Ressucita-me

Novamente, hoje a maioria dos brasileiros estão em casa descansando, viajando, jongando futebol, etc…. Estão, de alguma forma, usufruindo de mais um feriado no País “campeão universal dos feriados” (rsrs), gerando um prejuízo em 2013 estimado em R$ 42,2 bilhões ao setor industrial!

Neste dia, no feriado de Corpus Christi, o mundo católico comemora o corpo e sangue de Cristo por nós ofertado. E dois meses atrás, houve a comemoração da Páscoa.

Falando da Páscoa então, ainda posso recordar de nossa comemoração no Domingo de Páscoa, e a consequente degustação de chocolates, em suas mais variadas formas… (rsrs)

Ovo de Páscoa de Chocolate

Ovo de Páscoa de Chocolate

chocolate, por si só, já traz sensações muitíssimo agradáveis e, quando consumido moderamente, outros benefícios igualmente, tais como “[fazer] bem à saúde do coração, do sangue e até da cabeça, (…) prevenir o envelhecimento, reduzir o colesterol ruim e a melhorar o bom humor (…), [e também] estimular o cérebro a produzir a serotonina, (…)  molécula responsável pela sensação de bem-estar e felicidade”; no entanto, percebemos que, unidos em família, um sentimento de Real Felicidade, muito maior e um tanto mais complexo de descrever (Gálatas 5:22-23), começou a inundar nossos sentidos, a partir do momento que iniciamos uma saudável discussão sobre a essência da profunda mensagem trazida pela verdadeira Páscoa, a Ceia do Senhor e a Mensagem revigorante da Expiação e da subsequente Ressurreição de Cristo e de toda a humanidade.

Assim, a “comemoração” do corpo e sangue de Cristo, lembrando seu sacrifício, e da Ressurreição Dele na Páscoa, estão intrinsecamente ligados.

DISTORÇÃO DA MENSAGEM

Infelizmente, qualquer indivíduo em sã consciência, já deve ter notado a triste realidade de muitos adultos já terem se esquecido do importante propósito desta comemoração, e diversas crianças nem ao menos aprenderam. Todos estes, conscientes ou não, anestesiados pela força da mídia, que mascara através do consumismo desenfreado, materialismo e gula, a sensível e necessária mensagem principal do Cristianismo. Na troca de presentes, é comum, distanciarmo-nos do verdadeiro sentimento que deveria reinar nestes sagrados momentos na Páscoa, por vezes, desperdiçados.

Daí, a reconhecida distorção doutrinária de que uma festa seria mais importante que a retidão para renovar-se no sacramento (I Coríntios 11:27), e de que se esbaldar em chocolates, é mais importante que Conhecer a Cristo e a virtude da sua ressurreição! (Filipenses 3:10)

INTRODUÇÃO

Pretendo neste breve e modesto ensaio, dissertar sobre a Páscoa e sobre o Sacramento, mais precisamente a mensagem da Ressurreição, e a consequente esperança renovada que ganhamos quando compreendemos e vivemos estas verdades. “Nosso testemunho dessa verdade gloriosa pode afastar a dor da perda de um familiar ou amigo querido e substituí-la por uma alegre expectativa e uma firme determinação. (…) [por conta de nosso futuro] reencontro com nosso entes queridos santificados e ressuscitados.” (Henry B. Eyring – A Liahona ABR/2013)

Baseado nesta verdade consoladora, o líder SUD Joseph Smith comenta: “Que grande consolo para os que choram ao ter que separar-se de um marido, esposa, pai, mãe, filho ou parente querido é saber que, embora o tabernáculo terreno seja sepultado e dissolvido, eles ressuscitarão para habitar no brilho eterno da glória imortal, e que nunca mais haverão de entristecer-se, sofrer ou morrer, mas serão herdeiros de Deus e coerdeiros de Jesus Cristo.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, pag. 56)

A medida que continuamente avançamos no entendimento da verdadeira Páscoa, proporcionalmente fardos difíceis de carregar conquistam o tão esperado alívio, na esperança da total aniquilação de dores intermináveis, de doenças que frequentemente nos assolam e de diversas outras fragilidades e limitações do nosso corpo físico mortal; ademais, um consolo ímpar nos invade o peito, amenizando o vazio que saudosos entes queridos deixaram.

Roubados pela Morte, eu e muitos outros que por hora também já não convivem com muitos de seus amados familiares e amigos, nos consolamos na mensagem esperançosa de um futuro reencontro com estes. Tal mensagem nos chega como um bálsamo para a Alma, que cura a dor incessante da aparentemente infindável dor e saudade. Meu Pai (de criação)  falesceu enquanto eu proclamava o evangelho do Cristo Ressurreto no norte do País, pouco tempo depois que retornei desta honrosa missão, discurssei no funeral de meu primo (amigo de infância), que possivelmente depressivo, tirou a própria vida. No ano seguinte,  sepultei meu pai (de sangue) no meu aniversário, sem imaginar que meses mais tarde, no mesmo ano, na véspera do meu primeiro aniversário de casamento, seria igualmente pego de surpresa ao sepultar minha filha com poucos dias de vida. Como se não bastasse, no início do mês passado, minha grande amiga da adolescência foi vítima de assassino[s] brutais, tendo precocemente sua vida mortal interrompida, deixando pra trás um desolado marido e duas pequeníssimas crianças. O conhecimento consolador da Ressurreição torna-se particularmente necessária e ansiada, e ganha centuplicada intensidade, se permitirmos, diante das mais diversas e complexas situações, e igualmente nos prepara, pois, mais cêdo ou mais tarde, confrontaremos a dor, a doença ou morte, em nós ou nos que nos cercam, como parte da provação mortal.

