Dança dos Apóstolos

Primeira PresidênciaDança dos Apóstolos – Sucessão Apostólica na Igreja Mórmon

Agora que 2012 esta chegando ao fim, 2013 cresce no horizonte.

É costume nos finais de ano repensar o ano que passou, nas costumeiras “retrospectivas”.

Também é comum especular o que nos aguarda no ano vindouro, nas infames “previsões”.

Hoje eu gostaria de especular sobre quem será chamado como o novo Apóstolo em 2013.


QUEM SAI?

Simplesmente não é possível prever o futuro, mas certamente pode-se fazer algumas previsões baseado no que parece mais provável. Para um grupo geriátrico, os 15 Apóstolos gozam de boa saúde, e o que é mais importante, excelente cuidado médico e um estilo de vida rico, acessível a talvez 0,5 ou 1% de toda população mundial.

Não obstante, há alguns deles que já apresentam problemas de saúde e idade bem avançada, e os maiores candidatos para serem substituídos em 2013 são (apresentados em ordem de senioridade nos quórums):

1) Thomas Spencer Monson (85 anos)

Jovem, relativamente falando para o Presidente da Igreja, e com moderada boa saúde, porém diz-se que apresenta estágios iniciais — mais progressivos — de demência senil e/ou Alzheimer. Boa chance.

2) Boyd Kenneth Packer (88 anos)

Idoso e frágil, porém com uma vontade de aço de se tornar Presidente da Igreja. Média chance.

3) Lowell Tom Perry (90 anos)

Idoso e frágil. O mais provável a partir, até mesmo em 2013.

4) Russell Marion Nelson (88 anos)

Idoso, embora saudável. Boa chance.

5) Dallin Harris Oaks (80 anos)

Idoso, porém não muito, e com boa saúde. Média chance.

6) Melvin Russell Ballard, jr. (84 anos)

Idoso, mas com boa saúde. Média chance.

7) Richard Gordon Scott (84 anos)

Idoso, mas com boa saúde. Média chance.

8) Robert Dean Hales (80 anos)

Idoso, mas não muito, e com boa saúde. Média chance.

9) Jeffrey Roy Holland (72 anos)

Relativamente jovem, gozando de boa saúde. Baixa chance.

10) Henry Bennion Eyring (79 anos)

Idoso, mas com excelente saúde. Baixa chance.

11) Dieter Friedrich Uchtdorf (72 anos)

Relativamente jovem, gozando de boa saúde. Baixa chance.

12) David Allan Bednar (60 anos)

Jovem, gozando de boa saúde. Baixíssima chance.

13) Quentin LaMar Cook (72 anos)

Relativamente jovem, gozando de boa saúde. Baixa chance.

14) David Todd Christofferson (67 anos)

Jovem, gozando de boa saúde. Baixíssima chance.

15) Neil Linden Andersen (61 anos)

Jovem, gozando de boa saúde. Baixíssima chance.

Baseado no quadro acima, vemos que entre 3 a 6 trocas nos dois quorums são possíveis nos próximos 2 a 5 anos, talvez 8 trocas nos próximos 4 a 6 anos. Muito provavelmente, a próxima década será uma de grandes mudanças na liderança da Igreja; a mais movimentada nos últimos 40 anos.

O que não é nada surpreendente, dado que a liderança da Igreja vem progressivamente ficando mais velha nos últimos 100 anos!

2013 pode ser um ano tumultuoso, nesse sentido. O mais provável é que vejamos uma troca apenas, mas não seria surpreendente ou absurdo se elas viessem em rápida sequência, com 2 a 4 mudanças entre 2013 e 2014, com uma ou duas mudanças na Primeira Presidência inteira!

QUEM ENTRA?

Quando Jonathan Golden Kimball foi chamado em 1892 para servir como Autoridade Geral na Presidência dos Setentas, ele disse:

“Algumas pessoas dizem que um indivíduo recebe um chamado na Igreja através de revelação, e outros dizem que recebem através de inspiração, mas eu digo que eles recebem seus chamados através de relação. Se eu não fosse aparentado de [meu pai] Heber C. Kimball, eu não seria porra nenhuma nesta Igreja.”

O historiador Michael Quinn demonstrou detalhada e exaustivamente que a maioria dos chamados de Autoridades Gerais, especialmente nos primeiros 150 anos da Igreja, ocorreu dentro de uma crescente rede de parentes, seja consanguíneos, seja por casamento. Com o crescimento da Igreja para além da fechada comunidade inter-montanhosa, muito do que se valorizava entre relações de parentesco passou, naturalmente, a acontecer em esferas de conhecimento: elos e contatos formados em relações de trabalho, especialmente entre as muitas empresas e corporações dentro da tenda maior da Igreja.

Sendo assim, vejamos se há rastros históricos recentes que possamos averiguar como possíveis pistas para tendências passadas e futuras:

I. Dos últimos 5 chamados para Apóstolos, nos últimos 15 anos, apenas 1 não servia na Presidência dos Setenta (ou Apóstolos-Assistentes), e este 1 não servia como Autoridade Geral (mas trabalhava para o SEI).

II. Dos últimos 10 chamados para Apóstolos, nos últimos 25 anos, apenas 3 não serviam na Presidência dos Setenta (ou Apóstolos-Assistentes), e destes 1 não servia como Autoridade Geral (mas trabalhava para o SEI).

