se os evitarem, e inclusive acredito que o esforço missionário seria mais bem sucedido!

Quais são os clichês que vocês ouviram ou costumam ouvir, e que lhes incomodam?

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76 comentários sobre “10 Clichês Mórmons Devem Evitar

  1. Talvez o autor esteja certo quanto aos seres humanos falarem sobre o item 10. Mas quanto a Deus é perfeitamente válido e não é clichê, pois em Alma 45,16 está escrito que o Senhor não pode encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância, e sabemos também que Ele ama a todos nós.

    • Até hoje eu não entendo o por que da insistência que “Deus não pode encarar pecado com tolerância”. Primeiro, julga-se Deus como um Ser intolerante. Segundo, há inúmeros exemplos de Deus tolerando pecados nas escrituras, o que tornaria Deus inconsistente. E, finalmente, para um Ser literalmente infinito, será possível crer que pessoas com tempo sem fim (mil, milhões, bilhões de anos) não aprenderiam a superar os pecados que tanto ofenderam a Deus em 40, 50, ou 60 anos aqui na Terra?

      • Em primeiro lugar, são as escrituras que afirmam isso. Em segundo lugar, Jesus morreu por causa de nossos pecados, para libertar-nos e salvar-nos deles, então como Deus iria tolerar o pecado? Deus não é um Ser intolerante com as pessoas, mas somente com o pecado. Cite-me alguns desses exemplos que Deus tolera nas escrituras para eu ponderar. No mundo espiritual alguns estarão temporariamente na chamada “Prisão Espiritual” e terão a oportunidade de se arrependerem de seus pecados e superá-los.

      • Marcos, como eu já comentei com você, para um Ser infinito, tolerar pecados não deveria ser, logicamente, um problema posto que, se cometidos num período de 70 anos, podem ser expiados e corrigidos pelos próximos 1.000 ou 10.000 anos! Simplesmente não faz sentido…

        “Cite-me alguns desses exemplos que Deus tolera [pecados] nas escrituras para eu ponderar.”

        Você não deve ler a Bíblia, pelo jeito. ;-) Seguem alguns poucos exemplos:

        Deus Tolera Mutilação Infantil:

        Gn 17:10-27

        Deus Tolera Crueldade Animal:

        Js 11:6

        Deus Tolera Incesto:

        Gn 5, 19:30-38, 20:12, 35:22, 38:14-18; Ex 6:20

        Deus Tolera Prostituição:

        Gn 12:11-20, 19:8, 20:1-16; 30:14-16, 38:14-18; Rt 3:15

        Deus Tolera Estupro:

        Lv 19:20-22; Dt 21:10-14, 22:28-29; Jz 19:22-29, 21:1-23; II Sm 13; I Cr 3:9; Hs 1:2, 3:1-2; Is 13:16; Zc 14:2

        Deus Tolera Abandono de Família:

        Gn 16:6, 21:14-15; 25:6; Ex 21:4-6; Ed 10; Mt 10:21-37, 12:48, 15:4; Mc 3:33; Lc 12:51-53, 14:26; Jo 2:4

        Deus Tolera Sacrifício Humano:

        Gn 22:13; Ex 13:13, 15, 22:28-29, 34:20; Nm 18:15, 21:2, 25; Ez 20:25-26; Jz 11:29-39; II Rs 3:27; Jz 8:18-21; I Sm 15:33; II Sam 21:1-9

        Deus Tolera Mentira, Desonestidade, Furto:

        Gn 12:11-13, 18-19, 20:2-13, 22:7-8, 26:7, 27, 29:15-26, 31:19-35, 34; Ex 3:18-22; Jz 4:17-21, 5:24-27; Js 6:22-25; I Rs 2:8-9, 13; II Sm 19:21-23

        Deus Tolera Escravidão (e Sequestro):

        Gn 9:25-26, 17:12, 23, 27:37, 40; Ex 12:44, 21; Lv 19:20, 25:44-54; Nm 31:18-35; Dt 15:12-17, 28:32-68; Jz 2:14; Is 14:2; Jr 27:2-13, 34:13-18; Jl 3:8

        Deus Tolera Genocídio (incluindo Mulheres e Crianças):

        Gn 34; Ex 32:27-28; Dt 2:30-36, 3:1-7, 7:1-2, 9:3, 20:10-17; Num 25:17, 31:1-18; Js 6:21, 8:24-27, 10, 11:11-22; Jz 1:4, 3:29; I Sm 15:1-9, 27:9-11; II Sm 8:2, 12:31; I Cr 13:17, 20:3; Ez 9:6, Et 8:11, 9:1-19

      • “Marcos, como eu já comentei com você, para um Ser infinito, tolerar pecados não deveria ser, logicamente, um problema posto que, se cometidos num período de 70 anos, podem ser expiados e corrigidos pelos próximos 1.000 ou 10.000 anos! Simplesmente não faz sentido…” Pode não fazer sentido humanamente falando, mas se Ele é Deus e criador de todas as coisas pode determinar o que quiser e além do mais só compreenderemos Deus plenamente quando estivermos um dia em Sua presença (se formos considerados dignos de tal honra).

        Quanto às escrituras citadas por você, não podemos levar tudo ao pé da letra. Não podemos deixar de considerar aspectos como cultura e costumes de um povo em determinada época. Devemos refletir e raciocinar, mas não podemos negligenciar a ajuda do Espírito Santo. Podemos também pensar a respeito das explicações da Igreja (se houverem) relacionadas às citações acima e outras das escrituras. Não podemos simplesmente acusar Deus de tolerar tantas barbaridades.