O líder SUD John Taylor então nos lembra : “Que consolo para os que sofrem a perda dos amigos [e familiares] queridos que morreram é saber que voltaremos a ter sua companhia! Para todos os que vivem de acordo com os princípios revelados da verdade, talvez ainda mais para os que já estão no fim da vida, que já sofreram muito e perseveraram, como é bom saber que logo romperemos a barreira do túmulo e surgiremos vivos e imortais para gozar da companhia dos amigos [e familiares] fiéis em quem confiamos, sem ser perturbados pela morte  (…).” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: John Taylor, pag. 50-51)

Sim, “Nada há mais agradável do que estar nessa condição e ter nossa esposa e nossos filhos e amigos conosco.” (Lorenzo Snow,  Conf. Geral OUT/1900)

ENTENDENDO AS COMEMORAÇÕES (PÁSCOA E CORPUS CHRISTI)

O Cordeiro de Deus

O Cordeiro de Deus

Para entendermos melhor a importância da Ceia do Senhor e da Páscoa, comecemos explorando sua origem e breve significado.

feriado católico  comemorado hoje “[celebra] o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, um dos sacramentos da Eucaristia. A comemoração ocorre após a Festa da Santíssima Trindade, sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. A data também pode ser calculada pelo domingo de Páscoa, já que é realizada 60 dias depois. A celebração do Corpus Christi teve origem no século 13, mais precisamente em 1243, em Liège, na Bélgica, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Jesus Cristo que apontava não haver festas para honrar esse sacramento. A Bíblia diz que durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, ele teria mandado que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho, que se transformariam em seu corpo e em seu sangue. “Através da Santíssima Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós”, lembra Dom Orani João Tempesta, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, em comunicado oficial da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil aos fiéis. E foi a partir da visão e da cobrança de Jesus, que a freira belga lutou para que houvesse um reconhecimento da data, que mais tarde ficou conhecida como Corpus Christi, quando, em 1264, o papa Urbano 4º consagrou a festa para toda a Igreja a partir da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”.

Com o devido respeito à interpretação católica quanto ao convite de Cristo de “celebrarmos” o corpo e o sangue Dele, a doutrina mórmom entendem que esta “comemoração” não se dá numa festa, mas sim na grata comunhão no seu dia santificado participando dos emblemas do sacramento. (Atos 20:7) No entanto, partilhamos do mesmo entendimento de que participar da Ceia do Senhor, e também nos lembrar da Ressurreição de Cristo, “nos dá força para continuar” e seguir adiante, rumo ao progresso contínuo, e igualmente a cura de muitas feridas emocionais e espirituais!

Ademais, pensamos também diferente quanto a dita doutrina católica da transubstanciação, que interpreta literalmente João 6:53-57, e declara, segundo o Concílio de Trento,  que: “Por ter Cristo, nosso Redentor, dito que aquilo que oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente seu Corpo, sempre se teve na Igreja esta convicção, que o santo Concílio declara novamente: pela consagração do pão e do vinho opera-se a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; esta mudança, a Igreja Católica denominou-a com acerto e exatidão Transubstanciação.” Nós, entendemos, como a maioria dos demais grupos religiosos, que a Ceia do Senhor é um memorial ao corpo e sangue de Cristo (Lucas 22:19; I Coríntios 11:24-25), não o verdadeiro ato de consumir Seu corpo físico e sangue.

Quanto a Páscoa, lemos a pedagoga Jussara de Barros, da Equipe Brasil Escola, explicar que “é uma festividade de data móvel, pois foi criada seguindo o calendário judeu, que por sua vez era baseado nas fases da Lua.  (…) Sempre acontece entre os dias 22/MAR e 25/ABR.”

“A festa da páscoa judaica foi instituída para ajudar os filhos de Israel a se lembrarem da época em que o anjo destruidor passou por suas casas sem levar seus filhos e libertou-os dos egípcios (Êx. 12:21–28; 13:14–15). Os cordeiros sem mancha, cujo sangue foi usado como sinal para salvar a Israel antiga, eram um símbolo de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sacrifício redimiu toda a humanidade. (…) [Tornou-se] nossa páscoa, que é Cristo, que já foi sacrificado por nós (I Cor. 5:7).” (GEE Páscoa) “A Páscoa é um feriado cristão que comemora a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois que Cristo morreu na cruz, Seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde permaneceu separado [por três dias] de Seu espírito até Sua Ressurreição, quando Seu espírito e Seu corpo foram reunidos. Os santos dos últimos dias afirmam e testificam que Jesus Cristo ressuscitou e vive hoje com um corpo glorificado e aperfeiçoado de carne e ossos.” (Encyclopedia of Mormonism [1992], 2:433)

A importância da Expiação de Jesus Cristo foi resumida por Joseph Smith: “Os princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos Apóstolos e Profetas a respeito de Jesus Cristo, que Ele morreu, foi sepultado, ressuscitou no terceiro dia e ascendeu ao céu; todas as outras coisas de nossa religião são meros apêndices disso.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, pag. 52-53)

Diante disto, é certo que devemos criar tradições de Páscoa centradas em Cristo (A Liahona MAR/2013) a cada ano, daí, “algumas famílias SUD incluem ovos e coelhos de Páscoa em sua festa para a alegria das crianças. Essas tradições não são desencorajadas oficialmente”, no entanto, “a Expiação de Jesus Cristo, que inclui a Ressurreição, é a própria essência da Páscoa. A criação de tradições centradas em Cristo nos ajudará a concentrar-nos nessas dádivas de nosso Salvador.”

Igualmente devemos nos preparar a cada semana para o Dia Santo, no Sacramento ou Ceia do Senhor, através de uma vida cada vez mais reta, otimizada pela renovação dos votos que conhecemos como convênios, pois “ao partilharmos do sacramento e guardarmos nossos convênios, podemos ser perdoados de nossos pecados (Mateus 26:24). Devemos (…) partilhar do sacramento com o coração puro.”

ALGUMAS EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Falamos bastante da semana da Páscoa, tanto da quinta-feira na Ceia do Senhor, quanto do domingo seguinte na Ressurreição de Cristo, que foi o ápice da verdadeira páscoa que tornou o dia santificado (O Sabbath Cristão) e coroou a Expiação. Nos atentaremos agora especialmente na Ressurreição…

O apóstolo Paulo ousadamente afirma: “E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. (…) Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos (…)”! (I Coríntios 15:13-14,20)

O Doutor James E. Talmage, professor, geólogo, engenheiro, cientista e Líder SUD, referiu-se à ressurreição de Cristo como “o maior milagre e o mais glorioso fato da história”. (Jesus, o Cristo – pag. 676)

Embora eu entenda que o conhecimento da Ressurreição seja mais uma questão espiritual (uma experiência mística pessoal), algumas evidências e inteligentes comentários podem e são discorridos, e ajudam muito na elucidação do tema, pois o “argumento racional não cria crença, mas ele mantém um ambiente em que a fé possa florescer.” (Austin Farrer em C. S. Lewis)

Gerd Lüdemann (estudioso Alemão nomeado 1983 para a presidência em Estudos do Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Universidade de Göttingen)

Gerd Lüdemann (estudioso Alemão nomeado 1983 para a presidência em estudos do Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Universidade de Göttingen) [What Really Happened to Jesus?, trans. John Bowden (Louisville, Kent.: Westminster John Knox Press, 1995), p. 8.]