III. Dos últimos 22 chamados para Apóstolos, nos últimos 50 anos, apenas 7 não serviam na Presidência dos Setenta (ou Apóstolos-Assistentes), e destes 4 não serviam como Autoridades Gerais (destes, apenas 2 não tinham trabalhado para o SEI, mas um era médico pessoal do Presidente da Igreja e o outro trabalhava para a Igreja junto com 2 Apóstolos).

Assim sendo, nota-se claramente que há uma ascendência óbvia, ou carreira por assim dizer, a ser cumprida como o caminho mais comum. Dos 22 últimos Apóstolos nos últimos 50 anos, 15 (70%) haviam subido na carreira de Autoridades Gerais até Apóstolo-Assistente (até 1976, quando Spencer Kimball eliminou o cargo) ou Presidente dos Setenta (após 1976, quando Spencer Kimball organizou o Primeiro Quorum dos Setenta). Do restante, 3 (12%) serviam como Autoridades Gerais no Primeiro Quorum, e apenas 4 (18%) ascenderam pulando todas as outras etapas — sendo apenas 1 (4%) nos últimos 28 anos. Mesmo assim, todos estes poucos “saltadores” trabalhavam para a Igreja, seja oficialmente (no Sistema Educacional da Igreja — SEI), seja para uma publicadora da Igreja (i.e., Deseret News) junto com 2 Apóstolos, ou como sendo médico particular do Presidente da Igreja.

Com isso em mente, as apostas mais óbvias seriam nas Autoridades Gerais (de carreira, isto é, no Primeiro Quorum), e as ainda mais certeiras incluiriam um dos 7 membros da Presidência dos Setenta (embora membros do Bispado Presidente não sejam más apostas).

Portanto, anotemos esses nomes para futura referência (em ordem baseado nos meus palpites completamente subjetivos). Quando vierem os chamados, voltemos todos aqui para averiguar as taxas de acertos. E vamos fazer um “bolão” na seção de comentários para os “chutes” de vocês!

1) Craig Cloward Christensen (56 anos)

Mais novo dos “candidatos”, fala espanhol fluente, jogou futebol americano na BYU e é contador com um MBA. Na frente pela idade e carisma.

2) Walter Fermín González Núñez (60 anos)

Não-Americano e hispânico, o segundo mais jovem do grupo, além de ex-SEI! Eu o conheço pessoalmente, e não há SUD mais gente fina! Leva vantagem demográfica, já que a Igreja precisa muito quebrar a impressão de regionalismo e americanismo, além da falta de diversidade racial.

3) Tad Richards Callister (66 anos)

Neto do Apóstolo LeGrand Richards. Advogado da California com títulos da BYU, NYU, e UCLA. Leva vantagem no currículo (eles podem perder um advogado de peso entre os 15, e podem precisar repo-lo) e ainda leva muita vantagem no parentesco, mas perde pontos pela idade.

4) Donald Larry Hallstrom (63 anos)

Jovem, economista da BYU, com longa carreira de trabalho em empresas de fins-lucrativos da Igreja! Se abrirem 2 ou 3 vagas em rápida sucessão, é provável que uma vá para Hallstrom. Compreensão dos interesses financeiros e comerciais da Igreja é seu ponto mais forte.

5) Ronald Anderson Rasband (61 anos)

Jovem, com boa educação, excelente currículo empresarial e fortes contatos com a família Huntsman.

6) Lyndon Whitney Clayton III (62 anos)

Fala espanhol fluente, é jovem, com excelente educação (advogado) e currículo empresarial.

7) Richard John Maynes (62 anos)

Fala espanhol fluente, é jovem, com excelente educação e currículo empresarial.

Claro que há a possibilidade de que chamem uma das outras Autoridades Gerais, ou mesmo alguém que nunca serviu como Autoridade Geral. Estatisticamente, e a história recente, não sugerem isso como uma tendência, mas não esta fora das possibilidades reais.

De qualquer modo, esse é apenas um exercício especulativo. Pessoalmente, eu preferiria que estivesse completamente errado, e que convocassem pessoas de fora do círculo fechado, para que trouxesse ao grupo ideias e perspectivas novas, e fugisse um pouco da mentalidade de grupo que é comum em grandes corporações e quaisquer agremiações de pessoas com perfis tão similares.

Os desafios para as próximas décadas não são pequenos, e eu gostaria de ver isso levado em consideração muito mais que carreira religiosa, familiaridade, ou parentesco.

About these ads

96 comentários sobre “Dança dos Apóstolos

  1. Durante a escola secundária, eu fiz um análise semelhante dos membros do Politburo da URSS, buscando saber quem seria o próximo líder da União Soviética. Depois de meu professor de Latim perguntar o que era, expliquei, e imediatamente ela exclamou “Que mórbida!”

    Pode ser. Mas creio que também é muito interessante, enquanto não o levamos muito a sério. Somente o Senhor sabe sobre esses assuntos mórbidos [Sorriso!!]

    Mas, como acho engraçado, dexie-me opinar um pouco.

    Na verdade, acho a saúde do Élder Packer muito mal, e parece-me que ele vai morrer bem antes do Pres. Monson (mas talvéz depois do Élder Perry). Quanto aos outros, acho sua análise mais ou menos certa. Veremos.

    • Concordo. Não obstante, eu aprendi a nunca subestimar o poder da vontade e da obstinação do Boyd Packer! ;-)

      Realisticamente falando, a ordem deve ser Perry, Packer, Nelson, Monson.