      • Então, Marcos, à propósito de seu comentário: “Não podemos deixar de considerar aspectos como cultura e costumes de um povo em determinada época”. Devo entender que se determinado pecado for fruto da “cultura e costumes de um povo”, esta circunstancia seria um bom motivo para o Senhor tolerar?

      • O tolerância que a escritura ser refer, é no sentido que você não pode entrar na presença de Deus se tiver pecados e não tiver recebido a remissão deles.

  2. Pois é “com o mínimo grau de tolerancia”, mas qdo erram e pecam os profetas modernos, será que o Senhor que os instrui pessoalmente (em tese), tem a mesma tolerancia que uns por aqui dizem que devemos ter com os erros e pecados destes homens (porque mentir é pecado, como tao bem demonstrado em um recente assunto postado pelo blog aqui).

    Fica a dica!

    Qdo se reinvindica a perfeiçao (da verdade, do evangelho ou seja lá do que for), exclui-se o direito de erro. Perfeito é algo inequívoco. Jesus Cristo por exemplo. O discurso de a unica igreja VERDADEIRA e viva sobre a face da terra, com a qual eu o Senhor me deleito (como descrito em D&c), por conseguinte, esvazia-se também, pois o Senhor nao se deleita na mentira, na omissao e na luxúria.

    Acho que mais uma vez, se é que houve restauraçao, está havendo uma apostasia, que foi inciada poucos anos depois (pelo que diz a história da igreja) da restauraçao. Assim penso por todos os fatos, textos e contextos lidos por aqui.

    Precisamos mesmo, amigo Marcos tirar a trave de alguns olhos, para tentar ver além. Hoje reconheço que nada sei, que nao sou o dono da verdade, e nem mesmo o lugar d’onde sai a tinha. Estou tentando com estudo, oraçao e pesquisa reencontrar as minhas. Mas o ponto de partida permanece o mesmo, Cristo e seus ensinamentos e ministério.

    Nao tenho rancor e raiva da igreja, mas mágoa esta foi inevitável, qdo percebi que quem reinvidica o manto da verdade, mente, engana, deturpa e omite sua própria história, para parecer mais “atraente” àqueles que a houvem. Nao, este nao é o agir baseado naquele que dizem ser o cabeça da igreja SUD, Jesus Cristo. Pois como vc bem disse, e se for verdade o que está no próprio LM, se é que toda a história do livro é real: “ELE NAO PODE ENCARAR O PECADO COM O MÍNIMO GRAU DE TOLERANCIA”.

    • Geninho, o que tem a ver a declaração de D&C sobre igreja viva e verdadeira onde o Senhor se deleita, e a questão dos erros cometidos pelos homens? Agora, luxúria? Poderia deixar claro?

      Quem te revelou que está havendo uma apostasia(se é que houve restauração)? Poque, o fato de haverem erros cometidos, não significa necessariamente uma apostasia, pois, se fosse assim, sempre estivemos em apostasia, desde Adão até hoje, porque sempre houveram erros.

      Apesar dos erros cometidos, o manto da verdade restaurada continua do mesmo modo, pois, errado é alguém pensar que não haveria erros.
      Sobre omitir a história, discordo, pois, a história que vc ler, se não me engano foi preservada pela própria igreja.

      Embora os homens errem, o Cabeça não erra, por isso Sua igreja segue o seu caminho de levar o evangelho da salvação para todos.

      • Amigo, releia o post e entenderá. Acho que nao está tao dificil assim!

        Quanto a luxúria… por mais que discutamos nao consigo encaixar a construçao de um shopping, entre as coisas necessárias as coisas espirituais, muito pelo contrário, acho que vai de encontro. Constroisse um shopping e pregasse guardar o dia do senhor. Constroisse um shopping e pregasse a palavra de sabedoria.

        Entao, ele nao abrirá aos domingos nem venderá bebida alcoolica? Sabemos que nao! Mais contraditório que isso, só a venda de café, numa cafeteria instalada embaixo do templo de Nova York.

      • Geninho, se não quer responder, por mim tudo bem.

        Complicado entender alguém relacionar investimentos financeiros com coisas espirituais, e é mais complicado sua pensamento, é como se todas as pessoas que trabalham e investem em shoppings estão envolvidos com luxurias, isso é no mínimo ridículo.
        Na verdade, não obrigamos as pessoas a terem os mesmos padrões que os nosso.

        Meu amigo, se eu não me engano, se abrir, é porque os lojistas assim desejam, e quem vende bebida não é o shopping mas o possível restaurante.

        Mas, continuo fazendo força pra ver se eu consigo entender sua colocação e não achar que está apenas usando de maneira desesperada qualquer coisa que posso soar como errado ou estranho. Continuo tentando…

      • Menos, não é mesmo, Pedro? “pois, a história que vc ler, se não me engano foi preservada pela própria igreja”. Todos sabemos que a igreja preservou parte da história; ocorre que preservar e divulgar não são sinônimos, por isso concordo com Geninho quando diz: “Senhor não se deleita na mentira, na omissão e na luxúria” e “mente, engana, deturpa e omite sua própria história’. Além do mais, grande parte da história só se tornou conhecida graças à internet e ao tradutor do google chrome, não graças à igreja.