Alguns críticos apontam o contrário, e tentam deturpar a veracidade da ressurreição, porém nós todos sabemos que “quando um velho e renomado cientista afirma que alguma coisa é possível, ele está quase sempre correto. Quando afirma que algo é impossível, ele está quase sempre errado.” (Arthur C. Clarke [Escritor e Inventor Britânico] – Revista Súper Interessante OUT/1996) Muitos dos críticos apenas procuram algo pra contrariar, mas “quem alega e não prova não alegou, alegação sem prova transforma-se em uma denúncia vazia.” (Paulo Henrique Teixeira – Publicado no DOU-20/07/2004), embora esta mesma afirmativa possa ser usada contra nós que defendemos a ressurreição, noutro extremo, também pode ser argumentado que “ausência de prova não é prova de ausência.” (Hugh Nibley)

Vejamos então alguns dizeres interessantes de advogados, médicos, eruditos, estudiosos e historiadores, que reforçam a possibilidade e a consequente realidade da marcante e milagrosa Ressurreição de Cristo.

Wilbur Smith, notável erudito e mestre, observa: “O significado da ressurreição é um assunto teológico, mas o fato da ressurreição é um assunto histórico; a natureza da ressurreição do corpo de Cristo pode ser um mistério, mas o fato de que o corpo desapareceu do túmulo é um assunto para ser decidido sobre uma evidência histórica. O lugar possui uma definição geográfica, o homem a quem pertencia o túmulo era um homem que vivia na primeira metade do século primeiro; o túmulo era feito de pedra e ficava ao lado de uma colina próximo a Jerusalém. Não era nenhum invento diferente envolto numa atmosfera mitológica decorado com tecidos finos, mas era algo que tinha significância geográfica. Os guardas colocados diante do túmulo não eram seres fictícios do Monte Olimpo; o Sinédrio era um corpo de homens que se encontravam freqüentemente em Jerusalém. Como uma vasta literatura nos fala, esta pessoa, Jesus, era uma pessoa vivente, um homem entre outros homens, e os discípulos que saíram para pregar o Senhor ressuscitado eram homens entre homens, homens que se alimentaram, beberam, dormiram, sofreram, trabalharam e morreram. Que tem isto de doutrina? Este é um problema histórico.” (Smith, Wilbur M. Therefore Stand: Christian Apologetics. Grand Rapids: Baker Book House, 1965 – pag. 386)

Ele também diz: “A ressurreição de Cristo é exatamente a fortaleza da fé Cristã. Esta é a doutrina que virou o mundo de cabeça para baixo no primeiro século, que ascendeu o Cristianismo sobre o Judaísmo e sobre as religiões pagãs do mundo mediterrâneo. Se isto se perder, então tudo o mais que é vital e singular no Evangelho do Senhor Jesus Cristo se perderá: ‘E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé’ (I Cor. 15:17).”

O teólogo R. C. Sproul colocou isso nos seguintes termos: “A veracidade da ressurreição é vital para o Cristianismo.  Se Cristo foi erguido dos mortos por Deus, então Ele detém as credenciais e a certificação que nenhum outro líder religioso possui. Buda está morto. Maomé está morto. Moisés está morto. Confúcio está morto. Mas, de acordo com… o Cristianismo, Cristo vive.” (R. C. Sproul, Reason to Believe [Grand Rapids, MI: Lamplighter, 1982], 44)

O professor Thomas Amold, apontado como candidato para o lugar de presidente da cadeira de História Moderna de Oxford e que estava bem a par do valor da evidência para determinar fatos históricos, disse: “Eu estou acostumado a estudar as histórias de outros tempos durante muitos anos, e a examinar e avaliar a evidência dos que têm escrito acerca delas, e não conheço nenhum fato da História humana que seja comprovado por melhor e mais completa evidência do que o grande sinal que Deus nos deu de que Cristo morreu e ressuscitou dos mortos.”

O escritor romano não-cristão Flegon (nasc. 80 d.C.) escreveu em suas Crônicas: “Jesus, enquanto vivo, não foi de qualquer ajuda para si mesmo, mas, quando ressuscitou depois da morte, exibiu as marcas de sua punição, e mostrou de que maneira suas mãos foram perfuradas pelos pregos.” (Quoted in J. P. Moreland interview, Lee Strobel, The Case for Christ [Grand Rapids, MI: Zondervan, 1998], 246)

Brooke Foss Westcott, pensador inglês, falou: “Juntando toda a evidência, não é demais dizer que não há fato histórico melhor e mais extensamente apoiado do que a Ressurreição de Cristo. Nada, a não ser uma pressuposição de que a Ressurreição tem de ser falsa, podia ter sugerido a idéia de deficiência na sua comprovação.”

Josh McDowell, apologista e escritor, fez a seguinte declaração a respeito da importância da ressurreição: “Cheguei à conclusão de que, de duas uma, ou a ressurreição de Jesus é um dos embustes mais mal-intencionado, cruel e desumano jamais impostos às mentes humanas OU é o fato mais fantástico da história.” (Josh McDowell, The New Evidence That Demands a Verdict [San Bernardino, CA: Here’s Life, 1999], 203)

O historiador judeu Flávio Josefo escreveu sobre Jesus e Sua Ressurreição (“Antiguidades Judaicas” – 18,3,3 parágrafos 63 e 64, Aprox. ano 95 dC), existem, porém, duas versões sobre o mesmo trecho, conhecida também como Testimonium Flavianum, uma mais antiga, em língua grega, que testemunha a messianidade de Jesus, e uma tradução árabe que omite tal afirmativa, no entanto, ambas as versões nos são válidas como embasamento.
Texto Grego: “Naquela época vivia Jesus, homem sábio, se é que o podemos chamar de homem. Ele realizava obras extraordinárias, ensinava aqueles que recebiam a verdade com alegria e fez-se seguir por muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. E quando Pilatos o condenou à cruz, por denúncia dos maiorais da nossa nação, aqueles que o amaram antes continuaram a manter a afeição por ele. Assim, ao terceiro dia, ele apareceu novamente vivo para eles, conforme fora anunciado pelos divinos profetas e, a seu respeito, muitas coisas maravilhosas aconteceram. Até a presente data subsiste o grupo dos cristãos, assim denominado por causa dele.”
Texto Árabe: “Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas.”