      E é inteiramente possível que o Monson dure bastante tempo ainda, mas com funções cognitivas comprometidas — o que trará um cenário interessante novamente após muito tempo: Se Monson ficar mentalmente incapacitado, o que farão os demais? Mante-lo-ão como uma figura decorativa, como fizeram com o Kimball e com o Benson (e a sua alusão ao poliburo fica ainda mais apta!)? Ou tentarão um “golpe de estado”, como tentaram com o Fielding Smith e o Lee?

      • Eu sei lá o que farão nesse caso. E, é possível que nem vamos saber (pelo menos não no momento)!

    • A igreja segue os mesmos principios do antigo testamento, o membro mais velho é que assume a responsabilidade de responder e orientar seus membros no que condizem com as verdades.

      • Maria, no Antigo Testamento lemos sobre um “membro mais novo” enganando um “membro mais velho” para assumir a liderança espiritual do chamado “povo de Deus”. Lemos, também, de “membros mais velhos” vendendo para escravidão um “membro mais novo” que havia sido designado por revelação como líder espiritual no lugar dos “membros mais velhos”. Esses seriam os “mesmos princípios do Antigo Testamento” ao qual você faz alusão?

  2. Será que o Cláudio Costa não entra em uma vaga? Terceiro mais velho no quórum dos 70, ex SEI, e boa pinta brasileiro. Acho que chega lá.

    • Eu tenho a impressão — inteiramente pessoal, subjetiva, e baseada em nenhum dado concreto ou racional — que o Cláudio Costa não tem o élan vital que eles gostam para juntar-se aos Doze. Ademais, se o crescimento da Igreja no Brasil fosse bom, justificar-se-ia a inclusão de um Apóstolo brasileiro, mas como a Igreja não anda tão bem por aqui, ele entra na “corrida” sem essa “vantagem”.

      • Marcello,

        realmente o Cáudio R. M. Costa tem como aspecto negativo o fato de a Igreja não vir crescendo “assustadoramente” aqui no Brasil. Por outro lado este mesmo aspecto eu acredito que possa ajudá-lo, porque ele foi desobrigado da Presidência dos 70 para ser o presidente da Área Brasil, e em minha opinião, tal fato se deu em razão da extrema confiança que a Primeira Presidência e o próprio Quórum dos 12 têm nele. Vale lembrar ainda a carreira dele no SEI em São Paulo e que o mesmo foi o primeiro presidente da Missão Manaus no início dos anos 1990.

        Além de tudo isso, o Cláudio Costa tem a seu favor o fato de ser conhecido por um grande número de membros brasileiros, não de agora, mas de no mínimo 15 à 20 anos atrás desde o seu chamado para o quórum dos 70.

    • RIP Oscar Niemeyer. Apenas 10 dias para completar 105 anos, com um legado intelectual que durará mais que isso após o seu falecimento!

      Falando nisso, eu acho curioso como Apóstolos influentes em seus auges, como Boyd Packer (e, na mesma linha, Bruce McConkie, Joseph Fielding Smith, etc.), parecem destinados a perder seu legado no longo prazo. Hoje já se vê o quão Packer tem sua influência sob o discurso intelectual da Igreja fragilizado, comparado com 10 ou 20 anos atrás. E sua influência, provavelmente, não perdurará 10 ou 20 anos além de seu eventual falecimento.

      • Concordo Marcelo. Quando fiz a comparação, tinha em mente apenas o desejo de Boyd K. Packer de viver e continuar atuante apesar da idade avançada e, aparente, fragilidade.

  3. rsrsrs

    Nossa Marcello…. Agora você se superou! rsrs

    Divertido e interessante artigo! Parabéns!!!

    Fiquei ainda mais ansioso pelas futuras mudanças, e checar sua lista de “palpites”…. rsrsrsrs

    Tendo como base a lista atual, faço aqui minhas sugestões (rsrs), quem sabe meus “palpites” sejam considerados (rsrs):

    A Primeira Presidência
    M. Russell Ballard, Jeffrey R. Holland e Russell M. Nelson.

    Os Doze
    Walter F. González, Donald L. Hallstrom, Ronald A. Rasband, Craig C. Christensen e Claudio R. M. Costa.

    Presidência dos Setentas
    Mervyn B. Arnold, Stanley G. Ellis, Carlos A. Godoy, José A. Teixeira, William R. Walker.

    abs

  4. Só sei que o Cláudio Costa posou por aqui com pinta de apóstolo. Terminou o testemunho dizendo que não precisa mais ter fé a respeito da primeira visão, pois ele já viu a mesma luz que Joseph. E deixou a célebre frase apostólica que me incomoda, porque na verdade não justifica de nada. Disse: Sei que Jesus vive, não por fé, mas por conhecimento perfeito, com isso sou uma de suas testemunhas…
    Me incomoda, porque não diz se viu ou não e todos ficam dizendo:”ohhhh, viu o testemunho dele?”

      • Então porque não claros? Fica um Jorginho místico e especulativo…
        Joseph disse: eu vi dois personagens… Pronto! Testemunho dado sem rodeios.

      • Em algumas passagens do Livro de Mórmon é dito que existem coisas maravilhosas que aconteceram e foram presenciadas por alguns e não puderam ser escritas pois o Senhor não havia permitido. Talvez esse seja o caso em relação ao Elder Claudio Costa.

      • Em 1904, o então Presidente da Igreja Joseph F. Smith testificou ao Congresso Americano que nunca havia recebido nenhuma revelação, visão, ou qualquer tipo de epifania. (Proceedings Before the Committee on Privileges and Elections of the United States Senate in the Matter of the Protests Against the Right of Hon. Reed Smoot, a Senator from the State of Utah, to Hold His Seat; 02 Mar 1904, Testemunho de Joseph Fielding Smith)

        Talvez o uso de linguagem ambígua sirva justamente para passar uma impressão ambígua, que cada um interpreta como quiser, e não ferir as suas expectativas religiosas.

