Novidade na Conferência Geral

Nos próximos dias 06 e 07 de abril, uma mulher poderá orar pela primeira vez numa  Conferência Geral

De acordo com o jornal Salt Lake Tribune, mulheres irão orar na próxima Conferência Geral sud. Pela primeira vez na história, até onde se tem registro. A Igreja não confirmou nem negou oficialmente a notícia.

Embora não haja nada na doutrina mórmon que justifique a excluir as mulheres de oferecer orações nas Conferências Gerais, essa tem sido a prática. Convém ressaltar que em 1978, durante a presidência de Spencer W. Kimball, a Igreja reverteu uma prática que perdurou durante parte do séc. XX: mulheres não podiam oferecer orações nas reuniões sacramentais!

Logo da campanha "Deixe as Mulheres Orarem"

Logo da campanha “Deixe as Mulheres Orarem”

É difícil não ligar a possível novidade de abril com a campanha Let Women Pray (“Deixe as Mulheres Orarem”), lançada nos EUA, e que conseguiu reunir mais de 1600 cartas, as quais foram enviadas para Autoridades Gerais, incluindo o apóstolo Jeffrey R. Holland e presidentes de organizações auxiliares. A campanha pedia a inclusão de mulheres nas orações da Conferência Geral, como um símbolo de igualdade dentro da Igreja.

Obviamente,é difícil determinar que influência direta a campanha teve sobre a hierarquia da Igreja ou há quanto tempo a mudança tem sido cogitada. Seja como for, caso haja uma mulher orando em uma sessão geral da Conferência, estará se quebrando uma pequena barreira – que talvez antes tenha passado até despercebida para muitos leitores -, mas de grande valor simbólico.

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35 respostas para Novidade na Conferência Geral

  1. roberto disse:

    Curioso, nunca havia atentado para este detalhe, mas em muitos anos , 18 para ser mais preciso, percebi que nas alas que frequentei a oração inicial da reunião sacramental era feita sempre por homens, presenciei inclusive alguns bispos e presidentes de estacas determinarem que era o “certo” , outra curiosidade é que o discursante final, ou 3º orador como é de costume das reuniões sacramentais sempre foram homens, e nunca uma mulher. talvez sejam meras conhecidencias ou não, a igreja tem muito mais mulheres do que homens, alem disso as mulheres em sua maioria são mais fieis e devotadas que os homens, de minha parte, nao vejo problemas gosto da participação das irmãs nas reuniões da igreja.

    • Também conhecia essa “regra não-escrita” do último orador ser homem. Interessante como esssas coisas se alastram.

    • Edelvaisse Pestitschek disse:

      sou membro a 18 anos da igreja e isso a não acontece em minha estaca pois sempre sou a 3ª oradora da minha ala e as orações são proferidas por homens , mulheres e os jovens independente de ser a primeira ou ultima oração e tb nas conferencias da estaca mulheres fazem a primeira oração

  2. Pedro Soares disse:

    Não sabia dessa, por mim tanto faz. Se foi apenas um prática, espero que mude.

  3. pcmarcelo disse:

    um avanço onde o machismo se desfaz…

  4. rasta disse:

    O preconceito em relação a isso vem do SuperBook ! Onde diz -”As mulheres na igreja não abram a boca…” (ou coisa semalhante) logo não era só questão de machismo era questão de escritura. Porém, se está certo ou errado não sei! Para uns o SuperBook é um Deus para outros é apenas revelação e para outros não é nada vai saber…

    • roberto disse:

      rasta, boa observação. mas acontece que tem muitas coisas na biblia que são interpretadas de forma equivocada. tem que lembrar que muito do que se praticava naquela epoca nao é aplicavel a hoje.

    • Não duvido que alguém faça essa conexão com a escritura. Mas não condiz com a atuação das mulheres sud em chamados na Escola Dominica ou discursos, etc.

      A escritura referida em I Timóteo é uma das várias falsificações contidas “Super Book”, atribuída desonestamente.

