A Bíblia e sua restauração de uma pedra de tropeço

Texto de Daymon Smith para a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons, realizada em 2013. Daymon Smith possui doutorado em antropologia pela Universidade da Pensilvânia e é o autor de The Book of Mammon e os três volumes de A Cultural History of the Book of Mormon, entre outros trabalhos. Possui o blog Mormonism Uncorrelated. Comentários e perguntas dos leitores e as respostas do autor serão traduzidas pelo Vozes Mórmons.

book-whirlUma das ironias do Livro de Mórmon é que seu tradutor e seu escriba frequentemente entendiam mal o que diz o texto. O termo “restauração”, por exemplo, é claramente definido por Alma e outros como algo muito maior do que trazer de volta alguma igreja cristã, imaginariamente tirada das páginas do Novo Testamento. A restauração da Casa de Israel é trazê-la de volta a Deus, e isso acontece pela restauração do conhecimento sobre seus convênios e sua misericórdia desde a Criação até esta tarde.

Restauração era um termo do Livro de Mórmon, nele definido claramente, descrevendo geralmente algo como karma: aquilo que sai de você voltará a você, para sua condenação ou salvação, se sua vida tiver sido misericordiosa ou injusta.

Seis meses depois de o livro ser publicado, porém, um grupo amplo de restauracionistas afiliados a Alexander Campbell e seu amigo Sidney Rigdon foram reunidos na fazenda de Isaac Morley, próxima a Kirtland, Ohio. Eles viviam o que consideravam ser um comunismo cristão, uma parte distintiva do seu esforço de restaurar a antiga ordem das coisas. Campbell e Rigdon não praticavam a comunidade de bens, entretanto, e ocasionalmente discutiam sua restauração.

150 desses discípulos, como eram chamados, foram rebatizados por um deles, Parley Pratt, que levou a eles o Livro de Mórmon, falando de um “novo convênio”, o qual, porém, não definiu.  Esse grupo chamava a si mesmo de “a família” e referiam uns aos outros como “discípulo”, “irmão” ou “irmã”, e pertenciam – como outra igreja de Nova York, organizada em abril de 1830 – à ampla Igreja de Cristo.

Parley P. Pratt

Parley P. Pratt

Quando Pratt ofereceu-se para rebatizar esses discípulos, não foi no mormonismo ou na igreja mórmon. Tais não existiam ainda como conceitos ou termos. Ele os batizou, como um historiador não-sud mais tarde afirmou, “para milagres”. Tivessem pensado que estavam filiando-se à igreja de Pratt, não teriam se chamado seguidores ou discípulos de Cristo ou sua congregação, outra Igreja de Cristo. Não houve mudanças de ofícios, nomes ou igrejas nesse rebatismo. Então, o que Pratt estava fazendo? Ele trouxe o Livro de Mórmon como um sinal da renovação do Dia de Milagres, de que milagres haviam sido restaurados e por isso a Igreja Neotestamentária estava quase restaurada por completo. Sidney Rigdon discutiu com Pratt sobre sua autoridade, como contam alguns historiadores mórmons. Mas a questão de autoridade dizia respeito a seu direito de batizar “para milagres”, o qual Rigdon considerava como sendo conferido pelo Espírito Santo, transmitido pela imposição de mãos.

À época em que chegou a Kirtland, Ohio, Joseph Smith encontrou a mesma organização que existia entre os discípulos antes de terem sido rebatizados por Pratt: Rigdon reivindicava o ofício de bispo e havia anciãos (elders), diáconos e mestres. Eram ofícios definidos por Alexander Campbell como estritamente bíblicos e parte da restauração das coisas antigas, tal como o batismo para remissão de pecados e o recém-descoberto “plano de salvação”, pregado pelo companheiro de Rigdon, Walter Scott, o qual tinha fé, arrependimento, batismo para remissão de pecados e dom do Espírito Santo como todo o necessário para obter a salvação e restaurar a verdadeira igreja. Obviamente quase tudo o que pensamos ser mormonismo veio de Alexander Campbell e seus pregadores, e eles trouxeram suas ideias bíblicas para o Livro de Mórmon.