      • Só para ficar claro pra mim: quer dizer que um profeta, quando mente sobre algo (que me soa mais como uma “proteção” contra perseguições contra os seus), deixa de ser profeta? Não ficou explícito nos comentários acima, talvez eu esteja lendo nas entrelinhas. Se esse for o caso, o que dizer de Abraão, que mentiu abertamente sobre sua esposa aos egípcios? Mais uma vez, só pra eu ter certeza de que compreendi os comentários.

      • Talvez até aquele ano Deus não sentisse que houvesse necessidade, pense nisto, ainda não houvera o tempo adequado, pois Deus só revela quando há uma intensão por detras de seus propósitos

      • Maria, a mente e a intenção (com “Ç”, não “S”) de Deus não estão disponíveis para escrutínio racional e empírico. O que interessa, para a presente discussão, é o fato de Joseph F. Smith haver cometido aquele testemunho aos anais formais da história.

      • Se torna um grande problema porque eu e mais um monte de gente espera um testemunho real e firme e não um jogo de palavras enigmáticas.

      • E se eles dissessem acredito, mas nunca vi – eu sairia satisfeito, pois o mesmo acontece comigo. Só gostaria de ouvir palavras lógicas. Mas isso é coisa minha!

      • O mais provável é que seja retórico e intencional, do que meramente estilístico. Ironicamente, essa passagem que você citou é o exemplo máximo disso, sendo exemplar desta modalidade em estudos acadêmicos!

      • voce me parece muito preocupado com as explicaçõies do mundo, da ciência … de forma crítica e julgadora

      • Sim, exatamente. Isso chama-se “pensamento crítico-racional” e/ou “metodologia científica”. Todo grande avanço da humanidade depende (e dependeu) desta forma epistêmica.

      • Da edição de 1998, p. 112: “Doze Apóstolos, que são testemunhas especiais de Cristo, ensinam o evangelho em todas as partes do mundo”.

        Da edição de 2009, p. 100: “Doze Apóstolos, que são testemunhas especiais do nome de Cristo, ensinam o evangelho e governam os assuntos da Igreja em todas as partes do mundo”.

        Na edição mais recente de Princípios do Evangelho, o trabalho missionário dos apóstolos é relativizado. Eles não mais “ensinam o evangelho em todas as partes do mundo”, mas apenas “ensinam o evangelho”, o que pode incluir um texto nas revistas da Igreja ou um discurso da Conferência Geral. A função de liderança mundial é enfatizada: eles “governam os assuntos da Igreja em todas as partes do mundo”.

        A mudança de “testemunhas especiais de Cristo” para “testemunhas especiais do nome de Cristo” sugere um maior distanciamento da designação apostólica de buscar uma visão da deidade, como os apóstolos recebiam no séc. XIX ao ser ordenados ao Quórum dos Doze. No séc. XX, a ênfase diminuiu, assim como também diminuiu o relato de tais encontros ou visões.

        A atual linguagem que sugere uma experiência mística parece tomar vantagem dos relatos das escrituras que apresentam uma linguagem mais vaga (do tipo “penso ter sido arrebatado…”). Dessa forma, as autoridades gerais podem fortalecer a fé que os membros têm neles sem mentir sobre suas experiências.

      • Interessante, Antônio.

        Acredito que muitos membros não perceberam essa pequena mas significativa mudança (eu me incluo também) quanto às responsabilidades dos apóstolos na Igreja e perante o mundo.

        Concordo contigo no aspecto da linguagem utilizada atualmente no que diz respeito às experiências místicas ou mesmo de uma aparição pessoal de Jesus Cristo. Realmente foi uma ótima interpretação do que tem ocorrido na Igreja contemporânea em relação a receber a visita do próprio Jesus Cristo. Me lembro que o profeta Lorenzo Snow disse ter tido uma aparição pessoal de Jesus Cristo no templo, isto no século XIX. Realmente, na atualidade, os relatos sobre experiências assim, literais, são inexistentes na Igreja. Isto me lembra seu artigo sobre a ortodoxia que tomou conta da Igreja em detrimento do misticismo.

      • a função dos apóstolos além de pregar o evangelho, é tambem se preocupar com suas ovelhas , como faz um pai ou mae de familia, isto se faz necessário, desde a fundação do mundo

      • E isso seria uma certeza? Certo então. rs Eu creio que isso é muito relativo, embora eu tenha dúvidas da minha certeza.

    • Autoridades gerais são seres humanos e têm ego, orgulho, etc como qualquer outro. Isso faz parte. Eu também fico incomodado às vezes. Agora, quer ter um relato pessoal de alguém que alega abertamente ter visto o Senhor ? Leia ‘The Second Comforter – Conversing with the Lord through the veil’, de Denver Snuffer. Tem pro Kindle na Amazon e é um livro muito interessante. Desculpe a sinceridade, mas acredito mais no relato do livro.