    • Geninho sei que este comentario ja foi ha dois anos atras mas somente li esse artigo e o seu comentario agora, so gostaria de dar minha opniao sobre seu comentario em relacao ” A unica Igreja verdadeira” certamente o Senhor nao se referiu a Igreja de Jesus Cristo dos santos dos ultimos dias(Incorporada) e sim a um grupo de pessoas que se reuniram com proposito de seguir o Salvador, nos vemos esse padrao se repetir no Livro de Mormon varias vezes, quando um grupo de pessoas se arrependem e comecam a se reunir para adorar o Senhor eles se tornam a verdadeira Igreja(D&C10:67). Quanto ao fato de o Senhor nao encarar o pecado com o minimo grau de tolerancia, para mim significa o pecado em sua plenitude.Para os Nefitas e os Jareditas, o Senhor deixou bem claro que eles somente seriam destruidos depois de terem amadurecidos na iniquidade. O mesmo aviso foi deixado para os gentios que possuissem esta terra. O comentario do Marcelo da mais sentido a palavra tolerancia, o Senhor sendo eterno teria mais capacidade de entender nossas fraquezas no periodo pequeno que passamos pela mortalidade.

  3. Adorei o texto! Foi um dos mais divertidos que li aqui até hoje! Sério.

    No entanto, a declaração do item 8 me fez discordar um pouco, ela diz: “Alguns exemplos de erros óbvios, dos quais líderes vieram a se arrepender amargamente, incluem Poligamia…”

    Não creio que Poligamia seja um erro, creio eu que esta seja uma Doutrina Divina revogada por Deus por um tempo (como a lei de consagração). (Cometo aqui o clichê do item 2? Talvez…rsrsrs)

    O item 9 tem uma declaração um pouco prepotente na minha opinião, ele diz: “O problema da falta de crescimento, e da alta taxa de evasão, é tão grande que a Igreja recentemente abaixou as idades mínimas para missionários numa tentativa de aumentar o número de missionários, e/ou reduzir as taxas de evasão de ex-missionários.”
    A não ser que você tenha ouvido isso da boca do próprio Pte. Monson, creio eu que este motivo não é o principal (se é que deva ser chamado de motivo…)

    Quanto aos demais pontos dou minha destra em sinal de comum acordo. Belo texto.

    • Adriano, boa noite!

      Voce pode entao explicar porque no LM, no cabeçalho do Segundo capítulo de Jacó lemos:
      “…- Jacó condena a prática NAO AUTORIZADA do casamento plural -”

      (em letras maiúsculas está o adendo feito por Bruce McConkie em 1970 aproximadamente). Nao seria isso uma manobra para tornar lícito a prática desaprovada pelo Senhor tanto no LM qto na Bíblia? Pois sem o adendo a frase seria consonante com o que foi ensinado durante e após o ministério de Jesus Cristo?

      E na minha opiniao reforça o texto de nosso escritor do blog quando diz sobre a poligamia ser um “erro óbvio” que causou constrangimento e graves problemas com as leis e os governos da época, quando estudamos certas atitudes e comportamentos tomados durante o período.

      Este tema já tinha sido abordado por Jesus, Paulo e outros, e me parece nao ter ficado dúvidas quanto ao que queria o Senhor do formato e da constituiçao da família tal como a igreja adota hoje.

      Porém nos templos!!!

      • “Voce pode entao explicar porque no LM, no cabeçalho do Segundo capítulo de Jacó lemos:
        “…- Jacó condena a prática NAO AUTORIZADA do casamento plural -”?

        Sim, posso: A prática no LM não era permitida entre os nefitas, nem entre nós atualmente, mas foi uma LEI dada aos patriarcas antigos e RECEBIDA por Joseph no início da Restauração. Assim está escrito no próprio capítulo do cabeçalho citado por você:
        “Porque se eu quiser suscitar posteridade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso (a poligamia) a meu povo; em outras circunstâncias meu povo dará ouvidos a estas coisas.” Jacó 2:30

        LEI É LEI. DEUS DÁ A LEI. DEUS REVOGA A LEI QUANDO QUISER PARA ABENÇOAR OU AMALDIÇOAR O POVO.

        Abs! :)

      • Em tempo:

        Condene a POLIGAMIA e automaticamente estarão condenados Abraão, Isaque e Jacó, Davi, Salomão, apenas condenando Jacó, condene automaticamente as 12 tribos e doutrina da casa de Israel, acaba assim a doutrina Judia e até mesmo Cristo que é de linhagem direta de Davi, um polígamo.

      • Até quando vamos defender esse absurdo que é a poligamia?
        Será que não conseguimos entender que isso era um padrão cultural no Antigo Testamento. A Poligamia de Joseph foi um grande erro e repercute até hoje
        prejudicando a imagem da Igreja.

      • Amigo, não existem padrões culturais. Tudo é oriundo de algo dito por Deus ou pelo diabo em algum momento da história da Terra. Quer um exemplo? Por que você não nu por aí? Por vergonha? Por que ter vergonha de mostrar seu orgão sexual que é igual a de outros humanos? Deus vestiu os homens, vestir-se não é uma prática cultural.

      • Kadu, eu irei defender a prática da poligamia dada ou permitida pelo Senhor atéeeeeeeeeeeeeeeeee… espero eu, caso contrário é porque eu perdi a fé em Deus, Jesus Cristo etc. etc.