O Dr. Paul L. Maier, professor de História Antiga na Universidade de Western Michigan, conclui: “Se toda a evidência é verificada cuidadosamente e com justiça, é realmente justificável, de acordo com os padrões da pesquisa histórica, conclui que o túmulo no qual Jesus foi sepultado estava realmente vazio na manhã da primeira Páscoa. E nenhum sinal de evidência apareceu ainda, nas fontes literárias, epigrafia ou arqueologia, que pudesse negar esta afirmação.”

O erudito bíblico britânico Michael Green comentou: “As aparições de Jesus são tão autenticadas como qualquer evento da antiguidade. … Não há nenhuma dúvida razoável de que elas ocorreram.” (Michael Green, The Empty Cross of Jesus [Downers Grove, IL: InterVarsity, 1984], 97, quoted in John Ankerberg and John Weldon, Knowing the Truth about the Resurrection [Eugene, OR: Harvest House] 22)

A respeito da abnegada dedicação dos Apóstolos, Setentas e dos demais comprometidos Missionários e Conversos da Igreja Primitiva, seguem também alguns comentários que são de muita valia:

N. T. Wright, um eminente estudioso britânico, cita a real motivação destes homens e mulheres fiéis: “Esta é a razão porque, como um historiador, eu não consigo explicar o surgimento do cristianismo primitivo a não ser por Jesus ressuscitando, deixando uma tumba vazia para trás.” (N. T. Wright, “The New Unimproved Jesus”, Christianity Today [September 13, 1993], pag. 26.)

Pinchas Lapide, que foi um teólogo, escritor judeu e historiador, disse: “Eu entendo [com base em minhas pesquisas] que a Ressurreição não foi uma invenção da comunidade de discípulos, mas um evento real. (…) Quando que um bando de temerosos Apóstolos poderia repentinamente se transformar numa só noite numa confidente sociedade missionária? (…) Nenhuma visão ou alucinação poderia explicar uma transformação tão revolucionária.” 

O jornalista inglês Dr. Frank Morison pensou inicialmente que a ressurreição era um mito ou um embuste, e iniciou a sua pesquisa para escrever um livro que a refutasse, porém, teve que reconhecer: “Quem quer que pense neste assunto acabará por confrontar-se com um fato que não pode ter explicação fácil. … Esse fato é que… uma profunda convicção atingiu esse pequeno grupo de pessoas—uma alteração que atesta o fato de Jesus ter-Se levantado do túmulo.” (Frank Morison, Who Moved the Stone? (Grand Rapids, MI: Lamplighter, 1958), 104)

J. N. D. Anderson, acadêmico especializado na língua e cultura árabe, escreveu: “Pense no absurdo psicológico de imaginar um pequeno bando de covardes derrotados, num sótão, em um dia e, poucos dias depois, transformados numa companhia que nenhuma perseguição podia silenciar—e depois tente atribuir essa mudança dramática a uma mera farsa elaborada nada convincente.  … Isso não faz nenhum sentido.” (J. N. D. Anderson, “The Resurrection of Jesus Christ,” Christianity Today, 12. April, 1968)

Simon Greenleaf, um professor de Direito na Universidade de Harvard, escreveu: “As grandes verdades que os apóstolos declararam eram que Cristo tinha ressuscitado dos mortos, e que só através do arrependimento do pecado, e fé em Jesus, os homens poderiam obter a salvação. Esta é a doutrina que eles afirmavam com uma só voz, em todos os lugares, não apenas sob condições de desalento, mas ante os mais assustadores erros que se podem apresentar à mente do homem. O Mestre desses homens acabava de morrer como um malfeitor, pela sentença de um tribunal público. Sua religião procurava derrotar as religiões do mundo inteiro. As leis de cada país estavam contra os ensinamentos de Seus discípulos. Os interesses e as paixões de todos os governantes e grandes homens no mundo estavam contra eles. O costume do mundo estava contra eles. Propagando esta nova fé, mesmo que da maneira mais inofensiva e pacífica, eles não podiam esperar coisa alguma a não ser desprezo, oposição, insultos, perseguições amargas, açoites, aprisionamentos, tormentas e mortes cruéis. Ainda assim, eles propagaram zelosamente a fé que tinham, suportaram firmes todas estas misérias e, não somente isto, eles o fizeram com júbilo. Foram expostos a mortes miseráveis um após o outro, contudo os sobreviventes prosseguiram a obra com maior vigor e determinação. Poucas vezes os anais de combates militares fornecem tal exemplo de persistência heróica, paciência e indescritível coragem [e comprometimento (grifo meu)]. Eles tinham todas as razões possíveis para reverem cuidadosamente os fundamentos da fé que professavam e as evidências dos grandes fatos e verdades que afirmavam; e estas razões os oprimiam com tristeza e freqüência terrível. Por isso era impossível que eles persistissem em afirmar as verdades que narravam, se Jesus não tivesse realmente ressuscitado dos mortos. Sem sombra de dúvida eles sabiam o que tinha acontecido.” (Greenleaf, Simon. Testimony of the Evangelists, Examined by the Rules of Evidence Administered in Courts of Justice. Grand Rapids: Baker Book House, 1965 (reprinted from 1847 edition)

Ele também diz: “Se existe um número suficiente de pessoas vivas quando as informações sobre um evento são publicadas e tais pessoas ou são testemunhas de um evento ou participaram dele, certamente pode-se estabelecer com bastante precisão a validade deste evento secular.”

O Corpo de Jesus

Jesus teria fugido vivo? Seu corpo teria sido roubado? Para ambas perguntas, a resposta é um sonoro NÃO!

