Mais dois distritos desativados no Brasil

Há poucas semanas a Igreja desativou dois distritos no Brasil. O Distrito Vilhena Brasil, criado em 1997, tinha apenas dois ramos, os quais foram transferidos para a Missão Brasil Cuiabá. E o Distrito Ponte Nova Brasil, criado em 2006, tinha apenas três ramos, um dos quais agora é uma ala na nova Estaca Brasil Lafaiete. Os outros dois ramos do antigo Distrito Ponte Nova Brasil foram transferidos para a Missão Brasil Belo Horizonte.

Com essas mudanças, os ramos ainda existem, mas não é mais necessário ter chamados no nível do distrito. Assim os membros possam concentrar em fortalecer os seus ramos.

Agora o Brasil tem 246 estacas e 42 distritos.

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5 comentários sobre “Mais dois distritos desativados no Brasil

  1. Que curioso. Distritos com pouquíssimas unidades, não?

    Dois artigos antigos sobre o crescimento da Igreja no Brasil aqui e aqui levantaram dados que sugerem que há menos motivos para otimismo e mais motivos para cautela sobre projeções e projetos para o crescimento da Igreja no futuro imediato. É possível que tais reduções reflitam essa maior cautela…

    Além disso, novas atitudes recentes para conter perdas de membros sugerem que há preocupações na liderança com as fracas taxas de crescimento.

    • Não vejo nada assim neste fato.

      No caso de Ponte Nova, foi tirado um ramo do distrito, e depois disso o distrito ficou pequeno demais. Por isso, podemos até dizer que desativou esse distrito por causa do crescimento.

      No outro caso, o de Vilhena, parece que sim, houve pouco crescimento.

      Acho sua interpretação dos motivos pela mudança na idade de serviço missionário uma suposição injustificada, pois as taxas de crescimento já haviam voltado a melhorar nos últimos anos. Na verdade, muita parte da redução na taxa de crescimento é devido à redução na taxa de nascimento entre membros da Igreja nos EUA há 20 anos. A redução em nascimentos quer dizer que temos menos missionários, e por isso temos menos conversos.

      • Kent,

        Você chegou a ler as tabelas que eu montei sobre os dados estatísticos da Igreja?

        Com algumas pequenas exceções pontuais (variabilidade estatística?), o número total de missionários no campo mantém-se razoavelmente estável entre 50 e 60 mil há mais de 15 anos, e a razão de conversos por missionário por ano também manteve-se mais ou menos estável nesse tempo entre 4 e 6 batismos por missionário por ano. Da mesma maneira, a taxa anual de crescimento só caiu nos últimos 30 anos, assim como a taxa anual de crescimento de unidades nos últimos 15 anos.

        No Brasil, a taxa de crescimento na última década é ainda pior, estando apenas 1 ponto percentual acima do crescimento populacional em 10 anos.

        As tabelas que eu montei, baseados nos dados publicados pela Igreja, não apoiam essa sua conjectura. Eu gostaria de saber qual medidor estatístico você esta usando para essa sua análise.

  2. Li as tabelas, sim.

    O meu ponto é que o número de missionários não deveria ficar estável. Deve crescer junto como o número de membros ativos. E não cresceu por que a taxa de nascimento caiu.

    Não estou dizendo que a taxa não caiu, mas que se houvesse mais missionários, a taxa seria mais alta.

    Para que saiba, os dados que usei estão aqui.

    • Ah, sim.

      Você tem razão de que deveríamos esperar aumentos progressivos no número total de missionários. E concordo com a sua suposição de que a taxa de natalidade Mórmon decresceu nas últimas décadas.

      Não obstante, eu ainda não vejo dados que demonstrem que a queda relativa no número de missionários se dá principalmente pela queda na natalidade ou por evasão entre membros adolescentes e adultos jovens em idade missionária. Se há para a primeira, você tem razão, mas caso contrário (e, na sua própria tabela o número da “crianças abençoadas” não esta caindo), é inteiramente possível que haja uma taxa de evasão desproporcional entre jovens (homens entre 16 e 19 anos, mulheres entre 18 e 21 anos) que reduza a força missionária.

      Anedoctalmente, eu lhe digo que a minha experiência sugere que essa fase de vida encontra uma taxa de evasão desproporcionalmente *maior* entre SUD que qualquer outra fase específica. Suspeito que a liderança tenha visto isso, e que a redução na idade missionária reflita uma reação a essa tendência.

      De qualquer modo, os dados sugerem que a Igreja vem “sangrando” membros há décadas, necessitando de um esforço missionário hercúleo para manter um crescimento discretamente acima da reposição populacional (nos anos em que consegue). Naturalmente, isso refletirá negativamente no contingente missionário também.

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