        Não, não tem como entender que era apenas um padrão cultural.

        Sobre ter sido um erro, como creio em Deus, Jesus Cristo, Bíblia e restauração, não tem como eu considerar um erro.

      • Justamente. Condenados todos.

        Não vamos esquecer aqui, também, que de acordo com o registro bíblico, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e companhia eram a favor de escravidão humana, genocídio, pilhagem, mutilação e estupro de inimigos.

        Que estes dignitários praticavam determinado ato culturalmente aceito no seu contexto histórico não é argumento para que nós hoje, no nosso contexto histórico e cultural, devamos aceitar tais atos como morais, éticos ou congeniais.

      • Bom, meu caro Adriano,

        Nao condenei a prática da polígamia, sei que foi consentida pelo Senhor em determinados momentos da história dos judeus (ponto). Porém gostaria que pudesse nos dizer/indicar na Bíblia onde essa “LEI”, como vc chama foi estipulada por Deus ou Jesus Cristo, para melhor calçar sua afirmaçao: “LEI É LEI. DEUS DÁ A LEI. DEUS REVOGA A LEI QUANDO QUISER, PARA ABENÇOAR OU AMALDIÇOAR O POVO.” Porque até agora em meus estudos nao consegui identificar onde o Senhor ESTIPULA a polígamia como lei, entre os judeus. O que na minha opiniao, dará sustentaçao a sua afirmacao.

        Obs: 1) Citei Jacó, porque o referido adendo foi colocado apenas na década de 70, sobre o “livro mais correto na face da terra” nesta matéria.

        2) Aliás, as evidencias até mesmo da existencia do livro, dos povos e da geografia ainda nao pode ser comprovada, simplesmente por nao haver similaridade com o passado historico-arqueológico e por a igreja – fora o Monte Cumorah – nao “reconhecer” e conhecer os lugares onde se desenvolveu toda a história. Outra curiosidade é que o único lugar reconhecido oficialmente (citado acima), pertence a igreja e a mesma nao permite que se estude a arqueologia do lugar. Porque será?

      • Sobre Obs. 1: Os cabeçalhos não são escritura.

        Sobre Obs. 2: Crer ou descrer no livro de Mórmon é questão de fé não ´somente de lógica e razão, Se assim fosse TODOS os Cristãos seriam Mórmons.

      • Geninho, sobre sua pergunta em relação a poligamia, onde foi dada a lei etc. na verdade, se estamos falando do “mormonismo”, creio ser desnecessária sua pergunta, pois, a obra SUD tem como base a própria revelação continua, ou seja, Deus revelou, revela e revelará. sendo assim, meio sem sentido.

        Sobre a arqueologia eu já comentei, e não vi contra-resposta, apenas retornando novamente os mesmos argumentos. Agora, sobre Cumorah, se eu não me engano, não sabemos onde se deu a última batalha, que eu saiba não é de posso da igreja porque nem sabemos onde fica.

      • Você se engana.

        Joseph Smith, Brigham Young, Orson Pratt et al. identificaram o Monte Cumorah, onde ocorreu a “grande última batalha Nefita”, como o mesmo monte onde Smith teria achado as Placas de Ouro.

        Autoridades Gerais posteriores, como James Talmage, B.H. Roberts, Anthony Ivins, Marion Romney, Joseph Fielding Smith, e Bruce McConkie também testificaram que o Monte Cumorah moderno seria o mesmo descrito no Livro de Mórmon, além de uma carta oficial da Primeira Presidência (Ezra Taft Benson, Gordon Hinckley, Thomas Monson) e de alguns manuais oficiais.

      • Geninho, creio que a melhor explicação para Jacó 2, foi feita pelo próprio Jacó no verso 30, fica claro que o Senhor condena a prática não permitida por Ele.
        Outra coisa, onde está na Bíblia Deus condenando a poligamia praticada por Abraão e Jacó? Só como exemplo.

        Não conheço escrituras no VT onde Jesus Cristo fala sobre a poligamia, poderia citar?

        Que a poligamia causou graves problemas com o governo, leis etc. isso é um fato, agora, que foi um erro, aí já é fora da teologia mormon.

        Paulo aborda a poligamia? Jesus? Onde?

      • “Outra coisa, onde está na Bíblia Deus condenando a poligamia praticada por Abraão e Jacó? Só como exemplo.” … amigo nao entendi! repare o que eu inicio falando em meu post: “Nao condenei a prática da polígamia, sei que foi consentida pelo Senhor em determinados momentos da história dos judeus (ponto).”

        “Não conheço escrituras no VT onde Jesus Cristo fala sobre a poligamia, poderia citar? “… foi exatamente este o questionamento que fiz ao nosso amigo Adriano qdo disse: “Porém gostaria que pudesse nos dizer/indicar na Bíblia onde essa “LEI”, como vc chama foi ESTIPULADA por Deus ou Jesus Cristo, para melhor calçar sua afirmaçao”… Porque eu nao conheço, se existe, e disse isso no contexto da afirmaçao do Adriano, qdo o mesmo disse que “LEI É LEI, DEUS DÁ A LEI. DEUS REVOGA A LEI…”

        “Paulo aborda a poligamia? Jesus? Onde?”… Nao, pelo contrário, desde o início do VT e no NT somos convidados a nos unir a UMA mulher e nos tornarmos UMA só carne. Nao sei se voce entendeu meu questionamento, se o Pai Celeste instituiu a prática da poligamia como LEI entre os SUD’s, pedi ao Adriano uma escritura (na Bíblia) onde o Senhor (Deus/J Cristo) tivesse agido da mesma forma antes, como eu disse para “melhor calçar a afirmaçao” de nosso irmao Adriano, mostrando que em outros tempos o Senhor tinha INSTITUIDO A POLIGAMIA COMO LEI. O que eu acho, é que o Senhor em momento algum INSTITUIU a poligamia como LEI, e essa é mais uma revelaçao questionável em sua fonte, ou seja, nao veio do céus!!!. É isso!