Divulgada por Venturini há vários séculos e bastante mencionada nos dias de hoje, existe uma teoria que diz que Jesus, na realidade, não teria morrido, ele teria simplesmente desmaiado devido ao cansaço e à perda de sangue. Todos teriam julgado equivocadamente que Ele estava morto e, quando reanimado, os discípulos pensaram que tinha ressuscitado. O cético David Friedrich Strauss, teólogo alemão e escritor, não crendo ele próprio na ressurreição, eliminou qualquer pensamento de que Jesus se tenha reanimado de uma morte aparente: “É impossível que um ser humano, roubado meio morto de um sepulcro, que se arrastava fraco e doente, necessitado de tratamento médico, de ligaduras, apoio, ajuda, e que por fim cedeu aos seus sofrimentos, pudesse ter dado aos seus discípulos a impressão de que era um Conquistador sobre a morte, o Príncipe da vida; impressão que permanece na base do seu futuro ministério. Tal reanimação, só poderia ter enfraquecido a impressão que Ele lhes tinha provocado tanto em vida, como na morte. No máximo, só lhes poderia ter dado uma voz saudosa, mas não poderia ter transformado a sua tristeza em entusiasmo, nem a sua reverência em adoração”.

Com certeza Jesus morreu crucificado, como também alega o médico William D. Edwards: “É inegável que o peso das provas históricas e médicas indicam que Jesus morreu. … A lança, atravessada entre as Suas costelas do lado direito, perfuraram provavelmente não apenas o pulmão direito, como também o pericárdio e o coração, assegurando a Sua morte.” (William D. Edwards, M.D., et al., “On the Physical Death of Jesus Christ,” Journal of the American Medical Association 255:11, March 21, 1986.)

Sobre a possibilidade de roubo do corpo de Jesus por parte dos Apóstolos, J. N. D. Anderson, já citado e que também tem sido o Deão da Faculdade de Direito da Universidade de Londres, Presidente do Departamento de Direito Oriental na Escola de Estudos Orientais e Africanos e Diretor do Instituto dos Estudos Legais Avançados, na Universidade de Londres, comentando sobre o propósito dos discípulos terem roubado o corpo de Cristo, afirma: “Isto iria totalmente contra tudo aquilo que sabemos sobre eles; os seus ensinamentos éticos, a qualidade das suas vidas, sua atitude perante o sofrimento e a perseguição. Nem isto explicaria a dramática transformação de desprezados e desanimados fugitivos em testemunhas a quem nenhuma oposição podia calar.”

O Dr. John Warwick Montgomery, um advogado, professor e teólogo luterano, explica: “No ano 56 d.C. [o apóstolo Paulo escreveu que mais de 500 pessoas viram Jesus ressuscitado, e que a maioria deles ainda vivia naquele tempo (1 Coríntios 15:6 em diante). Ultrapassa os limites do bom senso que os primitivos Cristãos pudessem ter fabricado tamanha história e depois a pregado entre aqueles que facilmente a refutariam, simplesmente encenando o corpo de Jesus.” (John W. Montgomery, History and Christianity ] Downers Grove, ILL: InterVarsity Press, 1971\78)

Tom Anderson, ex-presidente da Associação de Advogados da Califórnia, resume a força desse argumento: “Com um evento tão difundido, não seria razoável que um historiador, uma testemunha ou um antagonista tivessem registrado para todos os tempos que tinham visto o corpo de Cristo? … O silêncio da história é ensurdecedor quando alguém tenta testemunhar contra a ressurreição.” (Quoted in Josh McDowell, The Resurrection Factor [San Bernardino, CA: Here’s Life, 1981], 66)

Josh McDowell, um apologista americano e escritor cristão evangélico, argumenta: “O silêncio dos Judeus fala mais alto do que a voz dos Cristãos.”

Cristo e Maria Madalena

Cristo e Maria Madalena

O fato de Cristo ter aparecido primeiro ás mulheres, tem muitos significados interessantes, e um deles bem explica o Dr. William Lane Craig, teólogo e filósofo americano: “Quando se entende o papel da mulher na sociedade judaica do primeiro século, o que é realmente extraordinário é que a história do túmulo vazio retratou mulheres como as primeiras descobridoras do túmulo vazio. As mulheres estavam muito abaixo na escada social da Palestina do primeiro século. Há provérbios rabínicos antigos que dizem: ‘Que as palavras da Lei sejam queimadas antes de serem entregues às mulheres’ e ‘feliz é aquele cujos filhos são homens, mas desgraça daquele cujos filhos são mulheres’. O testemunho de mulheres era considerado tão sem valor que não podiam nem servir como testemunhas legais em uma corte judicial judaica. Levando isso em consideração, é absolutamente impressionante que as principais testemunhas do túmulo vazio fossem essas mulheres…. Qualquer registro legendário mais recente com certeza teria retratado discípulos masculinos como os descobridores do túmulo – Pedro ou João, por exemplo. O fato de que mulheres foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio é mais bem explicado pela realidade de que – goste ou não – elas foram as descobridoras do túmulo vazio! Isso mostra que os autores dos Evangelhos gravaram fielmente o que aconteceu, apesar de ser embaraçoso. Isso evidencia a historicidade dessa tradição ao invés de sua posição social legendária.” (Dr. William Lane Craig, citado por Lee Strobel, The Case For Christ, Grand Rapids: Zondervan, 1998, p. 293)

Muito mais evidências são largamente encontradas em simples pesquisas, por isto, acredito, que as citadas acima já nos são válidas, por hora, para o objetivo deste artigo.

APRENDENDO COM TOMÉ

Gordon B. Hinckley disse: “Já ouvistes outros falarem como Tomé? ‘Dá-nos’, dizem eles, ‘uma evidência prática. Provai diante dos nossos olhos, nossos ouvidos e nossas mãos, do contrário não creremos’. Esta é a linguagem da época em que vivemos. Tomé, o duvidoso, tornou-se o exemplo de homens em todas as eras que se recusam a aceitar qualquer coisa que não possam provar e explicar fisicamente — como se pudessem provar amor, fé ou qualquer outro fenômeno físico, como a eletricidade. (…) A todos que me ouvem, e que ainda têm dúvidas, eu repito as palavras ditas a Tomé, ao sentir as mãos feridas do Salvador: ‘Não sejas incrédulo, mas crente’”. (A Liahona, outubro de 1978, p. 101.)

