Por Que As Mulheres Não Foram Incluídas?

Texto por Lori Burkman

Chieko Okazaki, Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro (1990-1997)

Chieko Okazaki, Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro (1990-1997)

Em 2005, a outrora Primeira Conselheira da Presidência Geral da Sociedade de Socorro Chieko N. Okazaki deu uma incrível entrevista a Gregory Prince para a revista Dialogue: a Journal of Mormon Thought.1  De todas as vezes em que ouvi uma mulher representante da Igreja falar em público, eu jamais me havia impressionado tão profundamente ou aprendido tanto como com este entrevista. A irmã Okazaki falava de maneira surpreendetemente aberta e franca sobre como mulheres são ignoradas na Igreja, não consultadas sobre assuntos importantes, ou carecem de um sentimento geral de auto-importância.

A entrevista começa da seguinte maneira:

Em todas as minhas reuniões com as jovens mulheres ou com as mulheres da Sociedade de Socorro, eu costumeiramente me surpreendo com a percepção de que elas não sentem que possam funcionar como mulheres na Igreja — não todas, é claro, mas muitas delas que vieram a mim e conversaram comigo. Eu fico me perguntado: “Como chegaram elas a este ponto de se sentir de que não valem muita coisa na Igreja?

Será que sou apenas eu, mas não é uma observação chocante para uma mulher que serviu em tantas posições de liderança geral dizer assim, tão abertamente? Na minha experiência, o status quo para líderes é falar do quão maravilhoso é a capacidade da Igreja de fazer as mulheres se sentirem valorizadas. Se muito, dirão que a Igreja é a organização número 1 no mundo em fazer mulheres se sentirem valorizadas. A franqueza e a honestidade da irmã Okazaki é uma fonte de conhecimento e percepção dos desafios encarados por mulheres Santos dos Últimos Dias.

Quanto mais eu aprendo sobre a irmã Okazaki, mais me impressiono com ela. Em 1962, ela foi a primeira mulher não-Branca a servir em qualquer posição de uma auxiliar geral da Igreja SUD e foi a primeira mulher a servir todas as três organizações SUD para mulheres em âmbito geral, sendo seu maior chamado o de Primeira Conselheira da Presidência Geral da Sociedade de Socorro entre 1990 e 1997. Estarei citando sua entrevista de 2005 para a revista Dialogue frequentemente porque eu acho muito importante para que todas possam ouvir o registro cândido e emocionante da estória desta mulher.

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Harold B. Lee

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Harold B. Lee

Ela era muito dedicada no serviço das mulheres da Igreja através de seus chamados, mas frequentemente sem saber como faze-lo porque mulheres simplesmente não eram convidadas a participar das reuniões onde as grandes decisões eram tomadas, mesmo sendo membro da Presidência Geral da Sociedade de Socorro. Visto que sua função como Primeira Conselheira na Presidência Geral da Soc-Soc incluia supervisionar a estrutura educacional para as irmãs da Igreja, a irmã Okazaki procurava meios pelos quais as lições dominicais poderiam suprir as necessidades atuais das mulheres na Igreja. Ela percebeu que o manual de lições estaria sendo atualizado em breve, então em espírito de oração redigiu guias gerais importantes para inclusão no processo em andamento. Após suas guias gerais serem aprovadas pela Presidência Geral da Soc-Soc, ela os levou ao Comitê de Currículos. Imediatamente lhe avisaram que seus guias gerais para o manual de lições e suas sugestões não seriam necessários porque um novo manual já havia sido escrito para elas e já estava quase completo.

Eu perguntei sobre o que [seria o novo manual", e ele me respondeu dizendo: "Bom, é o manual de Harold B. Lee". Seria o primeiro na série de Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. Eu perguntei, então: "Por que estão escrevendo para nós mulheres um manual sobre Harold B. Lee?" Ele não sabia. Eu relatei a conversa à presidência [da Soc-Soc], e então fomos todas ao Comitê de Currículos perguntar: “Do que se trata isso?” Eles responderam: “Bom, nós já estamos quase terminando o primeiro livro.” Ao que respondemos: “Vocês já estão quase terminando o primeiro livro e nunca lhes ocorreu de nos contar isso? Por que estamos ouvindo disso pela primeira vez só agora?” E eu perguntei: “Quem escreveu este manual?” Resulta que foram cinco homens, e que os manuais para o Sacerdócio de Melquisedeque e para a Sociedade de Socorro teriam as mesmas lições. E eu perguntei: “Por que as mulheres não foram incluídas nisto?