  5. Susana Chaves disse:

    Vale lembrar que, até a década de 1980, mulher também não podia discursar na conferência geral. Desde então, há uma mulher ou outra discursando aqui e ali nas sessões da conferência geral, em meio a um mar de oradores homens. (Claro que não na sessão do sacerdócio.)

    Sem dúvida são passos positivos rumo a uma futura igualdade. Mas em pleno século XXI, esse tipo de notícia chega a ser esquisita… A igualdade deveria ser um direito desde sempre.

    Foi como comemorar na Igreja SUD direitos iguais no sacerdócio para os negros em 1978, quando no Brasil a escravidão já tinha sido abolida quase um século antes, em 1888.

    Uma igreja que se diz guiada por Deus deveria estar na vanguarda, à frente de seu tempo, mostrando o caminho. E não atrasada, sendo obrigada a correr atrás dos avanços do “mundo” para poder se adaptar e sobreviver.

    • roberto disse:

      Susana, Nao vejo assim, as mulheres nao sao tao excluidas na igreja, elas são oficiantes do templo, e realizam muitas outras tarefas imporantes na igreja.

      • Susana Chaves disse:

        Roberto, eu não disse que as mulheres são totalmente excluídas na Igreja SUD. Eu disse apenas que não há igualdade. E isso é fato. Enquanto no “mundo” as mulheres podem chegar aos mais altos cargos (como nossa presidente Dilma), na Igreja SUD não pode haver apóstolas, profetizas, nem sequer “bispas” (ou episcopisas). Não estou entrando no mérito da questão nem quero ouvir justificativas, só estou enunciando a realidade como ela é.

      • Pedro Soares disse:

        Susana Chaves, não tem como ser igual o que não é igual, isso dos dois lados. Minha opinião.

    • Jader disse:

      Falou e disse, Susana!

    • Independente da influência da campanha feminista na decisão da Igreja (que teremos confirmada apenas em abril), ela obviamente fortalece esse tipo de ação “popular” entre os membros sud. Por isso, a reivindicação de ordenações de mulheres ao sacerdócio pode ganhar mais força. http://fox13now.com/2013/03/21/feminists-call-for-lds-to-give-women-priesthood/

      • marcos disse:

        Parece que na opinião de alguns autores de artigos deste site somente as influências humanas são capazes de causar mudanças na Igreja. Decretaram o fim das revelações e da influência do Espírito Santo.

      • Parece que na opinião de alguns leitores deste site somente suas pré-concepções são capazes de determinar o sentido de um texto. Decretaram o fim da leitura e da importância do diálogo.

      • marcos disse:

        Antonio, o que eu disse foi apenas uma impressão do que eu tive e posso estar errado. Mas o fato é que os seus artigos e os do Marcelo Jun me deixaram confuso, a ponto de eu não querer ir mais à Igreja por alguns domingos e pensar se valeria a pena continuar. Não coloco toda a culpa em vocês, pois eu tenho meus problemas pessoais. Mas eu fico pensando o que ainda motiva você e o Marcelo Jun a continuarem serem membros da Igreja, pois vocês discordam de muitos ensinamentos e posições da liderança da Igreja. Talvez eu fique com essa dúvida por não conhece-los melhor e por meus problemas pessoais. De qualquer forma, peço desculpas se os estou julgando mal, e peço também que possa responder a este comentário através de meu e-mail. Ficarei muito grato.

  6. Susana Chaves disse:

    Pedro, como você bem disse, no mormonismo a mulher não pode ter direitos iguais aos dos homens. É a posição oficial da Igreja SUD, que invoca motivos anatômicos intransponíveis para justificar as diferenças estanques nos papéis a serem desempenhados.

    Felizmente o “mundo” não pensa assim e, pelo menos no Ocidente, consegue enxergar além da biologia. No “mundo”, mulher pode ser presidente de país, governadora, prefeita, senadora, deputada, CEO de grandes empresas – não precisa se limitar a liderar outras mulheres em organizações exclusivamente femininas (como Soc-Soc e Moças) e crianças (Primária).