Gordon B. Hinckley disse: “Já ouvistes outros falarem como Tomé? ‘Dá-nos’, dizem eles, ‘uma evidência prática. Provai diante dos nossos olhos, nossos ouvidos e nossas mãos, do contrário não creremos’. Esta é a linguagem da época em que vivemos. Tomé, o duvidoso, tornou-se o exemplo de homens em todas as eras que se recusam a aceitar qualquer coisa que não possam provar e explicar fisicamente — como se pudessem provar amor, fé ou qualquer outro fenômeno físico, como a eletricidade. (…) A todos que me ouvem, e que ainda têm dúvidas, eu repito as palavras ditas a Tomé, ao sentir as mãos feridas do Salvador: ‘Não sejas incrédulo, mas crente’”. (A Liahona, outubro de 1978, p. 101.)

Agora comentemos sobre nossa similaridade com Tomé, conhecido por personificar a frase “Ver pra Crer”, pode se assemelhar a muitos de nós ao buscarmos tantas provas para “acreditar” em algo, que pra questões espirituais, a matemática é um tanto diferente, ou seja, é preciso “Crer pra Ver”, “porque não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé”! (Éter 12:6)

Um editorial da revista Cética intitulado “O que é um cético?”, apresentou a seguinte definição: “Ceticismo é… a prevalência da razão sobre qualquer ideia, sem exceção à regra. Em outras palavras… os céticos não entram em uma investigação quando não há nenhuma possibilidade de que o fenômeno seja real e de que a crença seja verdadeira. Quando alegamos que somos “céticos”, queremos dizer que queremos ver evidência convincente antes de acreditarmos.” ([“What Is a Skeptic?” editorial in Skeptic, vol 11, no. 2] 5)

E garanto, a melhor evidência é a espiritual!

Como disse o Doutor Carlos E. Asay, Líder SUD, ao ensinar que a ressurreição de Cristo se trata de conhecimento espiritual: “‘Evidências infalíveis’ de assuntos espirituais, como as da ressurreição de Cristo, não são feitas pela mão; são sentidas no coração. Não são vistas a olho nu; são vistas pelos “olhos da fé”. (Éter 12:19.) Tampouco são estabelecidas pelo toque de um dedo. A realidade dos assuntos espirituais é confirmada por sentimentos despertados pelas palavras de Deus, faladas ou escritas. (Ver 1 Néfi 17:45.) Digo isso porque “o Espírito fala a verdade e não mente. Portanto, fala das coisas como realmente são e como realmente serão”. (Jacó 4:13.) O Espírito Santo lida com a realidade, não com acontecimentos fantasiosos. Lembrai-vos de que os dois discípulos que caminharam e conversaram com Cristo na estrada para Emaús não o reconheceram a princípio. Mais tarde, porém, “abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram”, quando refletiram: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as escrituras?” (Lucas 24:31-32.) Lembrai-vos também de que Jesus disse a Tomé: “Não sejas incrédulo, mas crente ( . . . ) Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”. (João 20:27, 29.) Nossos “olhos da fé” serão também abertos e saberemos com certeza que Ele vive e que viveremos com Ele novamente, se crermos e aceitarmos o convite divino: “Anda comigo” (Ver Moisés 6:34.).” (Conferência Geral ABR/1994)

Então, por trata-se de um conhecimento espiritual em recompensa a fé, por ainda ser um tanto inexplicável ao entendimento humano, daí o nome de milagre. O líder SUD David O. Mckay assim ensinou sobre o milagroso fato da Ressurreição: “Se um milagre é um acontecimento sobrenatural cujas causas transcendem a sabedoria finita do homem, então a ressurreição de Jesus Cristo é o milagre mais espantoso de todos os tempos. Nele se revelam a onipotência de Deus e a imortalidade do homem. A ressurreição é um milagre. Contudo, é um milagre apenas no sentido de que está além da compreensão e do entendimento humanos. A todos os que a aceitam como fato, ela é apenas a manifestação de uma lei uniforme da vida. Como o homem não compreende a lei, chama-a de milagre.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: David O. Mckay)

Com a devida sensibilidade espiritual, que não nega ou desmerece o pensamento racional, mas deve suplantá-lo, devemos considerar e consequentemente acreditar, pelo dom da fé nos testificadores (D&C 46:14), tanto antigos quanto modernos. Tendo esta verdade em mente, “Quem pode questionar as evidências desses fatos?”, questionou Gordon B. Hinckley, que continua: “Não existe registro de qualquer negação do testemunho das pessoas que tiveram essas experiências. Existem provas abundantes de que prestaram testemunho desses acontecimentos durante toda a vida, chegando a dar a própria vida para afirmar a veracidade das coisas que tinham visto. Suas palavras são claras e seu testemunho fiel. Milhões de homens e mulheres ao longo dos séculos aceitaram esse testemunho. Um número incontável de pessoas viveu e morreu afirmando sua veracidade, com a certeza que lhe fora concedida pelo poder do Espírito Santo e que não podia negar. Sem dúvida, nenhum outro acontecimento da história da humanidade foi tão amplamente testado quanto à sua veracidade. (…) De todas as vitórias na história humana, nenhuma é tão grande, nenhuma é tão universal em seus efeitos, nenhuma é tão duradoura em suas conseqüências como a vitória do Senhor crucificado, que surgiu na ressurreição naquela manhã de páscoa”. (Gordon B. Hinckley, Stand a Little Taller, Eagle Gate: 2001, p. 140).

Por exemplo, Pedro, umas dessas muitas testemunhas, explicou a uma multidão em Cesareia a razão de ele e os outros discípulos estarem tão convictos de que Jesus estava vivo: “E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém, onde o mataram, suspendendo-o num madeiro. Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e fez que ele fosse visto, não por todo o povo, mas por testemunhas que designara de antemão, por nós que comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos.” (Atos 10:39-41)

Podemos fazer como fez Thomas S. Monson, somando também a nós  o seu testemunho: “Li o testemunho daqueles que sentiram a angústia da crucificação de Cristo e a alegria de Sua Ressurreição, e acredito no depoimento deles. Li o testemunho das pessoas do Novo Mundo que foram visitadas pelo mesmo Senhor ressuscitado, e acredito nesse relato. (…) “Cristo é já ressuscitado” (…) Como uma das Suas testemunhas especiais na terra hoje, neste glorioso Domingo de páscoa, eu declaro que isto é verdadeiro, em seu sagrado nome, mesmo o nome de Jesus Cristo, nosso Salvador, amém.” (Conferência Geral – ABR/2010)