Por isso, o que quer que o Livro de Mórmon diga sobre a Casa de Israel e sua restauração para o conhecimento pela revelação de dois livros atualmente escondidos, no final da década de 1830 o termo havia sido redefinido no sentido em que a tradição cristã havia usado por séculos: a aplicação de termos tomados do Novo Testamento para descrever a vida de alguém, suas relações familiares, papeis como pecador e santo; e todas as hierarquias e relações de poder às quais nos achamos sujeitos hoje no mormonismo.

Quando a tradição cristã da restauração foi tomada por Rigdon e a Família para a Igreja de Cristo formada por Oliver Cowdery e Joseph Smith, toda a leitura do Livro de Mórmon passou a ser determinada pela tradição que dois personagens haviam descrito como “todas erradas”, repletas de credos declarados por Deus como abominações. No entanto, antes que seu primeiro ano se passasse, o Livro de Mórmon se encontrava confrontado pela Grande Pedra de Tropeço.

Qual o problema?

Na visão de Néfi, em Primeiro Néfi, há um anjo falando sobre um livro que irá a todas as nações e que é uma corrupção de um texto que antes continha o testemunho dos Doze Apóstolos do Cordeiro e muitas profecias e convênios relacionados ao passado e futuro da humanidade. Esse livro o anjo chama de O Livro do Cordeiro e chega a nós como A Bíblia Sagrada.

O anjo explica a Néfi que a corrupção não aconteceu por acidente, mas para endurecer os corações e cegar os olhos dos homens, para levá-los à descrença e finalmente ao cativeiro do Diabo. Assim, o Livro de Mórmon começa com uma afirmação sobre a Bíblia: que levou todas as nações, como Néfi depois profetiza, ao cativeiro. Essas nações são às quais se dirige quando avisa sobre proclamar que “tudo vai bem em Sião”. Não é que não esteja tudo bem em Sião, mas aqueles que dizem não estão, de fato, em Sião: estão no Reino do Diabo, o qual deve ser sacudido para despertar aquelas almas trazidas a seu cativeiro. O Livro de Mórmon é o primeiro alarme.

Porém, quando soou em 1830, o tradutor e seu escriba aparentemente endossaram a Bíblia e o projeto cristão de restaurar uma igreja baseada na Bíblia. Enquanto Cowdery parece ter sido tão restauracionista quanto Sidney Rigdon, Alexander Campbell e John Knox, Joseph Smith não estava tão interessado na restauração da Igreja quanto em trazer de volta a Casa de Israel, ao restaurar a ela o conhecimento que foi removido do Livro do Cordeiro e substituído por histórias tolas, violência e jogos de poder lidos hoje nas páginas da Bíblia cristã.

Quando Joseph Smith reuniu os discípulos de Cristo para uma primeira conferência da Igreja de Cristo, leu a eles os Artigos da Igreja, de Oliver Cowdery, e então leu, ironicamente, do livro de Ezequiel, capítulo 14. É cheio de sutilezas que devemos entender se quisermos entender Joseph Smith, e como opera o sacerdócio celestial, em contraste com o sacerdócio gentio, o qual podemos descrever como vindo de Sidney Rigdon, um homem sobre quem se dizia realizar “uma grande obra na terra, sim, entre os gentios, pois sua loucura e suas abominações serão manifestadas.” De fato, a restauração de Rigdon e o fato de levar a Joseph Smith coisas tomadas de Campbell, como as três grandes ordens do sacerdócio e a restauração do cristianismo primitivo, continuam a mostrar a tolice e abominações de nós, gentios, que insistimos que o sacerdócio é o poder que faz milagres. Continua sendo uma grande obra.

No entanto, a Rigdon o Senhor deixa claro que, seguindo a “grande obra”, é pela fé que milagres, sinais e maravilhas ocorrem “a todos os que acreditarem em meu nome.” D&C35. Todas as coisas agora atribuídas ao sacerdócio foram descritas a Rigdon, chamado de bíblia ambulante, como resultados da fé. 35:11 “Mas sem fé nada será mostrado, exceto desolações sobre Babilônia, a mesma que fez com que todas as nações bebessem do vinho da ira de sua fornicação.”