Meninas Não Permitidas

Meninas Não Permitidas

Como no caso com os manuais novos, o maior obstáculo para conseguir-se que as necessidades das mulheres fossem levadas em consideração fora o fato delas simplesmente não serem incluídas onde as conversas e discussões mais importantes ocorriam. Em âmbito local, a irmã Okazaki sugeriu na entrevista que a Igreja se beneficiaria enormemente se a Presidente da Soc-Soc fora incluída em todas as reuniões de Bispado. O modelo atual de apenas trabalhar com o Bispo durante o Conselho de Ala (um grupo maior onde todas as auxiliares estão representadas) não é o suficiente. Em âmbito geral, ela achou que as mulheres eram excluídas de uma maioria esmagadora dos comitês e reuniões importantes e que assim não serviam as necessidades das irmãs em pé de igualdade com as dos homens.

Perguntamos, certa vez, se poderíamos participar do comitê de construção e do comitê de templos, porque às vezes pensamos “por que construíram desta maneira? Isto simplesmente não funciona bem para as necessidades das mulheres.” E queríamos estar no comitê de templos porque há muitas coisas que afetam as experiências de mulheres nos templos. Mas nós nunca fomos autorizadas a participar destes comitês.

A parte da entrevista que mais me surpreendeu foi descobrir que a Presidência Geral da Sociedade de Socorro sequer havia sido notificada que trabalhava-se no texto da ‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’. Elas não foram informadas dele, elas não foram consultadas de qualquer maneira sobre o rascunho do texto, e elas não foram perguntadas sobre preocupações específicas de mulheres que poderiam ser incluídas. Quando ela foi apresentada ao texto final, sua reação foi esta:

“Como é possível que não fomos consultadas?”

Greg Prince seguiu com outra pergunta: “Vocês nem sabiam que se estava trabalhando nisso?”

Não. Eles apenas nos perguntaram em qual reunião anuncia-lo, e nós respondemos: “O que quer que o Presidente Hinckley decidir estará bem conosco”. Ele decidiu faze-lo na reunião da Sociedade de Socorro. O Apóstolo que era nosso contato disse: “Não é maravilhoso que ele decidiu  anuncia-lo na reunião da Sociedade de Socorro”? Bom, isso estava bem, mas enquanto eu lia, eu pensava como poderíamos ter feito algumas mudanças nele. Às vezes eu penso que eles estão tão ocupados que eles esquecem que nós estamos ali.

‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’ é um documento que nos guia em nossa compreensão dos papéis de mulheres, homens, e da unidade familiar no plano de Deus. A proclamação delineia uma ideologia para a família e tem sido o padrão pelo o qual todos os membros da Igreja são encorajados a se espelhar.

'A Família: Uma Proclamação Ao Mundo' da Primeira Presidência e do Conselho dos Doze Apóstolos (1995)

‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’ da Primeira Presidência e do Conselho dos Doze Apóstolos (1995)

Então, se ‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’ é uma declaração pública feita pela liderança da Igreja com a intenção de ajudar os Santos enquanto enfrentam desafios atuais, por que a Presidência Geral da Sociedade de Socorro não foi consultada ou mesmo notificada de seu projeto? Quando nos dizem vez após vez que a forma mais elevada de dignidade da mulher é sua capacidade de nutrir e fortalecer a família, por que então não seriam elas consultadas no projeto de um documento proclamando e delineando a posição da Igreja sobre a família? Certamente, a proclamação teria se beneficiado das percepções da Presidência Geral da Sociedade de Socorro. Do que eu  tenho lido sobre as experiências de vida da irmã Okazaki como uma minoria e uma exceção na Igreja, eu creio que ela teria insistido na inclusão de uma seção dedicada àquelas pessoas cujas famílias ou potenciais familiares não se enquadram no modelo “perfeito” por nenhuma culpa delas. Eu realmente não posso acreditar que este documento esteja completo sem incluir conselho para aqueles que jamais terão um formula familiar de dois-pais + crianças neste vida, e assegurar que eles também podem cumprir seus propósitos divinos.Muitos membros equivocadamente afirmam que ‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’ é uma revelação canônica diretamente de Deus. Se fosse o caso, então faria sentido que mulheres não fossem incluídas como consultoras, uma vez que revelações não são produtos de esforço de grupo. Mas proclamações não são para introduzir novas doutrinas, pois este não é seu papel. Se fosse, a aceitação da proclamação ao cânone teria sido votada em Conferência Geral e, por consentimento comum, sua inclusão na próxima edição do nosso cânone impresso planejada (que foi atualizado em 2013, em sua primeira atualização desde 1980). O propósito de proclamações oficiais da Igreja (há cinco tais proclamações oficiais, a mais recente das quais havia sido no sesquicentenário em 1990) não é ser interpretada ou tratada como novas revelações, mas para clarificar a posição da Igreja em assuntos que são significativos para o mundo no momento presente, com a esperança de encorajar a resolução dos Santos e aumentar sua compreensão dos assuntos do dia.2 Quando Boyd K. Packer erroneamente disse que ‘A Família: Uma Proclamação Ao Mundo’ “qualificava dentro da definição de revelação” [vídeo] enquanto dava seu discurso da Conferência Geral de 2010 ‘Limpando Seu Vaso Interior’, este erro foi oficialmente apagado quando o discurso foi publicado, e a proclamação foi corretamente descrita como “um guia que membros da Igreja deveriam ler e seguir” [correção impressa].