IMORTALIDADE UNIVERSAL

Por esta razão, seguramente afirmo “a realidade da ressurreição universal e liberal de toda a humanidade”, tal como David A. Bednar ensinou (Conf. Geral ABR/2013), independentemente das escolhas na mortalidade, tanto boas quanto más, todos ressuscitarão; no entanto, a condição glorificada desta ressurreição, é proporcional ás suas obras. “Como Jesus Cristo rompeu as cadeias da morte, todos os filhos do Pai Celestial que nasceram no mundo ressuscitarão com um corpo que jamais morrerá. (…) O Senhor ofertou a todos nós o dom da ressurreição, por meio do qual nosso espírito será colocado em um corpo livre de imperfeições físicas.” (Henry B. Eyring – A Liahona ABR/2013)

Tentarei explicar melhor nas próximas linhas…

Dando continuidade aos extraordinários ensinamentos de Paulo,  lemos: “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. (I Coríntios 15:21-22)” No “todos” citado por paulo, entendemos todos e tudo, ou seja, que não só as pessoas serão ressuscitadas, mas os animais e toda a natureza, na verdade a Terra toda! Explica o Doutor James E. Talmage: “Todo objeto criado que alcança ou realiza o objetivo de sua criação avançará pela escada do progresso, seja um átomo ou um mundo, seja um animalículo ou um homem (…).” (Regras de Fé, pag. 334)

Amuleque confirma em riqueza de detalhes o que Paulo ensinou e acrescenta que Cristo “[desatou] as ligaduras dessa morte física, para que todos se levantem dessa morte física. (…) Esta restauração acontecerá com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, tanto iníquos como justos; e não se perderá um único cabelo de sua cabeça, mas tudo será restaurado em sua estrutura natural, como se encontra agora, ou seja, no corpo. (…) O espírito e o corpo serão reunidos em sua perfeita forma; os membros e juntas serão reconstituídos em sua estrutura natural, tal como nos achamos neste momento; e seremos levados a apresentar-nos perante Deus, sabendo o que sabemos agora e tendo uma viva lembrança de toda a nossa culpa. (Alma 11:44-44)” Onde entendemos que um corpo ressurreto torna-se perfeito, tendo todas as suas imperfeições reparadas.

Sobre esta “viva lembrança”, ensina Néfi: “(…) O corpo e o espírito dos homens serão restituídos um ao outro; e é pelo poder da ressurreição do Santo de Israel. Oh! Quão grande é o plano de nosso Deus! Porque, por outro lado, o paraíso de Deus deverá libertar os espíritos dos justos, e a sepultura, libertar os corpos dos justos; e o espírito e o corpo serão reunidos novamente e todos os homens tornar-se-ão incorruptíveis e imortais e serão almas viventes, tendo um perfeito conhecimento, como nós na carne, com a diferença de que o nosso conhecimento será perfeito.” (2 Néfi 9:13-14) A “viva lembrança” e o “conhecimento perfeito” citados acima, nos remete a verdade de que o ser ressurreto lembra-se não apenas de vida mortal que tivera, mas que também rompe-se-lhe o véu do esquecimento, e consequentemente, lembra-se também de sua vida anterior ao nascimento na carne, ou seja, da pré-existência mortal.

Diante da magnífica aula acima do trio Paulo, Amuleque e Néfi, a Ressurreição de Cristo trouxe a mesma benção a todos. O líder SUD Joseph F. Smith assim continua falando sobre às propriedades de um corpo ressurreto: “O corpo será ressuscitado com a mesma aparência que tinha quando faleceu, pois não há crescimento ou desenvolvimento no túmulo. Assim como foi sepultado, do mesmo modo ressurgirá, e as alterações para a perfeição lhe serão conferidas de acordo com a lei de restituição”. Mais especificamente, ele afirmou que “cada órgão, cada membro que foi mutilado, cada deformidade causada por acidentes ou qualquer outra forma, será restaurado… Uma pessoa não ficara para sempre marcada por cicatrizes, feridas, deformidades, defeitos ou enfermidades”, ele esclareceu, “estas serão removidas em seu curso, em seu devido tempo, de acordo com a misericordiosa providência de Deus. As deformidade serão removidos; os defeitos serão eliminados, e os homens e mulheres alcançarão a perfeição de seus espíritos.” (Joseph F. Smith, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Smith, Salt Lake City: Intellectual Reserve, 1998, p. 91-92).

“E as criancinhas?”, alguns podem sinceramente indagar se referindo àqueles que morrem na infância, a estes, Joseph Smith responde: “Nós sabemos que nossos filhos não serão obrigados a permanecer com a estatura de uma criança para sempre”, acrescentou, “pois foi revelado por Deus, a fonte da verdade … que na ressurreição, as criança que morreram e foram enterradas em sua infância irão ressurgir na forma de uma criança, assim como previsto, então começaram a se desenvolver. Desde o dia da ressurreição, o corpo vai se desenvolver até atingir a plena medida da estatura de seu espírito, seja ele homem ou mulher.”  (Smith, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, p. 130).

Ademais, segundo Douglas L. Callister, “o corpo ressuscitado será adequado às condições e glória a que a pessoa é atribuída no dia do julgamento. “Alguns moram em maior glória do que os outros” (TPJS, p. 367). Doutrina e Convênios ensina que “a sua glória será a glória pela qual vosso corpo é vivificado” (D & C 88:28), e três glórias são designados (D&C 76). Paulo (1 Coríntios 15:40) também mencionou três glórias de corpos ressuscitados: uma como o sol (Celeste), outra como a lua (Terrestre), e a terceira como as estrelas. Em uma revelação a Joseph Smith, a glória das estrelas foi identificada como Telestial (D&C 76). As luzes destas glórias são diferentes, assim como o sol, a lua e as estrelas como percebidas a partir de terra. “Assim também é a ressurreição dos mortos” (1 Coríntios. 15:40-42).” (Enciclopédia do Mormonismo – Ressurreição)

Lázazo Reviveu

Reviveram e não Ressuscitaram: Lázazo, o Homem que tocou nos ossos de Elizeu, a Filha de Jairo e o Filho da Viúva de Naim.