      • E na parábola das dez virgens? Independente do significado da parábola, existiam 10 mulheres para um único homem, todas as parábolas que Jesus fazia eram baseadas em coisas do conhecimento do povo daquela época, portanto…

      • Marcos e Adriano essa escritura “E sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos do que é nosso; tão-somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio. Isaías 4:1 Tem a ver com poligamia ? Grato

      • Creio eu que fala de casamento mesmo, pois as condições e costumes da época, eram bem desfavoráveis às mulheres solteiras. Primeiro porque existiam poucos homens, já que muitos deles haviam morrido em campos de batalha, e segundo, porque ser solteira era um opróbrio (vergonha) aos olhos do povo e contrário à ordem matrimonial do Senhor.
        Então, era melhor se casar, e, obedecer a um mandamento do Senhor – que neste caso especifico era a poligamia (poliginia) -, do que ser uma vergonha e passar por várias dificuldades solteira.

      • “pedi ao Adriano uma escritura…”

        “Um sinal, um sinal… mas nenhum outro sinal lhes será dado a não ser o sinal do Profeta Jonas…” me recordei desta escritura…

        A frase: “LEI É LEI. DEUS DÁ A LEI. DEUS REVOGA A LEI QUANDO QUISER PARA ABENÇOAR OU AMALDIÇOAR O POVO.” É da minha autoria especialmente para este tópico. Gostaria que apenas acompanhassem meu raciocínio:
        1. NÃO HÁ MENÇÃO NO VT QUE A POLIGAMIA TENHA SIDO DADA COMO LEI DIVINA.
        2. MAS HÁ MENÇÃO QUE O ATO DE SE MULTIPLICAR E ENCHER A TERRA FOI DADO COMO MANDAMENTO.
        3. QUAL SERIA A POSIÇÃO DO SENHOR EM RELAÇÃO AOS PROFETAS QUE TIVESSEM VÁRIAS ESPOSAS? SE ELE NÃO OS CONDENOU NO PASSADO, PORQUE OS CONDENARIA DEPOIS?
        4. TRAZER FILHOS DE DEUS Á TERRA E CASAR-SE NÃO SÃO PARTICULARIDADES DE COSTUMES CULTURAIS ÉTNICOS ANCESTRAIS E ATUAIS, SÃO LEIS DIVINAS.
        5. O SENHOR TEM PODER PARA DAR E RETIRAR A LEI QUANDO LHE APROUVER PELOS MOTIVOS QUE ELE QUISER.

      • Geninho, desculpe, é porque no seu comentário vc usou o termo “desaprovado”. Agora, meu comentário foi da sua postasgem 13/11/2012 às 6:25 pm, e eu não vi nada sobre vc dizer:
        “Nao condenei a prática da polígamia, sei que foi consentida pelo Senhor em determinados momentos da história dos judeus (ponto).”

        Mas tudo bem.

        Claro que nos unirmos a uma mulher quando nos casamos, isso é óbvio, mas, não tem relação necessária com a monogamia ou poligamia, além do que, todos os casamentos são apenas entre um homem e uma mulher, mesmo que esse homem já tenha se casado outras vezes, ele não se casa com todas as mulheres ao mesmo tempo, as mulheres não são unidas em casamento, mas, cada casamento é separado e individual.

        Entendi seu questionamento, mas, como eu disse em outra postagem, é meio desnecessário, pois, somos SUDs, ou seja, cremos na revelação continua, Deus revelou, revela e revelará.

        Agora, que não veio dos céus, é apenas sua opinião.

      • Eu diria constataçao… Perfeita e perfeiçao, Verdade e verdadeira.. sao algumas palavras que digamos esvaziam algumas respostas dadas por aqui!!! Mas como eu já disse respeito e até entendo as respostas…

      • Eu sou mulher e isso de poligamia me dá nojo.Entendo completamente a Emma.Mas a poligamia não é condenada na Bíblia o melhor exemplo é a parabóla das dez virgens em que o próprio Jesus,fala de um esposo e dez noivas.

      • Meus queridos irmãos, seja a poligamia ilegal e imoral nos dias de hoje, ela será abolida como prática ilegal, isto mesmo: Será permitida por lei! Dentro de 30/40 anos, como o casamento homossexual é hoje,e será novamente incorporada a doutrina de convênios permitidos dentro da IJCSUD. O Marcello Jun comentou na ultima conferencia de que talvez em 30 anos a Igreja aceite o casamento homossexual, não sei, mas com a poligamia tenho certeza.

  4. Sobre o item 2 “Está no manual?…” Acho que na maioria das estacas o manual geral de instrução da igreja está virando uma espécie de escritura, o problema é tão sério que já não é possível conversar nos corredores das capelas sem que alguém diga: “de acordo com o manual ” mas raras vezes você houve alguém numa conversa informal citar uma escritura de cor, seja do velho do novo testamento ou mesmo o livro de mórmon. A conclusão que eu chego é que: o “MANUAL” é a mais nova escritura sagrada e santa, mais importante que todas as outras, mais importante que qualquer autoridade geral, e até mesmo que Jesus Cristo !…ops… então não é escritura não..,ops..neste caso o manual é Deus…uuu !!!