Eu acho que esta entrevista com a irmã Okazaki é o perfeito exemplo dos desafios que muitas mulheres encontram na Igreja de hoje. Não é que a Igreja não ame ou não valorize suas mulheres, ela certamente o faz. Mas a infra-estrutura da Igreja não permite que mulheres sejam igualmente representadas; nossas vozes não são, simplesmente, parte integral da narrativa. Visto que mulheres são rotineiramente excluídas de reuniões e comitês onde a maioria das políticas e as práticas da Igreja são estabelecidas, um vão sempre existirá para muitas mulheres entre suas necessidades e o que lhes é ofertado pela Igreja. Quando a irmã Okazaki foi questionada se as mulheres de gerações mais jovens tem uma chance de corrigir esta dicotomia, ela respondeu:

Eu preciso dizer que, nos meus 64 anos de Igreja, eu às vezes um pouco da mudança que muitas mulheres impulsionam elas mesmas, mas na maioria das vezes, eu não tenho visto mulheres dispostas a fazer tais mudanças possíveis. Por onde quer que eu vá, eu creio que elas já sabem qual é o seu lugar… Quando mulheres percebem o recado que seu papel é apenas servir de apoio e apenas concordar com as decisões do Bispo, elas se transformam em ostras.

Eu penso que a impressão que a  irmã Okazaki tem de mulheres Mórmons como sendo apenas raramente as instigadoras ou as engenheiras por mudanças relevantes dentro da Igreja é precisa; elas simplesmente não são ensinadas que este é o seu propósito, então isto raramente ocorre. Desde esta entrevista até hoje, a Internet se tornou uma estação central onde mulheres de pensamento similares podem se encontrar e começar a se organizar para melhor abordar as necessidades das mulheres.

'Nós Conseguimos', poster de propaganda de guerra (1943) por J. Howard Miller para incentivar a força de trabalho feminina da Cia. Elétrica Westinghouse.

‘Nós Conseguimos’, poster de propaganda de guerra (1943) por J. Howard Miller para incentivar a força de trabalho feminina da Cia. Elétrica Westinghouse.

Grupos como as Donas de Casa Mórmons FeministasOrdene as Mulheres, e as Jovens Mórmons Feministas se formaram para providenciar espaços produtivos e únicos para o crescente número de mulheres que se encontram necessitando de um apoio extra.