Quando Joseph Smith reuniu a igreja de Cristo em junho de 1830, leu da Bíblia dos gentios estas palavras:

CAPÍTULO 14

1 E vieram a mim alguns homens dos anciãos de Israel, e se assentaram diante de mim.

2 Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

3 Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos nos seus corações, e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles?

4 Portanto fala com eles, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Qualquer homem da casa de Israel, que levantar os seus ídolos no seu coração, e puser o tropeço da sua maldade diante da sua face, e vier ao profeta, eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei conforme a multidão dos seus ídolos;

5 Para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos.

6 Portanto dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor DEUS: Convertei-vos, e tornai-vos dos vossos ídolos; e desviai os vossos rostos de todas as vossas abominações;

7 Porque qualquer homem da casa de Israel, e dos estrangeiros que peregrinam em Israel, que se alienar de mim, e levantar os seus ídolos no seu coração, e puser o tropeço da sua maldade diante do seu rosto, e vier ao profeta, para me consultar por meio dele, eu, o SENHOR, lhe responderei por mim mesmo.

8 E porei o meu rosto contra o tal homem, e o assolarei para que sirva de sinal e provérbio, e arrancá-lo-ei do meio do meu povo; e sabereis que eu sou o SENHOR.

9 E se o profeta for enganado, e falar alguma coisa, eu, o SENHOR, terei enganado esse profeta; e estenderei a minha mão contra ele, e destrui-lo-ei do meio do meu povo Israel.

10 E levarão sobre si o castigo da sua iniquidade; o castigo do profeta será como o castigo de quem o consultar.

11 Para que a casa de Israel não se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões; então eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus, diz o Senhor DEUS.

A Bíblia da qual ele leu é aquele Ídolo, a pedra de tropeço de iniquidade que continua levando homens ao cativeiro. Ao longo da história do Livro de Mórmon, este tem sido sujeitado ao propósito maligno daquele para cegar os olhos e endurecer os corações dos homens. Por isso, devemos reimaginar o Livro de Mórmon completamente fora da tradição cristã e fora das nossas definições herdadas da Bíblia.

Este é apenas um início:

Note que o Jardim do Getsêmane – pedra fundamental da expansão feita pela Igreja SUD da noção de São Anselmo da expiação como um sacrifício vicário – não é mencionado em nenhuma parte do Livro de Mórmon. Além disso, assim como “restauração” é definida nesse livro de forma diferente de como a tradição cristã a define, o mesmo ocorre com o termo “expiação”. Assim, nossa experiência com Cristo é determinada pelos credos que ele ou seus amigos declararam como abominações.

Note que a torre de Babel tampouco é mencionada no Livro de Mórmon, ainda que tenha sido colocada na introdução do Livro de Éter em 1879 por Orson Pratt. Ao localizarmos os jareditas dentro da tradição bíblica, herdamos a cronologia dos eruditos bíblicos, e seu folclore, e isso tem causado grande dano ao nosso entendimento dos jareditas.

Note que nossa teoria da deidade não é claramente descoberta no Livro de Mórmon, a não ser que racionalizando e excluindo as afirmações claras em que Jesus diz ser o Pai e o Filho, assim como afirmam Alma, Amuleque, Abinádi e o irmão de Jarede. Parece, portanto, que nossa teologia não vem do Livro de Mórmon, mas das tradições cristãs declaradas erradas.

Joseph Smith

Joseph Smith

Então por que Joseph Smith não consertou tudo e explicou como a Bíblia conforme lida pelos Restauracionistas é uma obra do mal, projetada para escravizar almas e leva-las ao inferno? Se voltarmos à passagem de Ezequiel, capítulo 14, está claro que o profeta não pode falar a não ser através dos ídolos estabelecidos ante as faces dos homens.