    • Sobre élder Costa..
      Quem teve o privilégio de passar pelo CTM de São Paulo e teve a oportunidade de ouvi-lo contar a história de sua conversão, sabe que ele sempre contou que experimentou uma experiência espiritual muito profunda antes de se batizar. Não sei se chegou a ser uma epifania, ele não dá muito detalhes do que realmente aconteceu, pelo que me lembro ele passou uma noite inteira orando ou recebendo algum tipo de revelação, sendo que pela manhã ele sabia com certeza que Joseph Smith era um profeta. Então cortou o cabelo (era cabeludo, tinha cabelos até o meio das costas) e se batizou.
      Esta história ele contou para vários grupos do CTM, muito tempo antes de ser chamado autoridade geral. E recentemente eu o ouvi prestar um testemunho semelhante ao que o irmão relatou acima, na hora pensei que estivesse se referindo a mesma experiência espiritual que nos relatou no CTM, 23 anos atrás.

      Att.

  5. Sinceramente, você acha que esse é o critério do Senhor para escolher alguém para servir no seu Santo Apostolado??

    Imagino Ele olhando a lista..

    (…)
    1)Walter Fermín González Núñez (60 anos)
    Não-Americano e hispânico, o segundo mais jovem do grupo, além de ex-SEI! Eu o conheço pessoalmente, e não há SUD mais gente fina! Leva vantagem demográfica, já que a Igreja precisa muito quebrar a impressão de regionalismo e americanismo, além da falta de diversidade racial.
    2)Tad Richards Callister (66 anos)
    Neto do Apóstolo LeGrand Richards. Advogado da California com títulos da BYU, NYU, e UCLA. Leva vantagem no currículo (eles podem perder um advogado de peso entre os 15, e podem precisar repo-lo) e ainda leva muita vantagem no parentesco, mas perde pontos pela idade.
    3)Ronald Anderson Rasband (61 anos)
    Jovem, com boa educação, excelente currículo empresarial e fortes contatos com a família Huntsman.
    (…)

    Hahaha, faça-me o favor…
    Vejam como Jesus fez para escolher os doze apóstolos:

    “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
    E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:” Lucas 6:12-13

      • Prefiro acreditar que seja assim. Que mesmo havendo politicagem ou maracutaia, no final prevalece a vontade do Senhor.

      • dizer que os apostolos são escolidos por politicagem, mulheres usarem calças na sacramental. Que tal sacerdocio para mulheres, casamento homossexual, mudar o nome da igreja, abolir o livro de mormon e e deixar de lado o significado do templo?
        essas coisas não eram pra serem ditas isso é uma falta de respeito com os VERDADEIROS SANTOS DO ULTIMOS DIAS que oram por esses homens chamdos por Deus pra nos guiar…

      • Bruno, o seu comentário é absolutamente hilário! Porque se você se desse o trabalho de aprender um pouco da história Mórmon saberia que:

        1) No século XIX, mulheres portavam o Sacerdócio a ponto de abençoar e ungir com óleo os doentes. Além disso, Sacerdócio para os Negros era um conceito tão estranho e escandaloso em 1950 como Sacerdócio para as mulheres lhe parece hoje. Essa mudança é apenas uma questão de tempo.

        2) No século XIX, casamento monogâmico exclusivo era tão anátema para Mórmons como casamento homossexual lhe parece hoje. Essa mudança é apenas uma questão de tempo.

        3) A Igreja já mudou de nome fantasia DUAS vezes, e o nome legal QUATRO vezes.

        4) O significado do Livro de Mórmon já esta mudando lentamente. Até há algumas décadas, acreditava-se que os Lamanitas eram os únicos antepassados dos Ameríndios, e até há uma década que eram os principais antepassados, e hoje acredita-se que eram apenas alguns dos antepassados dos Ameríndios. A tendência é clara.

        5) As ordenanças do Templo mudaram consideravelmente repetidas vezes, mais dramaticamente em 1990. Certamente, ainda mudará muito no futuro.

        Aliás, pode-se dizer que, históricamente, quase todas as crenças que você mantém como SUD hoje em dia já, em algum momento do passado da Igreja SUD, apresentou-se de maneira diferente ou modificada. Se houve mudanças no passado, o que nos levaria, racionalmente, a crer que não haverá no futuro?

        De mais a mais, sugiro educar-se um pouco sobre história antes de ficar se lamuriando por coisas sobre as quais se é completamente ignorante.

        Abraços.

      • Deus muitas vezes mudou o rumo das coisas a pedido de seus escolhidos, na biblia cita muitos casos, já li sobre isto , vou buscar e informar

      • O desafio, Maria, não é encontrar uma estória dessas na Bíblia, mas sim encontrar corroboração destas estórias em qualquer outra peça de evidência histórica ou arqueológica.

        Isso eu gostaria que você buscasse e informasse!

    • Bill,

      Você esta ignorando o fato que a Bíblia narra a escolha de um Apóstolo, e que ela foi feita no sorteio. Um jogo de palitinhos, ou lance de dados, por assim dizer. (Atos 1)

      Além disso, você esta ignorando os fatos estatísticos que eu postei acima, que sugerem uma correlação maior que simples acaso. E, ademais, você esta ignorando décadas de dúzias de exemplos documentados nos minutos das reuniões entre a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze que demonstram esses tipos de considerações e negociações.

      Dois exemplos rápidos: 1) Brigham Young ordenou, secretamente, seus filhos adolescentes como Apóstolos para tiverem senioridade, quando fossem adicionados ao Quorum dos Doze quando adultos. Descoberto isso, os Apóstolos revoltaram-se e mudaram as regras de senioridade (de ordenação ao ofício para ordenação ao Quorum); 2) Quando David McKay morreu, os Apóstolos não queriam deixar o próximo na linha de sucessão, Joseph Fielding Smith, assumir como Presidente da Igreja, e após muita negociações, permitiram-no apenas com a promessa de que Harold Lee fosse chamado para ser seu Primeiro Conselheiro.