A corrente principal da Igreja descreve Feministas Mórmons como pessoas que não valorizam as mulheres e sua feminidade, e não compreendem o sagrado papel de mães e nutridoras. Assim como a irmã Okazaki, isto não poderia estar mais longe da verdade. Elas valorizam seu papel divino imensamente, mas elas apenas querem poder fazer mais para o Reino de Deus na Terra. As ações do movimento Ordene as Mulheres ao esperar na fila para pedir permissão para entrar na Sessão do Sacerdócio vem sido taxada pela Igreja como um protesto.3 Mas, novamente, isto é completamente falso. Não tem nada a ver com protesto. Ela são simplesmente mulheres SUD fiéis que desejam estar na sala para ouvir o Profeta e nossos líderes falando sobre o Sacerdócio, algo que nos asseguraram ao qual temos acesso igual, embora não o portemos nós mesmas. A Igreja também diz que as Feministas Mórmons estão propositadamente tentando ser divisivas e causar discórdia, mas novamente esta caracterização está incorreta. Estas não são mulheres sem conhecimento da doutrina e apáticas às metas e propósitos da Igreja. Elas são mulheres comprometidas com o Evangelho que elas tanto querem ver prosperar, e o único caminho através do qual podem enxergar isso acontecendo é tomando um papel mais ativo e participativo e recebendo uma estrutura paralela para crescimento e liderança. Elas podem ver que muito das políticas, mentalidades, e procedimentos atuais da Igreja atrapalham o crescimento global da Igreja, causando um (especialmente entre os jovens) a se tornarem desafetos. Elas querem fazer parte de um movimento de mudança para melhor na Igreja, de maneiras que não lhe são disponíveis ou permitidas hoje.

As Feministas Mórmons sabem que nos primórdios da Igreja, as auxiliares de mulheres tinham muito mais autonomia e  escopo que tem hoje. Joseph Smith se referiu à Sociedade de Socorro como um “reino de sacerdotisas”4 quando ele a incorporou oficialmente dentro da Igreja, e as Feministas Mórmons querem saber o quanto ele quis dizer com isto. Elas buscam a restauração das responsabilidades (como supervisionar finanças, coletar dízimos, lavar e ungir com óleo, e impor as mãos nos doentes)5 que foram originalmente ofertadas às mulheres quando a Igreja ainda era jovem.

Fazendo as Perguntas Difíceis

Fazendo as Perguntas Difíceis

As Feministas Mórmons sabem que tais solicitações soam estranhas agora, visto que poucos membros sequer sabem que mulheres já cumpriram tais funções na Igreja, mas elas esperam que, ao trazer à luz este conhecimento lhes ajudará a restaurarem-se estas responsabilidades. Elas não tem medo de fazer as perguntas difíceis sobre o porquê que suas influências e participações na Igreja vem sido reduzidas ao invés de expandidas com o tempo.

Da mesma maneira que a irmã Okazaki, muitas mulheres na Igreja de hoje sabe que é possível ter um verdadeiro conhecimento e testemunho da pura doutrina e do Evangelho de Cristo e ainda assim discordar das políticas e procedimentos da instituição terrena que leva Seu nome. Elas também sabem que ninguém jamais deveria perguntar “por que as mulheres não foram incluídas nisto?”

 

Chieko 7

1) ‘Entrevistas e Conversações. Há Sempre Um Desafio; E Entrevista Com Chieko Okazaki’, Gregory Prince, Dialogue: a Journal of Mormon Thought.

2) ‘Proclamações, Declarações Clarificam, Reafirmam Doutrina SUD’, Chuch News.

3) ‘Igreja Solicita Grupo Ativista Reconsiderar Planos de Protesto na Conferência Geral’, Site Relações Públicas da Igreja.

4) ‘Mulher e Autoridade’, Maxine Hanks (ed.), Signature Books & ‘Mulheres Mórmons Tem Sacerdócio Desde 1843′, Michael Quinn.

5) ‘Um Dom Dado, Um Dom Tirado’, Sunstone Magazine.

 

Lori Burkman

Lori Burkman

Texto Original por Lori Burkman. Reproduzido com permissão.

Lori cresceu no Noroeste Americana, tem um diploma de Letras pela BrighamYoungUniversity e serviu uma missão de tempo integral para a Igreja SUD. Casou-se no Templo de Portland em 2005 e têm três filhos pequenos. Trabalhou como webdesigner durante a faculdade, migrou para escritora técnica e editora por 3 anos, até tornar-se mãe de tempo integral. Ela adora fotografia, música, esportes recreativos, leitura, e estudos. É incrivelmente apaixonada por Mormonismo e está sempre animada para compartilhar sua estória com outros.

 

 

 

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7 comentários sobre “Por Que As Mulheres Não Foram Incluídas?

  1. Fiquei admirado com todo o texto… como adoraria lê-lo em um discurso na Sacramental, embora seria bem difícil por não se tratar de um texto da Liahona ou coisa parecida (nem tenho ideia das reações).