    • Richard,

      eu de fato tenho escutado há alguns anos a afirmação de que “os manuais são escritura”, literalmente. Não é só uma afirmação absurda em si, como chama a atenção pelo fato de ser tão ampla que sequer se sabe sobre quais manuais se está falando.

  5. Um clichê missionário que ouvi vez após vez em Manaus, mas também ouvi dos missionários quando estive em Salvador, é a idéia de que “Só podemos fazer a nossa parte,” usado como desculpa quando os novos conversos se afastam. Isto é, os missionários dizem a si mesmos que não importa se uma pessoa realmente está preparada para viver a vida SUD–se recebem as palestras, se comprometem ao batismo e dizem que têm vontade, basta isso, e o resto é o trabalho do bispo e da ala. Nós, missionários, “só podemos fazer nossa parte”–então, se um novo converso se afasta, é triste, mas não temos culpa nenhuma. Entendo porque este sentimento foi espalhado–a dissonância cognitiva que surge quando você empurra uma pessoa na fonte seguindo as instruções de seus líderes, mas você vè que a pessoa não está preparada e depois ela se afasta, a vontade de ter ma explicação para tal é bastante forte. E na verdade há uma porção de verdade neste clichê–todos temos nosso livre-arbítrio, e mesmo que uma pessoa seja completamente preparada (no sentido missionário, de ter um testemunho e a disposição de guardar os mandamentos), ela pode se afastar com tempo. Mas pelo menos na minha experiência, este clichê era usado bastante como desculpa para não realmente fazer um bom trabalho como missionário e se concentrar nos batismos sem realmente encarar as pessoas que ensinamos como gente mesmo.

    • Dos clichês missionários, acredito que um dos mais falsos é aquele sobre não “desperdiçar o tempo do Senhor”. Ele é usado como justificativa quando os missionários desistem de ensinar pessoas que não estão aparentemente dispostas ao batismo (pelo menos no ritmo esperado pelos missionários).

      • O foco agora é “Crescimento Real”
        Aqui na minha estaca não está sendo cobrado dos missionários o número de batismos e sim aumento da frequência da reunião sacramental.

      • É verdade, Bill.

        O foco do ano de 2012 tem sido o do “crescimento real”. Tanto que tenho visto os missionários trabalharem bastante com os membros inativos.

        Porém, ano passado a coisa “ficou feia” aqui em minha estaca. Muitos bispos estavam de “cabelo arrepiado” com os “batismos relâmpagos” que estavam acontecendo e que estavam resultando em nenhum “crescimento real”.

      • Concordo contigo, Antônio.

        Ouvi várias vezes esta frase na missão. Hoje então, tenho ouvido muito mais. A pressão por batismos, pelo menos por aqui, ocasionou a utilização desta frase em um nível nunca antes atingido na história da Igreja. rsrsrs!

        Particularmente, acredito que se perdem pelo caminho muitos conversos em potencial.

    • Muito bem colocado, Rolf.

      Pessoalmente, eu acredito que toda a Igreja — e os membros — se beneficiariam de algumas reflexões auto-críticas. Quando a “apostasia” de recém-conversos ou membros antigos é imputado a falhas de caráter ou falta de fé, isenta-se o coletivo de qualquer culpabilidade. Perde-se, assim, excelentes oportunidades para avaliar o que se pode fazer, coletivamente, para acolher melhor esses “apóstatas”.

      Afinal, não era a missão largar 99 ovelhas para buscar uma perdida? Ou seria largar 99 para proteger a dissonância cognitiva da ovelha que ficou?

  6. Verdade, rsrsr, existem clichês que são terríveis…

    Concordo com o número 1), esse é um dos mais que incomodam… Concordo com o 2) também.
    O 3) é um pouco complicado, que tipo de erro se refere? Não vi em seu comentário uma defesa embasada na teologia mormon. Hebreus.13:17:

    “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

    Sobre o 4), na verdade, não considero como vc, creio ser uma verdade, o problema é como as pessoas recebem tal declaração e com que intenção ela foi dita, pois, com certeza, se guardarmos os mandamentos o Senhor proverá, agora, isso não nos coloca de fora da providência divina.
    Sobre o 5), também creio no poder da oração, agora, eu não tenho condição é de julgar o motivo que levaram pessoas sinceras a não terem recebido o mesmo testemunho que eu, mas, creio na declaração, pois, as escrituras estão repletas de mensagens nesse sentido, o próprio livro de Mórmon indica esse caminho.

    O 6), concordo que Não existe Igreja Mórmon, e é bom ensinar o nome da Igreja ao invés desse apelido, inclusive foi sugerido na conferência geral desse ano(se não me engano, se for preciso posso buscar qual discurso foi). Sinceramente, creio ser picuinha alguém achar ruim tal esclarecimento para as pessoas. Sobre a igreja Católica, não concordo porque o termo faz parte do nome da igreja, seria o mesmo de dizer Igreja de Jesus Cristo para nós. não me incomoda quando alguém diz igreja mormon, mas, é sempre bom deixar claro o nome da Igreja, pois, muitos até desconhecem que se trata da mesma igreja.
    Agora, creio ser diferente ser chamado de mormon, aí sim, normal e natural.
    No 7), concordo que dizer que As Escrituras são claras é triste, mas, claro que existem escrituras claras, nesse ponto em que nenhuma é clara, aí eu discordo.
    A 8) é lamentável mesmo, e eu escuto tanto……………………. Agora, onde existem arrependimento na prática da poligamia? Contra os gays? Onde? Batismos de adolecentes via baseball?
    O 9), não precisa nem de comentário.

