Livros da Conferência Geral

Como na primavera, tenho compilado uma lista dos livros e outros fontes citados nos discursos da conferência geral. Ao examinar essa lista, devemos notar que os oradores mais acadêmicos citam mais fontes em seus discursos. E quando esses oradores discutem um assunto que requer uma grande quantidade de fontes externas, a lista relatada aqui fica muito comprida. Durante esta conferência geral, três discursantes – o Élder Oaks, o Élder Christofferson e o Élder Cook – citaram muitas fontes externas, a uma taxa que supera qualquer taxa que eu tenha visto nos 5 anos em que compilo estas listas. Em geral, o número de obras citadas aumentou de 51 no ano passado e 62 na Primavera passada para 93 agora.

O sermão de Élder Oaks sobre a proteção de crianças foi notável pelo número de obras citadas (como muitos de seus discursos). Mas porque ele falou sobre um assunto que não se encontra nas escrituras e nos periódicos da Igreja, e porque ele precisava indicar a extensão do problema no mundo, ele citou em total 25 diferentes fontes. E eu não inclui apenas quatro dessas citações — as de artigos de revistas da Igreja. Os outros são principalmente uma ampla lista de artigos de jornais e de fontes acadêmicas detalhando os problemas que as crianças enfrentam na sociedade de hoje.

O discurso do Élder Christofferson não foi tão detalhado (ele citou apenas 10 fontes que não se encontram nas escrituras nem nas revistas da igreja), mas também citou um monte de fontes externas, principalmente obras de não-ficção popular sobre o estado dos homens na sociedade de hoje. O discurso do Élder Cook seguiu muito mais as linhas que já vimos em discursos nas conferências anteriores, mas ainda assim citou nove itens, incluindo dois artigos de jornal escritos por comentaristas populares conservadores.

Também notável nesta conferência é o aumento no uso de notas de rodapé, não só para fornecer citações, mas também para oferecer informação explicativo adicional. Em particular, o discurso do Élder Robert C. Gray tem informação adicional extensiva em notas de rodapé, incluindo, infelizmente, a história incorreta sobre Thomas B. Marsh e o leite. Élder Neil L. Andersen, Élder Christofferson e Élder Russell T. Osguthorpe também incluíram citações complexas em suas notas de rodapé.

Abaixo inclui minha lista dos livros e fontes externas mencionados ou citados na mais recente Conferência Geral. Espero que gostem de ler a lista, tanto quanto eu gostei de compilá-la:

Livros disponíveis em português

Livros em inglês

Artigos de jornais

Manuais da Igreja

Outros

Podem ver a compilação anterior de livros e fontes citados na conferência geral aqui: Primavera de 2012

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18 respostas para Livros da Conferência Geral

  1. Muito boa a lista! Deve ter dado muito trabalho compilá-la, mas um trabalho prazeroso com certeza.
    Eu gosto mais dos livros que dizem respeito à doutrina e teologia da igreja.
    Irmão Kent, você sabe quantos livros a igreja já publicou nesta categoria: Doutrina e Teologia? Tem como fazer uma lista deles e se possível quais estão em português e inglês? Quais estão disponíveis para compra? É que eu queria saber mais sobre eles e estudá-los. Abraços!

  2. Kent Larsen disse:

    “quantos livros a igreja já publicou nesta categoria: Doutrina e Teologia?”

    Hoje em dia a Igreja mesma publica relativamente pouca. Dizer quais livros foram aprovadas pela igreja é algo meio complicado, para dizer a verdade. Livros editados pela Deseret Book NÃO são publicados pela igreja! Hoje em dia, pelo menos, só os livros disponíveis no centro de distribuição tem a “imprimatura” (i.e., aprovação) da Igreja.

    Incluindo todos os livros de doutrina e teologia publicados por líders da Igreja (com e sem aprovação da Igreja) Deve existir mais de cem livros, talvez duzentos ou mais. Destes eu conheço 7 que existem em português: As regras de fé (Talmage), Jesus o Cristo (Talmage), A doutrina do evangelho (Joseph F. Smith), Ensinamentos do profeta Joseph Smith, Uma obra maravilhosa e um assombro (Richards), Doutrinas de Salvação – 3 volumes (Joseph Fielding Smith), e O milagre do perdão (Kimball).

    Pode ver uma lista de 21 dos mais importantes publicados antes de 1980 aqui:
    http://vozesmormons.com.br/2012/03/05/os-50-mais-importantes-livros-sobre-mormonismo-ate-1980/

    Estou ajuntando uma lista completa dos livros mórmons que existem em português. Pelo que conheço, não existe nenhuma lista completa dos livros de doutrina e teologia mórmon.