      (1: Diário de Wilford Woodruff, 17 Abr 1864; 2: Goates, Brent. Harold B. Lee: Prophet & Seer, Deseret Book, pp. 403-404. Gibbons, Francis. Harold B. Lee: Man of Vision, Prophet of God, Deseret Book, pp. 420-421. Quinn, Michael. The Mormon Hierarchy: Origins of Power, Signature Books, pp. 256-258.)

      • Marcello, achei curioso a questão de Brigham, poderia colocar as fontes? O mesmo sobre o Joseph Fielding.

        Obrigado.

      • Obrigado pela resposta, mas, vc poderia colocar as palavras de quem disse, ou seja, a citação? Fica mais fácil para mim.

        Obrigado.

      • Acho que é você que está ignorando um dos princípios basilares da igreja que é o da Revelação. Faz conjecturas de quem serão os próximos apóstolos baseando-se somente em critérios temporais. Não acha que critérios espirituais são mais importantes nesse chamado? Você não acha nome escolhido para o apostolado vem por revelação/inspiração?

      • Bill, eu não estou ignorando absolutamente nada. A questão é que “revelação” é um conceito inteiramente subjetivo, irracional, e não-mensurável. Aqui, estou analisando o que é claramente objetivo, racional, e mensurável.

        Conceitos que são, por sua própria natureza, irracionais e não-mensuráveis não podem ser analisados e discutidos objetiva e racionalmente. A questão filosófica e espiritual eu deixo para vocês. O meu interesse é na análise objetiva.

        Termino com um exemplo para ponderação: Warren Jeffs diz que ele é o verdadeiro Profeta Mórmon, e que recebe revelações de Deus de que a Igreja SUD apostatou-se dos princípios revelados por Deus através de Seu Profeta Joseph Smith, e por isso ele foi ordenado para receber o seu manto profético. Obviamente, você não acredita nisso, provavelmente por causa de uma revelação pessoal. Contudo, objetivamente, não há ferramentas para mim — observador terciário — julgar qual das duas “revelações” estão corretas!

        O fato de que os critérios que eu mencionei no artigo sejam usados nas escolhas apostólicas é inegável face a evidência estatística (e ao testemunho ocular dos muitos participantes, como registrado históricamente). O que esse fato significa pra você espiritualmente, cabe à você julgar.

      • Prezado Marcelo,

        Sei que o site tem um viés estritamente acadêmico, mas não tem como tratar tudo no plano acadêmico quando o assunto é Deus. Querer abordar uma questão que possui Deus no meio e buscar encontrar uma resposta apenas pelo prisma objetivo, racional, e mensurável é meio pretencioso não acha?
        Questões espirituais requerem respostas espirituais.

        Forte abraço.

      • Não, eu não acho.

        Questões espirituais de fé e religião são, por necessidade, irracionais. Assim como questões de amor e sentimentos são irracionais.

        Não obstante, estudamos sentimentos como amor, ciúmes, fidelidade, lealdade, felicidade, tristeza, etc., de maneira racional o tempo todo. Áreas de pesquisa científica como Psiquiatria, Psicologia, Neuro-cognição, Neuro-química, Evolução Comparada, etc., abordam esses sentimentos de maneira científica, racional, e acadêmica com enormes benefícios para a Humanidade.

        O estudo acadêmico de Religião é rotineiramente feito de maneira racional, metodológica, e científica, também com grandes benefícios para a Humanidade. Muito da evolução na teologia Mórmon nos últimos 150 anos vem sido influenciada por esses estudos — e isso é um fato histórico ampla e fartamente documentado. E digo mais! A maioria (se não todos) dos problemas da Igreja nos últimos 100 anos ocorre quando ela se distancia (inadvertidamente) demais desta tradição!

      • Se você mesmo reconhece que a escolha é feita pelo Senhor e dada através de revelação.
        Se você mesmo reconhece que a revelação é subjetiva, irracional, e não-mensurável.
        Então uma análise estribada somente no que é claramente objetivo, racional, e mensurável é por demais precária, pois, neste caso, o agente preponderante é justamente o imprevisível, ou seja, a revelação.

      • Marcello: Aprecio demais tua linha de raciocínio, lucidez e objetividade. Sou apenas um estranho para você mas, quando tenho um tempinho, venho aqui para aprender contigo. Abç!

      • “Você esta ignorando o fato que a Bíblia narra a escolha de um Apóstolo, e que ela foi feita no sorteio.”

        Marcello, para quem crê que Deus controle a natureza, essa escolha é, sim, feito pelo Senhor!

      • Sim, eu sei. E não escrevi o contrário.

        Aliás, se Deus pode escolher um Apóstolo através de um jogo de palitinhos, por que não poderia escolher um Apóstolo “manipulando” as percepções dos demais líderes de acordo com os critérios “seculares” que, estatística e históricamente, vemos serem utilizados?

      • Bingo.
        Os homens acreditam ser muita coisa. Aí vem o Senhor e lhes mostra quem é que manda. Sucessão, para mim, é um desses momentos em que o Senhor se manifesta. Mesmo havendo “relações” que são levadas em conta, eu apoio e tenho uma forte convicção de que é o Senhor que manda no processo.

      • Mostra como, Márcio? Se Deus mostra tão claramente, por que houve várias brigas entre os Apóstolos — algumas durando anos — sobre como deveria ocorrer tais sucessões?