Estabelecemos a Bíblia e continuamos a fazer isso; e o fruto dela é a Corporação do Presidente, com todas as suas hierarquias, ofícios bíblicos e soberba sobre a restauração da igreja. Tudo isso herdamos de uma tradição declarada errada, e tudo isso, ao longo de dois séculos, foi cuidadosamente integrado às nossas imaginações, de forma que ao ler o Livro de Mórmon raramente vemos o que está no papel; ao invés disso, nossas imaginações foram colonizadas pela Bíblia e pela estrutura e hierarquia que realizamos todos os domingos, ao interagir uns com os outros. A igreja, em outras palavras, é um cordel de linho levando-nos ao cativeiro, e o Livro de Mórmon tem sido sujeito, por tempo demais, a falsas tradições e ídolos, pedras de tropeço da iniquidade.

Já passou da hora para que nós, gentios, a quem o Livro de Mórmon foi profetizado chegar para nos mostrar as misericórdias de Deus, compreendamos que ele não é e nós não somos como a Bíblia descreve. Quando recebemos esse livro, declaramo-nos a Casa de Israel e também a igreja cristã restaurada, confundindo toda a narrativa e bloqueando nosso entendimento de qual é nosso papel na história do mundo. Se a Bíblia é corrompida, não temos motivo para acreditar que sabemos algo sobre a Casa de Israel, ou a Terra Prometida, ou Moisés ou mesmo quem são esses doze apóstolos do Cordeiro. Quando removemos a Bíblia da nossa imaginação, encontramos que o Livro de Mórmon é uma terra de maravilhas e há uma vasta paisagem sobre a qual não sabemos nada, porque temos usado o mapa errado.

O Livro de Mórmon chegou a nós, não para que pudéssemos construir uma igreja falsa que fingimos ser como a do Novo Testamento, mas para que nossos corações se abram e possamos acreditar no Deus Altíssimo: quando povo em Abundância orou ao Deus Altíssimo, quem apareceu e os abençoou? Foi Jesus.

Com uma leitura reimaginada do Livro de Mórmon, livre das cadeias da Bíblia cristã, podemos esperar por um bom futuro, não o Apocalipse: com novas revelações das Placas de Latão e a restauração do Livro do Cordeiro, e com essas novas revelações, nós, gentios, encontraremos de verdade os remanescentes, aqueles lamanitas perdidos que se pensaram um dia ser índios, então este grupo, e depois aquele grupo (dependendo das taxas de batismo crescerem entre censos populacionais). Quando encontrarmos esses poucos remanescentes, então a obra do Pai começará, uma obra maravilhosa e um assombro.

Até então, permaneceremos num dia de iniquidade e abominações, tendo estabelecido ídolos e pedras de tropeço diante de nossos rostos, e insistindo que o Profeta nos dirá todas as coisas necessárias para nossa salvação. Estamos em cativeiro, e este começou com a Bíblia, e terminará quando libertarmos nossa mente da Bíblia sempre que lermos o Livro de Mórmon.

Original em inglês disponível aqui.

About these ads

Sobre Vozes Mórmons

A Assoc. Bras. de Estudos Mórmons têm como missão: promover, incentivar, estimular, facilitar e divulgar a produção intelectual e literária de estudos acadêmicos e expressões artísticas sobre Mormonismo no Brasil. Ela cumpre sua missão ao impulsionar os estudos Mórmons no Brasil, incentivando a produção de conhecimento pela qual a tradição Mórmon possa ser lida, debatida, interpretada, e analisada de maneira aberta, honesta, e diversificada, além de criar um espaço para compartilhar essa produção e esse diálogo dentro de uma comunidade de aprendizado e produção intelectual entre Mórmons brasileiros e estrangeiros, bem como entre Mórmons e não-Mórmons, e entre acadêmicos brasileiros.
Esse post foi publicado em Acadêmicos, Cultura Mórmon, Estudos Mórmons, Filosofando, História, Joseph Smith, Mórmon, Mormon, Novo Testamento, O Livro de Mórmon, SUD, Vida Mórmon, Vozes Mórmons e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

18 respostas para A Bíblia e sua restauração de uma pedra de tropeço

  1. Jamil Jorge Jarjura Junior disse:

    Excelente texto.

    Muito interessante a visão de Daymon Smith sobre o papel da Bíblia (Novo Testamento) em nossa leitura do Livro de Mórmon.