    Mas acredito piamente que algo precisa mudar, a começar por mim mesmo que hoje sirvo num bispado e já noto há algum tempo o que as irmãs veem relatando… percebi também o que a irmã Okazaky quis dizer com: “Por onde quer que eu vá, eu creio que elas já sabem qual é o seu lugar… Quando mulheres percebem o recado que seu papel é apenas servir de apoio e apenas concordar com as decisões do Bispo, elas se transformam em ostras.”

    Em muitas das reuniões de conselho da ala encorajei fortemente que as irmãs decidissem sobre algo, pois queria que sentissem que sua voz e opinião eram essenciais, mas elas relutam muito em fazê-lo. E pelo que vejo, tanto em rapazes como moças, o perfil de nossa juventude não parece muito inclinado a mudar alguma coisa nesse sentido (nossa juventude está cada vez mais a mercê de uma alienação perturbadora, que dificilmente os fará serem atores numa mudança significativa – quero dizer, são facilmente manipulados a fazerem o que não deveriam, mas não estão nada engajados com seu potencial divino e talvez até humano).

    Da minha parte, espero começar por mim mesmo, mudando aspectos de minha percepção que devem estar equivocados, tanto em ações como em atitudes, relativo ao valor a ser dado a essas irmãs. Realmente, para nós do ‘sacerdócio’ parece que fazemos muito e cuidamos muito bem delas, mas começo a perceber que na maioria das vezes isso foi uma ilusão social nos imposta, não condizendo totalmente com a realidade (pelo menos não no contexto atual).

    No final das contas eu não sei realmente do que os ‘irmãos’ (e algumas irmãs) tem tanto medo. Noto esse medo em muitas coisas, e o quanto ele afugenta e oprime, causando inclusive evasão de membros. Espero um dia entender tudo isso.

  2. O texto fala que na entrevista que a Irma Okazaki deu ela mencionou a experiencia de perguntar por que as mulheres nao foram incluidas na redacao do manual Ensinamentos dos Presidentes da Igreja. O texto menciona que o primeiro manual foi do Harold B Lee, mas me lembro nitidamente que foi do Brigham Young, e inclusive, o manual foi usado por 2 anos. O manual do Harold B Lee foi o terceiro a ser usado na serie de Ensinamentos Dos Presidentes de Igreja. Me pergunto: por que incluir essa informacao erronea num artigo tao bem articulado sobre o papel das mulheres na igreja sud? Ou eu estou errada? Nao que isso seja o merito da questao, longe de mim…. Mas que fiquei encafifada, fiquei….

    • É uma boa pergunta, Ana. Que memória excelente, hein?!

      Realmente, o primeiro manual na série foi o de Brigham Young. Eu me lembro da ironia e dos comentários porque o manual insinuava que Young só tivera tido uma esposa. ;-)

      Eu concordo com você que um pouco mais de cuidado na redação sempre é importante — mas também entendo que esses tipos de erros ocorrem, especialmente para escritores que não tem o benefício de redatores e editores. Na verdade, o erro está na própria Chieko Okazaki, e não na autora do texto em si. Lembre-se de que se está falando de uma entrevista oral com Chieko, e ela provavelmente deve ter confundido os manuais. Até porque, o de Harold Lee saiu em 2002, e ela só serviu na PGSS até 1997 (o de Young saiu em 1998, então ele deveria estar em produção final na mesma época em que ela estava prestes a ser desobrigada).

      • Eu também notei isso, sobre a sequência dos manuais e tals, mas envolvido em meus próprios pensamentos sobre o núcleo do assunto, acabei esquecendo de mencionar esse detalhe…

        Diga-se de passagem que o segundo manual, após o do BY, foi muito chato e massante… daí quando surgiram com o HBL (citado no artigo) deu um alívio na leitura…

        Lembrando que até hoje a maioria dos ‘professores’ SUD sequer sabe ou consegue extrair uma boa aula desses textos (assim como ocorre com as aulas da Liahona), mas atribuo isso mais as desfacelamento do sistema educacional mundial (e a Igreja não só não escapa como pouco tem feito em ralação a isso).

  3. Recentemente saiu mais uma matéria, num veículo de comunicação mais próximo do ‘olho do furação’ orientando em como os membros devem responder (já que a mídia deve ter mostrado que o movimento existe) a essas questões.

    Em outras palavras, parece uma declaração de relações públicas para membros em geral não perderem muito tempo pesquisando o assunto e se ‘enrolando’ nas respostas.

    Segue link.

    Comentários são bem vindos.

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