De acordo com o teólogo e arcebispo Peter Carnley, a ressurreição de Jesus é bem diferente da ressurreição de Lázaro pois “no caso de Lázaro, a pedra foi rolada para que ele pudesse sair… o Cristo ressuscitado não precisou que lhe rolassem a pedra, pois ele foi transformado e pode parecer onde quiser, quando quiser.”  (National Interest – Archbishop Peter Carnley) O corpo ressurreto tem o poder de tornar-se invisível e atravessar objetos sólidos, quando e se necessários, como foi o caso de Cristo, mas não de Lázaro, por que Cristo foi o primeiro a ressuscitar tornando-se “as primícias dos que dormem” (I Coríntios 15:20); por isso, na verdade, Lázaro, reviveu, e não ressuscitou, ou seja, o Homem que tocou nos ossos de Elizeu (II Reis 13:21), a Filha de Jairo (Lucas 8:40-56) [Talita Cume é uma expressão semítica: “Donzela, digo-te: Levanta-te!”] e o filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-16), todos esses, reviveram e não ressuscitaram nesta ocasião, portanto, como não foram ressuscitados antes de Cristo, que foi Quem quebrou as cadeias da morte ao ressuscitar, mais tarde, certamente passaram pela morte; por exemplo, segundo uma das tradições, Lázaro, posteriormente foi martirizado.

Cristo foi as primícias da ressurreição, que abriu as portas para muitos outros ressuscitarem após ele segundo a vontade divina (Ex: Mateus 27:52-53)

Existem aqueles também que não foram revividos nem ressuscitados, mas transladados (Ex: Moisés, Elias, João Batista, Três Nefitas, etc…),  estes “(…) servem como anjos ministradores em muitos planetas” (Ens. Joseph Smith pag. 166) ou missões futuras (Ens. Joseph Smith pag. 186).

O corpo ressurreto de Cristo e de todos nós, quando igualmente ressuscitarmos, é “vivente com órgãos corporais internos tanto quanto externos”, segundo o Dr. James E. Talmage (Jesus O Cristo, pag. 666), que também acrescenta comentando sobre a saída de Cristo da tumba: “Não era necessário abrir o portal para preparar uma saída para o Cristo ressurreto. Em Seu estado imortalizado, Ele aparecia e desaparecia de aposentos fechados. Um corpo ressuscitado, embora de substância tangível, e possuidor de todos os órgãos de um tabernáculo mortal, não está preso à Terra pela gravidade, nem pode ser impedido em seus movimento por barreiras materiais. Para nós, que só concebemos o movimento nas direções relacionadas coma as três dimensões do espaço, a passagem de um sólido como um corpo vivo de carne e ossos, através de paredes de pedra, é forçosamente incompreensível. Mas o fato de que os seres ressuscitados se movem de acordo com leis que tornam possível tal passagem e até natural para eles, é evidenciado não só pelos incidentes relacionados com o Cristo ressurreto, mas também pelos movimentos de outros personagens ressuscitados (como a visita de anjo Morôni ao quarto de Joseph e este manuseando as placas de outro sagradas das quais posteriormente foi traduzido o Livro de Mórmom). De igual maneira, os seres ressuscitados possuem o poder de tornarem-se invisíveis à visão física dos mortais.” (Jesus O Cristo,  pag. 675)

O líder SUD Lorenzo Snow comenta: “Na vida futura teremos nosso corpo glorificado e livre de doenças e morte.” (Conf. Geral – OUT/1900)

O professor Dale B. Martin, professor de estudos religiosos da Universidade de Yale e membro da Academia Americana de Artes e Ciência, disse que “Paulo acreditava que o corpo recém-ressuscitado seria também um corpo celestial, imortal, glorificado, [e] poderoso, bem diferente do corpo terreno, que é mortal, desonrado, fraco e psíquico (em grego: psyche).” (Dale B. Martin, The Corinthian Body, Yale University Press, 1999)

Ficou mais que claro que um corpo ressurreto não é um espírito, mas um corpo de carne e ossos (Lucas 24:39 e D&C 130:22) glorificado (I Coríntios 15:40 e D&C 88:28), que se alimenta (Lucas 24:42), e tem órgãos,  que continua a crescer até a estatura perfeita do espírito, que não envelhece ou adoece, que não tem defeitos físicos, pois foram reparados, e não mais corre sangue em suas veias, mas é vivificado pelo espírito (Ens. Joseph Smith pag. 195, 359)! Sim, um corpo ressurreto é imortal e perfeito!

RESSUSCITA-ME

A palavra ressuscitar, pode ser aplicada tanto a transformação do corpo mortal em imortal, como extensamente foi discutido neste artigo, quanto a um novo nascimento, uma renovação espiritual, um despertar pra verdades eternas, um ressurgimento de bons compromissos assumidos que por um tempo foram descartados, e também a transformação do homem velho em homem novo!

Ao meu ver, Aline Barros foi muito feliz em sua bela música, que igualmente inspirou o título deste artigo, e que ela canta e encanta com a profundidade de sua mensagem, nos muitos trechos, a música também diz:

Mestre eu preciso de um milagre
Transforma minha vida, o meu estado
Faz tempo que não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados

(…)

Remove minha pedra
Me chama pelo nome
Muda minha história
Ressuscita os meus sonhos
Transforma minha vida
Me faz um milagre
Me toca nessa hora
Me chama para fora
Ressuscita-me
Que possamos despertar e sermos mais caridosos e amorosos, que valorizemos mais o Sacramento, e igualmente pensemos mais na Ressurreição de Cristo, que tanto precisamos pra curar nossas almas e alimentar nossas esperanças.

Douglas L. Callister concluiu: “A esperança de uma gloriosa ressurreição fortalece o brilho que caracterizou a fé dos santos do Novo Testamento, bem como aqueles que têm mantido a fé viva no mundo, incluindo os santos dos últimos dias.” Como disse Joseph Smith: “A esperança de ver meus amigos [e familiares] na manhã da ressurreição dá ânimo a minha alma, permite-me suportar as tribulações da vida. É como se eles tivessem empreendido uma longa viagem, e, ao voltar, os recebêssemos com grande alegria.” (Ens. Joseph Smith pag. 287)

Seguramente, Cristo é minha e nossa Páscoa, e Nele deposito minha esperança, fé e confiança! SEI QUE ELE VIVE!

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