      • Talvez esse seja o ponto, na falta de revelação criam-se critérios objetivos (senioridade, tempo de ordenação ao Quórum, cosanguinidade, conhecimento teológico, títulos acadêmicos, experiência na gestão de empreendimentos econômicos, liderança, etc) para seleção dos candidatos à “vaga” deixada por Joseph Smith.

        Porém, é válido lembrar que quando Joseph foi chamado como profeta não passava de um garoto obscuro, semi-analfabeto, vivendo numa comunidade rural dos Estados Unidos e que, portanto, não se adequava a nenhum dos critérios listados acima. Deus o chamou por Sua livre e espontânea vontade, ou Graça, e não por qualquer mérito especial – como o foram todos os profetas anteriores a ele (Samuel foi chamado ainda criança enquanto servia no Templo; Jeremias foi escolhido profeta ainda no ventre materno, assim como João Batista; Davi carecia da beleza e vigor físico dos demais irmãos; Moisés era “pesado de língua” e não passava de um pastor de ovelhas amargurado que vivia no deserto; e, muitos outros poderiam ser citados).

        Por isso, não acredito que os presidentes da Corporação possam ser tidos como profetas no mesmo sentido que Joseph. Eles foram escolhidos por critérios políticos. Por isso, é quase certo que teremos mais Autoridades Gerais escolhidas entre pessoas que não sejam oriundas dos Estados Unidos ou Europa nos próximos anos.

        Quando Deus chamar “o poderoso e forte (…) para pôr em ordem a Casa de Deus” (D&C 85:7), o fará, mais ou menos, por meio de revelação, ignorando os caminhos institucionalizados e os meandros políticos. Algo como o filme “O Pequeno Buda”, onde dois lamas tibetanos são guiados por meio de sonhos pertubadores à reencarnação de um lendário e místico budista – que nada mais é que uma criança de 10 anos.

      • Tá, mas dizer “quando Joseph foi chamado profeta” não seria algo subjetivo? Do ponto de vista palpável, ninguém chamou Joseph, senão ele a si próprio.

      • Correto, Creio que esse Profeta venha a sair dos remanescentes de Lehi. A mensagem mais clara do Livro de Mormon e sobre a semente de Lehi e os perigos sobre os gentios, o propio Salvador avisou que os gentios so seriam contados com a casa de Israel caso se arrependessem mas se observarmos as escrituras elas nao dao muito esperanca sobre os gentios(3 Nefi:16). Um pouco antes de morrer Nefi expressou sua caridade para com todos os povos mas deixou claro que tinha pouca esperanca pelos gentios (2Nefi:33-9). Vc esta certo que o Senhor novamente retomara as operacoes de sua igreja das maos dos Gentios e fara uma grande obra maravilhosa e um assombro o que muitos acham que ja aconteceu e que de fato ainda sera realizada.

      • No antigo testamento Deus permitia que um profeta ou escolhido tivessem várias esposas como forma de um propósitto, aumentar a posteridade.Na época de Brigham Os homens da igreja apenas ficavam responsáveis por cuidarem de mulheres viuvas e não como comcubinas, aí, as pessoas buscam registros pra destruir um mandamento de que a igreja é poligamica, veja mAISs uma vez o efeito do inimigo, pois na época de Brigham o estado só autorizaVA ESTE CUIDADO SE FOSSE REGISTRADO EM CARTÓRIO COMO SE FOSSE UMA COISA LEGAL, COMO É ATÉ HOJE VOCE SER TUTORA DE ALGUEM, E SE NÃO CUIDAR PODE SER PUNIDO. AÍ AS PESSOAS interpretam de forma totalmente deturpada.Já levam pro outro lado. POis a igreja condena hoje como sempre condenou e condenará esta prática, claro que alguns homens se desviaram da igreja e seguiram de forma errada, como os fundamentalistas que até hoje continuam com esta prática ,mas eles não são da igreja de jesus cristo dos santos dos ultimos dias, é outra vertente, como são as várias denominações por aí.

      • Maria, eu não sei de onde você imagina tirar essas fantasias sobre poligamia, mas elas não passam de fantasias.

        Poligamia era a pratica cultural normativa não apenas entre Israelenses, mas na maioria dos povos vizinhos. Nunca teve nada a ver com ordens de Deus (ou dos deuses) ou com preocupações demográficas, mas sim com a perpetuação da estrutura social patriarcal.

        Poligamia para a Igreja SUD nunca teve a ver com viúvas ou mulheres pobres. A maioria das esposas de Joseph Smith eram adolescentes ou jovens, ele nunca sustentou nenhuma delas (e ainda se apropriou da herança de duas que ele havia adotado antes de se “casar” com elas), e durante o resto do século XIX esposas plurais sofreram muito com pobreza e destituição pelo simples fato de que seus maridos não lhes sustentavam adequadamente. No final do século XIX e começo do século XX, a Igreja lutou com unhas e dentes para manter a legalidade da poligamia, chegando a mentir para as autoridades federais em 1890 com um Manifesto que só viriam a cumprir após 1907 (e muita publicidade negativa).

        Ironicamente, os Mórmons Fundamentalistas de hoje nada mais agem como a Igreja SUD agiu até o começo do século XX. Eles estão, assim, mais próximos a Joseph Smith e Brigham Young que o Thomas Monson.

      • Maria? por favor, todos sabem que J.S, BY, JFS entre outros tiveram muitas esposas sem nenhum fim politico ou para proteger tais mulheres. Talvez vc nao goste da ideia que isso de fato aconteceu e nao sei como isso afeta sua fe ou testemunho mas a verdade deve ser dita. Todos que amam a verdade nao deve ocultar la por mais que ela nao seja agradavel a muitos. No Livro de Mormon vemos Jaco avisando seu povo sobre as iniquidades cometidas pelos maridos e que apesar da dor e vergonha era seu dever de falar a verdade.