    Agora, discordo completamente da 10), pois, na verdade a fresa é correta, devemos odiar o pecado sempre, mas, sempre amar as pessoas, e na verdade, todos estão incusos nisso, quem diz e quem escuta. Pura verdade. Pois, essa fresa na maioria das vezes tem “Deus” no início.
    Menosprezar as pessoas, por que?
    Fingindo pretensão de pretexto moralista?
    Não entendi seu exemplo, pois, ser negro não é pecado, ser mulher não é pecado, ser pobre não é pecado, ser imigrante não é pecado, chegar atrasado não é pecado, falar alto não é pecado.

    Acho que vc misturou as coisas.
    Também não creio que a pessoa que diz a frase seja idônea, pois, todos somos pecadores, segundo as escrituras.

    Opa, sobre julgar pessoas, sua frase é totalmente contraditória, pois, o que vc está fazendo é justamente julgando pessoas, o problema não é julgar, mas, julgar corretamente. Na verdade a gente julga o tempo todo.

    “Ora, estas são as palavras que Jesus ensinou a seus discípulos para que dissessem ao povo. Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados; mas julgai com um julgamento justo.” (TJS—Mt. 7:1–2)

    • 3) Você não viu “uma defesa embasada em teologia mórmon”? WTF??? Por que eu defenderia uma posição tão imbecil como essa?

      A verdade é que há membros da Igreja, e muitos líderes, que acreditam nessa besteira indefensável. Infelizmente.

      10) Você óbviamente não entendeu o texto, e para tanto, pediria que o lesse novamente com um pouco mais de cuidado.

      Dentro do contexto Mórmon, essa frase é comum se proferir quando se vai falar mal de Gays ou de outras religiões. Às vezes, para se falar mal de costumes culturais diferentes do padrão Mórmon anglo-americano de classe média. Todos tem direitos às suas opiniões, e as pessoas podem falar mal de quem quiserem, mas eu acho ridículo encobertar essas opiniões com falso moralismo (i.e., eu não julgo, eu apenas odeio o pecado) e hipocrisia (i.e., não, eu realmente não amo essas pessoas).

      Eu concordo que ser gay não é pecado, ser mulher não é pecado, ser pobre não é pecado, ser imigrante não é pecado, chegar atrasado não é pecado, falar alto não é pecado. Infelizmente, esses são alguns dos preconceitos que eu vejo Mórmons usando para menosprezar outras pessoas com o “amo as pessoas, odeio os pecados”. Eles não são “meus exemplos”, mas sim exemplos de situações que eu já presenciei, e volta-e-meia ainda presencio!

      E, finalmente, eu não acho errado julgar pessoas. Eu acho errado pré-julgar pessoas ou julga-las baseado em um critério apenas, especialmente se esse critério é arbitrário e estúpido. Se você julga alguém por ser Gay, ou por ser mulher, ou por ser Negro, ou por ser pobre, ou por ser imigrante, então esta pré-julgando e esta sendo injusto, preconceituoso, e ignorante! Se você julga alguém por um erro cometido (e.g., cometeu adultério, ou roubou dinheiro do dízimo), você esta faltando em caridade e sendo incompreensível (de que há momentos de fraqueza). Agora, se você julga alguém por proferir e defender insultos ou ideias preconceituosos, racistas, homofóbicos, misoginistas, ou classista, então esta julgando baseado numa prática determinada, deliberada, e constante. Esse tipo de julgamento é perfeitamente válido!

  7. E este: “Quando o profeta fala acaba o debate”… esse me causa arrepios!!! e corrobora um pouco com o item 3) deste artigo.
    abç…

    Ah! e só para nao perder a oportunidade, quando o profeta fala acaba o debate??? A história mórmon indica que era exatamente (em algumas oportunidades) qdo o profeta falava, que se iniciava o debate, afinal, quantas bravatas foram ditas “protegidas” por essa máxima?