    Fica então uma pergunta: Como libertarmos nossa mente da Bíblia ao lermos o Livro de Mórmon, visto que nosso imaginário SUD está impregnado pela tradição bíblica restauracionista?

    As obras de Daymon Smith (em especial os três volumes de “A Cultural History of the Book of Mormon”) poderiam ser traduzidas para o português. Com certeza, pelo número de pessoas que tem participado dos debates por aqui, em minha opinião, temos um público ávido por publicações desta envergadura.

  2. Excelente! Sempre fui apedrejado por pensar assim.

  3. Celso Assis disse:

    Perdoem minha falta de capacidade ao interpretar textos, mas se o Livro de Mórmon veio ao mundo para nos libertar de toda essa tradição que perpetua por dois mil anos, como então deverá ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias? Como deverão ser os verdadeiros cristãos, já que, pelo texto, o Livro de Mórmon nos indica o caminho para Deus de uma forma mais pura?

    • Não acredito que seja exatamente isto, pois quando o pai de J.S o questionou sobre a Biblia e o Livro de Mórmon, J.S respondeu que o LM não venho para destruir a B mas sim para testificar de Jesus Cristo. É verdade que existe uma pureza no LM concordo foi traduzido diretamente por um profeta. Mas, a Bíblia todos que a acusam, podem apontar que corrupções são estas? Pois, para mim que conheço o LM fica muito fácil compreender ao ler a Biblia o que é ou não corrupçao. Algo interessante, é que nos meus estudos até hoje, toda doutrina do LM eu encontrei dentro da Bíblia e até mesmo, fundamentos de doutrinas como batismos pelos mortos que não é mencionado no LM (claro temos que lembrar que nós não possuímos o LM completo.) Bom, eu vejo poucos fragmentos na Biblia de traduçao ou contradição em escrituras. Mas, no restante gostaria de ver exemplos doutrinários onde a Bíblia estaria colaborando para condenação de alguém em alguma doutrina? Eu não dispenso o LM , mas acredito que ele é um livro escrito para os gentios. No próprio LM é dito que ninguém compreende a (B) como os judeus compreendem… A B é vara de Judá e o LM a vara de Efraim. Nunca Deus revogou a B apenas trouxe o LM para que a pureza do evangelho fosse ensinada. Uma vez que se conhece a doutrina e se possui o dom do Espirito Santo verdadeiro! Não podemos nos confundir ao ler a B pelo menos é o que eu percebo.

      • nobody.all@gmail.org disse:

        Um exemplo de com uma tradução pode mudar o sentido do texto original:

        A palavra “gentios” vem de “Goym” que significar:
        -”Pessoas não judias.”

        Quando Deus chamou Abraão para a terra da herança ele disse que seria feito ali um grande nação “Góy gadol” que significa:

        -”Grande nação.”

        No entanto as promessas feitas a Abraão, tinham haver com as outras nações e não apenas com a casa de Israel Gên. 12:1-3

        1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
        2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
        3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

        Como o SENHOR esperava abençoar os “gentios” através de Abraão?

        Adão que “Adam” vem de “Adamá” que é a terra, isto mostra uma conexão forte entre Adão a Terra de onde foi tirado, e todas nações “Goym”.

        Quando a palavra usada foi para “as nações do mundo ” mishpachot ha-adamá, Moisés referiu-se diretamente a ligação entre Adão, Terra e sua dencendência.

        Por isso o termo “Gentio” = Goym Não deveria ser traduzido e utilizado de forma tão pouco significativa.

        Entende…. (Nem sempre nas traduções da Bíblia poderemos visualizar estes écos que são tão sutis a não ser em seu original.)

      • etail2354@hotmail.com disse:

        Um exemplo de com uma tradução pode mudar o sentido do texto original:

        A palavra “gentios” vem de “Goym” que significar:
        -”Pessoas não judias.”

        Quando Deus chamou Abraão para a terra da herança ele disse que seria feito ali um grande nação “Góy gadol” que significa:

        -”Grande nação.”

        No entanto as promessas feitas a Abraão, tinham haver com as outras nações e não apenas com a casa de Israel Gên. 12:1-3

        1 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
        2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
        3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

        Como o SENHOR esperava abençoar os “gentios” através de Abraão?