    No “mundo” as mulheres têm direitos iguais (e o céu ainda não desabou) e podem até dar ordens a homens – elas não precisam se restringir a fritar bolinhos em reuniões “de aprimoramento” e a curvar a cabeça para mostrar que vão seguir os conselhos do marido e dos líderes homens.

    Quem perde é a própria Igreja SUD…

    • Jane Lúcia disse:

      Os “direitos iguais” que as mulheres acreditam que alcançaram as tiraram do conforto e segurança de seu lar, fizeram-nas colocar os filhos sob cuidado de estranhas que, na maioria dos casos, têm formação inferior à da mãe, o que, como mãe e mulher, acho que é, sim, o céu desabando. Homens não dão à luz, cada um tem sua função, jamais serão iguais. Deixando o lar e a posição privilegiada de cultivar a mente e o caráter do futuro do mundo, ela apenas desceu de um patamar elevado e se sujeitou a ter que bater um cartão de ponto, trabalhar quando está com cólica, estressar-se com problemas de outros e ver a família “à distância”, pois não está no lar, onde é tão bom estar. A melhor coisa que uma mulher pode fazer é honrar sua feminilidade e entender sua posição honrada de dirigir o mundo ao criar seus filhos com retidão e verdade. Sinto pelas mulheres que não sabem quem são.

  7. Carlos Pragga disse:

    A Igreja é governada pelo Senhor pelos profetas que Ele chama. Não é feito da forma como queremos. Precisamos aprender que a Igreja funciona dessa forma.

    • Bianca Braun disse:

      Sabe as vezes podemos gastar centenas de linhas com o nosso sincero conhecimento e testemunho, mas sempre existirão pessoas que não abrem o coração nem as portas do entendimento para as coisas do Senhor. Mas com certeza Carlos a Igreja funciona a maneira do Senhor, e nunca nessa vida seremos capazes de entender e compreender todas as coisas, pois somos falhos, porém o Senhor conhece tudo e tem um propósito para tudo.

    • Era correto que as mulheres não pudessem orar nas reuniões sacramentais antes do pres. Kimball reverter essa prática?

  8. Bianca Braun disse:

    Me decepcionei muito com esse site, pois pensei que era algo edificante. Porém vejo apenas pessoas que se procuram apenas difamar a Igreja de Cristo. Independente da crença acredito que como cristãos temos de ter respeito por todas as crenças. Se ah falhas as falhas são dos homens, mas a Igreja de Jesus Cristo Dos Santos dos Últimos Dias, é a Igreja De Cristo Restaurada na terra, presto fiel testemunho disso.
    Seremos julgados pelas nossas obras, sejam elas boas ou más. Vejo que muitas pessoas que procuram apenas destruir o reino de Deus, atentando contra Sua igreja, mas pouco se empenham em uma boa obra, bem dizer as coisas de Deus ou ajudar ao próximo. Nossa religião é inteiramente voltada ao bem estar de todos, a bondade e caridade. Gostaria de prestar meu testemunho de que todos que tiveram a oportunidade de receber o evangelho de Cristo na terra e negaram, serão cobrados após essa vida. Seria muito importante cada um repensar e orar a respeito, mas com desejo de saber a verdade, parece muito clichê pra muitos, mas o evangelho de Cristo é simples, e em uma simples e fervorosa oração vocês terão o poder de receber a resposta para todas as coisas.

  9. Bianca,

    de fato neste blog cada leitor é livre para defender sua visão, como você reivindica, desde que haja respeito e civilidade. Essa liberdade também pressupõe que possamos lidar com opiniões diferentes e até mesmo opostas às nossas, o que para muitos vai fazer com que as discussões soem como se não fossem edificantes.

    Você está convidada a desenvolver mais sobre o tema aqui em questão.

    Um abraço!

  10. David Marques disse:

    Realmente… Como esperávamos, uma irmã orou no encerramento da 1º sessão de sábado, e como é típico o aprendizado e renovação que temos quando uma mulher ou criança oram, não foi diferente nesta sessão da Conferência Geral.

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