  8. Parabéns!! Adorei o artigo !! Adoro a sinceridade e inteligencia !! Geninho sempre comenta, todos os artigos e me parece muito inteligente também,vc tem um sentimento meio revoltado e desiludido…estou certo? Eu também não sou muito adepto de clichês, contudo não sei se devo ter falado algum por esses dias…Gosto deste blog porque vejo comentários bem inteligentes e lógicos.Gostaria de falar ao Geninho
    que a igreja vai ser sempre o meio para conseguir a exaltação no reino celestial seja pelas ordenanças e também pela fé Gostaria de dizer irmão Geninho que a igreja pode se tornar a “PROVA DE NOSSA FÉ”e infelizmente o Senhor vai sempre permitir que tropeçemos e nossos erros, ignorancia e imprudencias, para que aprendamos a ter um relacionamento com Jesus Cristo e busquemos nele a força de nossa fé.Um experimento empírico pode ser feito para ver se a igreja é verdadeira e aceita por Cristo.Ao se opor a ela , podemos sentir o Espírito Santo? Receber revelação ? Por mais doente que esteja a organização …Qual marido que ama a esposa a deixaria morrer enferma ou o filhos morrerem doentes ? Assim é a igreja para Cristo, ele sabe que deve deixar os líderes as vezes se tornarem a prova de fé de alguns…
    O Propósito do plano de Salvação não é exaltar um organização e sim as almas dos homens, lembremos da escritura…Minha obra e minha glória , levar vida eterna ao homem … Então é obvio que qualquer coisa coisa que aconteça de errado na igreja ou certo é para levarem o homens a Cristo, seja pela prova da fé ou pelas santas ordenanças e ensinamentos.Eu presto meu testemunho que esta organização cheia de cliches de homens “enfermos” e “admiráveis” foi o meio designado pelo Pai Celestial para ajudar a humanidade a amá-lo e receber seu poder e bençãos.Sei que existem organizações e outras religiões que auxiliam na obra, contudo,sabemos que o Senhor não deixou as chaves e autoridade com outras religiões.E por mais que fiquemos insatisfeitos com a história ou fatos presentes desta organização, ela continua sendo aceita por Deus e cotinua sendo um canal de seu poder.Eu desafio qualquer um neste mundo a apresentar uma instituição, grupo de homens,religião , clube, seja o que for que afirmem que recebam direcionamentos divinos e visitas de seres celestiais e convidem a conhecer a vontade de Deus sobre sua doutrina e ensinamentos.O que acho maravilhoso nessa igreja é alegria de pensar e refletir, de ter a mente aberta e sentir a alegria do Espirito Santo.È saber que tenho uma esfera de ação com a medida de minha criação onde posso agir e usar meu livre arbítrio.Creio que o maior exemplo de invasão de esfera foi de Oliver Cowdery que queria fazer tudo o que Joseph Smith fazia e acabou perdendo o espírito por isso, trazendo sofrimento para sua alma.Adoro aprender com os erros e tropeços da liderança, contudo sei que se eu ficar insistindo em invadir suas esferas de ação,acabarei esquecendo da minha própria e perderei a benção e o aperfeiçoamento que o Senhor tem individualmente para mim.Tenho que saber até onde o espírito pode se ofender e se continuar insistindo, posso ser enganado pelo inimigo e acabar sendo guiado por ele.Por mais inteligente que sejamos neste blog, usemos argumentos com muitas fontes de conhecimento verdadeiro, lógico e sensato.Não podemos somente confiar em nossa limitada percepção, devemos lembrar de que forças invísiveis travam um luta de influencia sobre nós, que poderes sobrenaturais tem impacto sobre nossos pensamentos e atos.Por mais persuasivos que sejam os comentários,essas forças estarão muito perto de nós trabalhando em nosso coração.

    • Otávio, obrigado pelo seu comentário. Aplaudo a atitude de manter a mente aberta, e principalmente, por aceitar que líderes espirituais erram — e que podemos aprender com seus erros.

  9. Ótimo artigo! é bem assim mesmo, há vários sud viciados nesses tipos de clichês, e o que mais me assusta é o terceiro: “Devemos seguir os líderes mesmo que estejam errados.”

    E até sei quem proliferou essa idéia:
    “Meu filho, você deve sempre manter seus olhos no Presidente da Igreja, e se ele lhe disser para fazer algo de errado, e você assim o fizer, o Senhor te abençoará por isso.”
    Heber J. Grant, citado por Marion G. Romney em The Covenant of the Priesthood, Ensign, July 1972, p. 98

  10. Um dos clichês que já ouvi algumas vezes e principalmente enquanto eu estava cursando minha graduação em História, é que devemos “tomar cuidado” ao cursar humanidades. Segundo tal clichê estudar História, Ciências Sociais, Filosofia ou Letras poderia ser perigoso por “abrir demais nossa mente”. Ou seja, em outras palavras, o que se aventurasse num curso de humanas, poderia abandonar a Igreja ou mesmo perder a sua fé.

    Na época em que ouvi pela primeira vez este clichê, eu cursava o primeiro ano de minha graduação em História e me encontrava inativo na Igreja. Porém, minha inatividade na Igreja não tinha relação alguma com minha vida acadêmica. Os motivos para minha inatividade naquele momento eram outros. Na verdade, foi na universidade que fui me dar conta da diversidade de opiniões, visões de mundo e de estilos de vida, coisa muito diferente e incomum para um jovem que acabara de retornar do campo missionário e que estava acostumado a conviver com pessoas com visões de mundo muito semelhantes.

    Outro clichê muito comum é o que “toda moça sud tem que se casar com um ex-missionário (ou missionário retornado, como se diz ser a forma correta, rsrsrs.) digno”. Conheci um irmão excelente que dizia que sofria preconceito por não ser um “missionário retornado”. Era um irmão “digno” que havia sido batizado após os 26 anos de idade. Ele me disse certa vez que não concordar com este clichê, e é lógico que não concordaria, pois ele sofria na pele com aquilo. Ainda vemos líderes e membros ensinar e propagar como doutrina tal clichê. Ser um ex-missionário (ou missionário retornado, como queiram) é excelente, mas não é tudo. E só como lembrete, existem e existiram autoridades gerais da Igreja, incluindo o presidente Thomas S. Monson, que pelos mais variados motivos, não serviram uma missão de tempo integral quando eram jovens adultos.

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