        Adão que “Adam” vem de “Adamá” que é a terra, isto mostra uma conexão forte entre Adão a Terra de onde foi tirado, e todas nações “Goym”.

        Quando a palavra usada foi para “as nações do mundo ” mishpachot ha-adamá, Moisés referiu-se diretamente a ligação entre Adão, Terra e sua dencendência.

        Por isso o termo “Gentio” = Goym Não deveria ser traduzido e utilizado de forma tão pouco significativa.

        Entende…. (Nem sempre nas traduções da Bíblia poderemos visualizar estes écos que são tão sutis a não ser em seu original.)

      • Silvio Nunes disse:

        Gostei etail2354 finalmente alguém que entende de Torah…

        Abraço

  4. Fabio disse:

    ” E aconteceu que o anjo me falou,dizendo: Olha! E olhei e vi muitas nacoes e reinos. No 3 ele diz que essas sao as nacoes e reinos dos Gentios e a formacao de uma grande igreja abominavel que : Mata os Santos de Deus; tortura e omprime-os com um jugo de ferro e leva os ao cativeiro. Essas caracteristicas da tal igreja sao fundamentais para entender essa profecia. Nacoes dos gentios, Nefi nao especifica se sao os Gentios Romanos, Os Gentios da epoca de Joseph Smith, Os gentios atuais ou Os Gentios em um futuro. O fato de essa igreja matar e torturar os santos elimina os Gentios Romanos pois a Igreja do Cordeiro nao estava estabelecida e tampouco havia Santos vivos para serem torturados ou mortos, tambem elimina os Gentios na epoca de J.S pois a perseguisao dos Santos pioneiros era localizada e afinal eles estavam livres para fugirem tanto e que fugiram para o Oeste Americano, tambem elimina os Santos atuais, pois eu nao conheco nenhum Santo dos ultimos dias sendo preso, torturado ou morto, nenhum Apostolo em cativeiro ou coisa parecida. Outro aspecto importante da profecia e o fato de essas nacoes gentias estarem separadas dos descendentes de Lehi pelas muitas aguas, vale se lembrar de que a maioria dos descendentes de Lehi ocupam a costa Oeste das Americas, Chile, Peru, Venezuela, Mexico, California etc… isso fica evidente que as muitas aguas a qual Nefi se refere seja o Pacifico e os gentios sejam os Gentios Asiaticos que em algum tempo no futuro recebam poder de Deus para sairem do Cativeiro e atravessar as muitas aguas ate a semente de Lehi. A Igreja abominavel sera estabelecida tambem sobre as muitas aguas chamada pelos Nefitas de Irrentum (Oceano Pacifico). Para mim fica claro que tal igreja ainda nao esta formada mas esta em processo de formacao e que essas profecias ainda nao foram cumpridas literalmente.

  5. Leandro disse:

    Espero ter entendido errado, mas… O que me parece é que o Cristianismo trocou o Antigo Testamento pelo Novo e o Mormonismo está trocando o Novo Testam. pelo Livro de Mórmon!? É isso? Se for, muito boa a jogada! Inteligentíssimo!

  6. Silvio Nunes disse:

    Desculpe Antônio e demais colegas do Vozes Mórmons!

    Mas o texto é confuso… Observe … Inicia argumentando que para Joseph Smith “restauração” significava muito que trazer de volta uma igreja cristã e em um segundo momento diz que as ideias sobre cargos e partes restauradas já estavam na mente e em uso por Campbell e Rigdon. E que há uma “contaminação” de ideologias trazidas do NT quando lemos o Livro de Mormon… Isso para mim é uma confusão…

    Na verdade compromete a autenticidade do livro de Mormon… (Isso não me incomoda, na realidade eu creio que há muito ainda por se descobrir sobre o Livro de Mormon)

    Mas o que realmente incomoda é a afirmação “A restauração da Casa de Israel é trazê-la de volta a Deus”… Eu diria não para judeus… Judaísmo não é religião… Religião significa religação com Deus, mas judeus nunca estiveram desconectados de Deus, portanto não há necessidade de uma religação e consequentemente não se pode dizer que judaísmo seja uma religião. Por este motivo, “sure”, não há necessidade de trazer a Casa de Israel de volta a Deus…