      • Marcello, pode nos falar um pouco mais a respeito do fato de os apóstolos não quererem deixar que Joseph Fielding Smith (filho) assumisse como Presidente da Igreja? As fontes são os livros sobre Harold B. Lee que você citou?

      • Por anos, a administração da Igreja sofreu com um fisicamente debilitado e mentalmente incapacitado David McKay. O próxima na linha de sucessão era o igualmente debilitado e senil Joseph Fielding Smith. Os Apóstolos discutiram entre si, e através de rumores públicos, a possibilidade de “pular” Smith na sucessão para a Presideência quando McKay faleceu. Smith negociou diretamente com Harold Lee, oferecendo-lhe a posição de Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência — e de facto presidente — em troca de seu apoio para manter a ordem estabelecida por tradição. Vários Apóstolos votaram a favor de Lee para Presidente, mas Lee controlou a reunião no final e conseguiu montar a Primeira Presidência com Smith como Profeta (simbólico) e ele no controle administrativo da Igreja.

        (Goates, Brent. Harold B. Lee: Prophet & Seer, Deseret Book, pp. 403-404. Gibbons, Francis. Harold B. Lee: Man of Vision, Prophet of God, Deseret Book, pp. 420-421. Quinn, Michael. The Mormon Hierarchy: Origins of Power, Signature Books, pp. 256-258.)

    • Bill, sem ofensas, por favor, e sem elogios à lista do Jun, mas aponte, por favor, nos último 20 anos 1 Autoridade Geral que tenha sido chamada e fale, em seu próprio idioma, “agente vamos”, ou que more nos casebres do Brooklin, ou sejam serventes de pedreiro… Não há!!! Eu, particularmente, não vejo erro nisso, mas enfim…

  6. A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, ou seja, de uma única região… Não muito diferente de hoje… Alguns eram parentes e outros amigos, etc…
    1) André; 2) Bartolomeu (Natanael); 3) Tiago (Filho de Alfeu); 4) Tiago (Filho de Zebedeu); 5) João; 6) Judas (não o iscariotes); 7) Judas Iscariotes; 8) Mateus; 9) Filipe; 10) Simão Pedro; 11) Simão Zelote; 12) Tomé; 13) Matias (Substituindo a Judas)

    http://wiki.cancaonova.com/index.php/Ap%C3%B3stolos

    Esta questões de nepotismo é bem complexa…

    Mas, segundo a escritura citada (Lucas 6:12-13), não impede de Cristo ter considerado os nomes em espírito de oração… Aconteceu no passado, e acontece hoje, apresenta-se os nomes aos Senhor (recomendações), e sob inspiração identifica-se qual a vontade do Dele em Seus muitos chamados…

    Presenciei e presencio o processo de revelação fluir nos chamados na Igreja (5º Refra de fé), e tenho certeza, que numa escala bem maior e nítida, o mesmo acontece com as autoridades gerais na Igreja!!!!

    • Me filio ao seu entendimento David.

      “5º Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, por profecia e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade, para pregar o Evangelho e administrar suas ordenanças.”

      • Nao e necessario a imposicao das maos para o chamado, Nefi, Lehi, Moroni, Mormon, Alma etc… Nunca receberam seus chamados de tal forma. A imposicao das maos pode ser necessaria para o Apostolado. No Livro de Mormon aprendemos que sempre que a igreja caia em incredulidade o Senhor chamava outro Profeta fora da igreja para chamar o povo ao arrependimento, creio que isso venha a acontecer novamente quando os Gentios (membros da igreja) afastarem se dos principios do evangelho e se tornarem orgulhosos por causa de sua riqueza e prosperidade.

  7. Tenho certeza de que os chamados são feitos por revelação. Agora, a maneira através da qual o Senhor trabalha pode ser “loucura” aos homens. Na verdade, a escolha, em minha opinião, já foi feita – na vida pré-mortal. Daí o nome “revelação”. Já está definido, falta apenas revelar, aos homens, qual é a escolha.
    Só mais uma coisa : tirar sortes, na linguagem bíblica, mesmo tendo o sentido para nós ocidentais de “tirar no palitinho” ou “jogar dados”, era uma prática bem estabelecida entre os israelitas e, no conhecimento deles, era o método mais imparcial de se efetuar uma escolha.
    Por que, então, hoje com mais dados disponíveis (trocadilho não intencional), as autoridades não podem usá-los na escolha de um homem para servir num chamado da igreja? O processo fica parecido com o que o irmão de Jarede fez : faz-se um plano (utilizando-se os dados e recursos disponíveis) e o Senhor o confirma.
    Quanto à citação do J. Golden Kimball, seria bem interessante ver alguém usando o mesmo linguajar numa reunião oficial da Igreja hoje em dia hehehe

    • Justamente, Márcio. Inclusive, a Doutrina & Convênios estabelece esse método na escolha de Sumo Conselheiros para se posicionarem em cortes.

      (Curiosamente, um Patriarca na minha estaca há uns 12 anos tentou convencer o Presidente de Estaca a me excomunhar porque eu havia comentado na aula de Escola Dominical que “lançar sortes” significava justamente isso: “tirar no palitinho” ou “jogar dados”.)

      Sim, o J. Golden era absolutamente demais. Um herói pessoal pra mim. É realmente uma pena não haver mais líderes como ele.

Deixe um comentário abaixo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s