    Ora, como pretendo editar mais livros mórmons em português, estou disposto a facilitar a tradução de livros mórmons para o português. Já temos um grupo a traduzir os Discursos sobre a Fé — que fazia parte do livro dos Doutrina e Convênios até 1920. Eu acho os livros mais faceis de traduzir e publicar seriam livros publicados antes de 1923 (e em alguns casos até 1963), pois assim não tem problema com os direitos autorais nos EUA. Livros já publicados em português e agora indisponíveis seriam possíveis, mas seria necessário pagar os direitos autorais para o autor original E também para o tradutor!

    • Pode haver centenas de livros na categoria doutrina e teologia, e em português só temos sete? Que escassez!
      Olha que entrei no site oficial da igreja e por lá só estão disponíveis dois: Jesus o Cristo e o Milagre do Perdão.

      Ah, gostei do tópico indicado a cima – Os 50 livros mais importantes sobre mormonismo até 1980 -, quem sabe num futuro próximo não teremos disponíveis em português todos os 21 livros que estão listados na categoria doutrina e teologia. Obrigado!

  3. Oi, Kent,

    quanto aos jornais e revistas referenciados nos últimos anos, há algum que seja mais frequente? Há periódicos de fora dos EUA sendo citados?

    Você afirmou “Em particular, o discurso do Élder Robert C. Gray tem informação adicional extensiva em notas de rodapé, incluindo, infelizmente, a história incorreta sobre Thomas B. Marsh e o leite. ”

    Você poderia nos dizer mais sobre os relatos existentes sobre Thomas B. Marsh e a incorreção histórica daquele utilizado?

    Obrigado.

  4. marcos disse:

    Em vista do meu desconhecimento sou obrigado a perguntar:
    Qual incorreção histórica existe no relato utilizado? E porque a Igreja utilizaria algo incorreto? Existem outros relatos? Se sim, como saber qual seria o verdadeiro?

    • Kent Larsen disse:

      Marcos, Thomas B. Marsh era um dos primeiros apóstolos chamados por Joseph Smith e era presidente do quorum. Ele afastou-se da Igreja em 1838 junto com Orson Hyde durante a guerra em Missouri, porque ficou desanimado com os líders da Igreja lá que queriam lutar e que participavam na organização do grupo de “Danites” formados por Sampson Avard. Hyde logo uniu-se denovo com a Igreja, mas Marsh ficou afastado durante quase 20 anos.

      O problema vem de uma história contada por líders da Igreja em Utah. Segundo essa história a esposa de Marsh ficou chateado com uma vizinha sobre como dividir a leite de uma vaca que criavam juntos. Ambas as mulheres ficavam bravas, e daí, segundo a história, Marsh saiu da Igreja. Essa história é contada muitas vezes para mostrar como pequenas coisas sem importância possam desviar-nos da igreja e da verdade. O problema é que, enquanto Marsh estava, sim, errada em sair da igreja, não foi por causa de algo sem importância.

      Eu acho que os líderes da Igreja continuam a contar essa história porque é útil, e porque não sabem a história verdadeira! Já foi contada tantas vezes que chegou a um nível mítico. Mas é um mito sem fundamento na verdade, embora o princípio que a história ensina é verdadeira.

      • marcos disse:

        No livro HIstória da Igreja na Plenitude dos Tempos, Capítulo 16 – AS Perseguições e a Expulsão do Missouri, item – O C R E S C E N T E C O N F L I T O N O S C O N D A D O S D E C A L D W E L L E D AV I E S S, página 197, temos entre outra coisas, os seguintes trechos:

        “Em Far West, os santos foram avisados de que dois conhecidos antimórmons,
        Cornelius Gilliam e Samuel Bogart, oficiais da milícia, ,estavam
        planejando assaltar as comunidades do condado de Caldwell. Foram
        realizadas reuniões nas quais os santos fizeram convênio de defenderemse
        uns aos outros e não desertarem à causa. Os moradores das comunidades
        isoladas foram instruídos a reunirem-se em Far West, e a cidade
        apressou-se nos preparativos de defesa.
        Tragicamente, dois membros do Quórum dos Doze Apóstolos,
        Thomas B. Marsh e Orson Hyde, desertaram à causa da Igreja em 18 de
        outubro e uniram-se ao inimigo em Richmond. Marsh prestou juramento
        documentado, que foi endossado em sua maior parte por Hyde, declarando
        que “o Profeta transmite a idéia, a qual é acreditada por todo
        verdadeiro mórmon, de que as profecias de Smith são superiores às leis do
        país. Ouvi o Profeta dizer que ele ainda iria pisar seus inimigos e caminhar
        sobre seus cadáveres; e se não lhe deixassem em paz, ele seria um segundo
        Maomé para esta geração”.24 Essa declaração justificou ainda mais as ações
        dos anti-mórmons em suas próprias opiniões.
        A respeito dessa traição, Joseph Smith comentou que Thomas B. Marsh
        “havia-se erguido no seu orgulho por sua exaltação ao ofício e as
        revelações dos céus a seu respeito, até que estivesse pronto para ser
        derrubado pelo primeiro vento de adversidade que cruzasse seu caminho.
        E agora ele caiu, mentiu e jurou falsamente, e está disposto a tirar a vida de
        seus melhores amigos. Que todos os homens sejam avisados por seu
        exemplo, e aprendam que aquele que se exalta a si mesmo, Deus irá
        abater”.25 Thomas Marsh foi excomungado em 17 de março de 1839, e
        Orson Hyde foi destituído de seu chamado no Conselho dos Doze. Em 4
        de maio de 1839, Orson Hyde foi oficialmente suspenso do exercício de
        suas funções em seu chamado, até que se encontrasse com uma
        conferência geral da Igreja e explicasse suas ações.26 Em 27 de junho,
        depois de arrepender-se e confessar seu erro, ele voltou a integrar o
        Quórum dos Doze Apóstolos. Após anos de sofrimento, o irmão Marsh
        voltou à Igreja, em 1857.”

        Esses trechos tem alguma relação com o que você me falou?

      • Kent Larsen disse:

        Está ligado, sim.

        Agora compara a história que você citou com a história contada nesse discurso da conferência geral de 2009:

        https://www.lds.org/general-conference/2009/10/school-thy-feelings-o-my-brother?lang=eng&clang=por

        Não digo que uma é verdadeira e o outro é errado. Digo que a história de leite não é a razão porque Marsh saiu da Igreja. A história sobre a leite aconteceu, sim. Mas ele não saiu da Igreja por isso. Saiu por que discordou com as autoridades da Igreja sobre como proceder contra a multidão em Missouri.

      • marcos disse:

        Agora entendi. Muito Obrigado pelos esclarecimentos.

      • marcos disse:

        A história do leite não foi a razão, mas não teria sido a gota d´água que faltava?
        É que eu ainda não entendi a ordem cronológica de cada fato.

      • Kent Larsen disse:

        É possível. De verdade, não sei — eu teria que perguntar mais de alguém que tenha mais conhecimento de Marsh e da história da Igreja em Missouri naquela altura.

        Mas, eu acho que a história sobre a leite já tornou-se em mito.

        Mas deixe-me esclarecer algo: Dizer que algo é mito não quer dizer que ele é falso. Um mito é uma história contada sempre para explicar conceitos importantes e, em geral, verdadeiros. A veracidade da história toma um lugar secundário num mito.

        Este fato dá-nos problemas hoje, pois muita gente pensa que todo mito é literalmente a verdade – aconteceu exatamente assim e pelas razões dadas no mito.

        Nesse caso não digo que a história não aconteceu, mas duvido que seja a razão de Marsh sair da Igreja. Duvido que a razão dada no mito seja verídica, e por que muita gente aceita o mito como verdade absoluta, acho melhor não contá-lo.

        Mas também duvido que o Presidente Monson tem muito conhecimento desses detalhes da história.

  5. marcos disse:

    Qual a diferença entre o site Deseretnews.com e o Deseretnews.org? Algum pertence à Igreja?

  6. Kent Larsen disse:

    Nossa, Marcos, pelo menos dá uma visita detalhada no site antes de fazer a pergunta!!

    Deseretnews.org está para vender. O conteúdo que lá aparece está lá para ganhar um dinheiro antes da venda. O site na verdade tem pouco conteúdo.

  7. marcos disse:

    As perguntas a seguir eu havia feito no artigo “Os 50 livros mais…” mas devem ter passado despercebidas, por isso vou repeti-las: Os Livros Antimormons são importantes em que sentido? Há algo de confiável neles? É possível examinar e tirar algo de bom?

    • Kent Larsen disse:

      Despercebidas, não. Eu não tive tempo de responder ainda.

      Meu novo artigo hoje, “A Nova História Mórmon” explica em parte.

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