    Isto tudo explicado do ponto de vista de um judaísta… Outro equivoco do texto é que dá muito crédito ao Novo Testamento a ponto de afirmar que ele cria uma “blindagem” ao entendimento puro do Livro de Mormon… (Eu creio que esse termo não expressa exatamente o que é mostrado, tampouco é o que eu queria usar, mas não encontro uma palavra mais adequada…) É como se o autor quisesse nos dizer que não há uma leitura pura do LM se estamos contaminados com as ideias dos restauracionistas. Eu até concordo também que o cristianismo encontrado no Novo Testamento atual é um cristianismo fabricado em uma determinada época, entretanto o autor transforma a bíblia é uma especie de Baalim… Isso é muito confuso porque o protagonista do NT é Cristo… Tudo fala sobre Cristo e há um esforço grande em manter esta divindade mesmo no Livro de Mormon… (Desde o prefácio)

    Perdoe-me Antônio, mas desta vez eu achei o texto bem ruim…

    Abraços

    • Acho que você tem um equívoco, Israel são judeus? Não, no contexto da Bíblia Israel são as doze tribos e judá é apenas uma delas. são doze. Trazer Isarel a Deus não significa trazer os judeus a Deus mas toda casa de Israel todas as tribos.

      • Silvio Nunes disse:

        Não Israel devem ser os russos! Das 12 tribos as únicas que permaneceram foi a de Judá e a de Benjamin as demais tribos desapareceram… Deve ser por isso que são chamadas tribos perdidas, tenho uma leve impressão… Então se o conteúdo de uma nação é essencialmente “judaico” eu posso chamar de Israel apesar de não saber onde as outras 10 tribos estão. Mas acho que o contexto principal em resposta ao texto inicial não é se Israel são os judeus ou não.
        Portanto duas sugestões: (1) Identificação mais pessoal, (2) Estudo da Torah e Tanar…

        Abraço

  7. Otavio A S Pereira disse:

    A Bíblia traduzida corretamente por Joseph Smith também deve ser levada em conta.A Biblia traduzida pelo dom e poder de Deus pode nos levar a uma grandiosa e pura restauração.As revelações na conferências Gerais as Liahonas e tudo que se escreve pelo poder do Espirito Santo fazem parte de um grande todo para maravilhosa obra de restauração que é lenta e constante dependendo do ponto de vista.
    Podemos restaurar também os conflitos e dificuldades dos primeiros santos?
    Dogmas e paradigmas quebrados ?
    Conflitos de um modo diferente de pensar e receber novas revelações?
    Aperfeiçoamento de líderes que se debatiam em conflitos interiores e exteriores ?
    Tudo se restaura…A Luz e sua oposição eterna…Lembremos que há restauração ! E não a perfeição final de tudo e de todos.A Doutrina e os principios são perfeitos, agora a prática,vivência e interpretação é outra história.

  8. martin5000 disse:

    Pensar que o próprio Joseph Smith não estivesse sob influência de um mundo cristão, profundamente arraigado no Novo Testamento, é muita ingenuidade, de fato penso que o texto é confuso porque ele inicia com a seguinte afirmação “Uma das ironias do Livro de Mórmon é que seu tradutor e seu escriba frequentemente entendiam mal o que diz o texto”, se for pensar dessa maneira, o foco de Joseph Smith estava na contramão do que é ensinado. Na sequencia “A restauração da Casa de Israel é trazê-la de volta a Deus, e isso acontece pela restauração do conhecimento sobre seus convênios e sua misericórdia desde a Criação até esta tarde”, mas a grande maioria dos convênios introduzidos tem pouco o nenhum ensinamento contemporâneo de Cristo ou qualquer de seus discípulos (não estou dizendo que não haja convênios que foram ensinados por Cristo), temos ensinamentos que nem mesmo aparecem no livro Mórmon (batismo vicários, casamento celestial), penso sobre o que o Leandro falou, que ocorre uma troca, penso eu que essa troca se dá do Novo Testamento pelo Nosso Testamento (Doutrina e Convênios), porque o fundamento dos maiores dogmas da igreja atualmente se fundamenta em ensinamentos de Joseph Smith, como Casamento Eterno, Batismo Vicário, Construção de Centenas de Templos (Lembrando as Escrituras somente se Referiam que havia um lugar na Terra), Hierarquia Verticalizada (Como a igreja católica), tenha visto que no primeiro século a organização da igreja era horizontalizada. Penso eu que muitas doutrina e ensinamento heréticos ou considerados anti cristãos, foram novamente realinhados como ensinamentos de Cristo, por responderem melhor a perguntas de uso prático, cabe lembrar que Joseph Smith adorava idéias novas, como foi com o período Maçônico, existe muita coisa ensinada e pregada por Joseph Smith e seus companheiros que hoje não tem mais lugar na Moderna Teologia Mórmon, porque com a avanço da pesquisa e estudo, já não se sustentam mais, seja por questões morais, ética, ou simplesmente doutrinárias.
    Hoje quem é maçom sabe que a grande maioria dos ritos executados dentro dos Templos SUD são semelhanças dos ritos maçônicos. Quem se filia a Igreja hoje, não sabe da existência de uma “Mãe Celestial”, ou que o sacerdócio era concedido a Mulheres, que homens negros não podiam usufruir dos mesmos direitos que todos os demais, que beber de fumar, não era tão proibido assim, que muitas ordenanças foram modificadas porque simplesmente as pessoas se constrangiam ao executa-las, que Líderes se casavam pluralmente e até mesmo com mulheres já casadas, que existem cerca de 10 versões da primeira visão de Joseph Smith, isso confirmado por uma publicação chamada “Open de Havens” escrita por 2 pesquisadores da BYU.
    Hoje a Igreja tenta alinhar seus ensinamentos mais com Cristo do que como uma teologia bíblica, porque até mesmo para explicar alguns ensinamentos do Livro de Mórmon ou da Doutrina e Convênios em relação a Bíblia e preciso uma malabarismo escriturístico e muito imaginação.
    Não pensem que sou simplório, sei muito bem do nível de corrupção pela qual a Bíblia passou ao longo de séculos, basta ler as obras de Barth Erhman e Reza Aslan para se ter uma breve idéia.
    O que quero insinuar, é que é quase impossível uma obra não sofrer com a influência da época, lugar, costumes, tradições. O próprio Joseph Smith, diz que ao traduzir o Livro de Mórmon utilizou palavras que conhecia, ou seja a tradução ficou limitada a sua capacidade literária, e que mais tarde revisões precisaram ser feitas, que hoje se somam a quase 2.000, quantas dessas revisões foram inspiradas, ou quantas foram para atender aos enseios humanos.
    Existem muita coisa a ser descoberta, por enquanto somente conseguimos vislumbrar aquilo que nossos olhos alcançam, mas não precisamos ser ingênuos ou obtusos.

  9. Alano disse:

    A Biblia nao se corrompeu com o passar dos anos, nem o LM. Ambos sofreram retoques, mas nao sao suficientes para mudar sua essência e seu espirito. Mas vale lembrar que qualquer que tenha sido o estudo das origens ou dos textos mais fieis da Biblia, no maximo se chega a um tempo posterior ao cativeiro na Babilonia, em que a lingua hebraica foi esquecida pelo povo e que tudo teve que ser reescrito acrescendo-se de vogais e o povo reinventou sua lingua, com grande influencia e ajuda dos babilonios, que patrocinaram tal trabalho. tendo claro este capitulo da historia mundial se entende melhor o que um profeta de Deus quer dizer quando diz que a Biblia pode nao ser totalmente confiavel.

    • Fabio disse:

      Exato, o Espirito da Biblia e do Livro de Mormon apesar de incompletos sao suficientes para testificar de Cristo e nos manter no caminho, quando a Biblia completa surgir assim como o registro completo dos Nefitas e Escrituras adicionais vindo das outras tribos ai teremos um entendimento melhor.

  10. Daison disse:

    Boa colocação martin5000.

Deixe um comentário abaixo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s