16 comentários sobre “Hinário não é brinquedo

  1. Interessante a inserção… parece ser um carimbo padrão.

    De certa forma entendo o zelo pelo material… a cada dois anos aqui nas alas temos nosso ‘estoque’ de hinários simplesmente dizimado, e é com certa ‘vergonha’ que entragamos a algumas pessoas para nos acompanhar nos hinos. São em torno de 60 x R$ 3,70 (R$ 222,00), atualmente.

    Além dos hinos sacros (em sua maioria muito inspiradores) serem de difícil entendimento (mecânica de como cantar aquilo) e da falta completa de cultura latina pelo canto erudito (ou similar, pois não temos música pop ou simplificada nas reuniões), os membros não cantarem os hinos com vigor (até porque alguns não sabem) torna praticament einpossível a um visitante querer acompanhar ‘o regente’.

    Daí a necessidade de cuidar bem desse material. Embora eu tenha achado a iniciativa um tanto ‘intimidadora’ demais, pois se os diáconos e mestres (atualmente garotos) cumprissem seu papel, o vandalismo seria mínimo na capela seria mínimo. E quanto às crianças, basta sempre lembrar aos pais (pois muitas vezes o que vemos são gente bem grandinha riscando nesses livros).

  2. Os hinários não foram impressos para ficarem nos escaninhos. As crianças podem e devem se familiarizar com os materiais que a igreja dispõe, mas os pais têm o dever de ensiná-las a fazer isso de forma adequada. Dizer que temos que cuidar bem dos nossos pertences e ainda melhor daquilo que não é nosso. Já sentei ao lado de uma mãe que via seu bebê amassar e despedaçar um hinário sem dizer nada. Tive vontade de interferir e delicadamente explicar que ele já não era tão novo, mas não o fiz. Depois que as páginas já estavam amassadas, descoladas da capa e quase rasgando, a mãe o fechou e escondeu. O que a criança aprendeu? Nada. Ficou chorando, pobrezinha, porque tiraram a diversão dela sem explicação. O lembrete é de 1981, mas pertinente. Ainda hoje, escutamos esse tipo de coisa e a intenção aqui é promover uma troca de idéias.

    • É claro que devem se familiarizar com os hinários, contudo precisa haver país que saibam educar seus filhos, ensinar a eles que as coisas sagradas devem ser tratadas com zelo, este é o problema.

  3. Às vezes, expresso a minha opinião de forma meio autoritária, como se fosse a única certa, mas não penso assim. Isso acontece porque fico em dúvida achando que o que é certo é certo e pronto, mas não é bem assim. Abraço!

  4. Compreendo a intenção de quem o fez, mas não funciona. Coisas assim só servem para levantar polêmicas e comentários. Carimbos não educam. O que educa é ensinar, pela palavra e pelo exemplo. As crianças, muitas vezes, destroem tudo, rasgam, amassam, jogam no chão, e os adultos não fazem absolutamente nada, fingem que não veem. O que leva alguns intolerantes a tomar atitudes como essas do carimbo, compreensíveis, mas pouco eficazes. O que funciona é ensinar a criança a conviver e respeitar o coletivo. E isso dá trabalho, então, nem todo mundo quer, dentro ou fora da Igreja, isto é um traço cultural de nossa sociedade. O coletivo é tratado com desprezo, ao inves do contrário. Mas educar dá muito mais trabalho, aborrece, frustra, entao vamos usar técnicas de coerção que… ooooopa, já ouvi isso antes, mas onde será? Gente, as crianças aprendem. Elas dão às coisas a importância que sentirem, que virem e que forem lembradas e ensinadas com firmeza e amor. Não precisa disso, além de não funcionar. A página com o carimbo será provavelmente a primeira a ser amassada.

    • Suzana,

      Concordo que isso deva ser ensinado, compreendo que educação dá trabalho, domingo passado enquanto discursava, uma criança subiu em uma das grades da janela que ficava no pulpito, todo mundo ficou olhando a cena do conselheiro do bispado tentando convencer a criança que deveria descer pois era perigoso, quanto aos pais, ninguém fazia ideia onde estavam. Educar dá trabalho, mas normas, regras, mandamentos, leis e estatutos também precisam estar ESCRITOS, eles respaldam os líderes e nos fazem lembrar do nosso compromisso em obedecer. Se os profetas apenas falassem e suas palavras não fossem escritas, do que adiantaria?

      No caso do carimbo do hinário, pode parecer pouco efetivo, mas mal, não faz nenhum.

    • Suzana,

      Concordo que ensinar pela palavra FALADA e pelo exemplo ajudam, mas a palavra ESCRITA também possui grande poder, é por meio dela que ouvimos mais uma vez a voz dos profetas vivos nas revistas da Igreja, é por meio dela que estudamos as ecrituras, é por meio dela que conhecemos a vontade do Senhor, pois Ele ordena que seus conselhos e mandamentos sejam escritos.

      Quanto ao carimbo, apesar de parecer rude, a Igreja possui normas, regras e ordem em todas as coisas, os bispos possuem inspiração de como cuidar de suas unidades, e este em particular colocou sua inspiração na prática, demonstrou preocupação e interesse pelos recursos da Igreja, coisa que muitos não fazem…

      Essa atitude respalda os líderes e nos fazem lembrar de sermos mais zelosos a cada vez que abrirmos o hinário.

      • Adriano, quando se lança mão do argumento “inspiração”, encerra-se o diálogo e esvazia-se o debate. Por isso os temas desenvolvidos aqui neste site têm muito mais uma visão acadêmica do que espiritual, e não foi minha intenção questionar a inspiração de líder algum. Como disse antes, respeito a intenção de quem o fez, mas analisando com uma visão de educadora, sob o ponto de vista de gestão educacional, que é a minha expertise, este método não é eficaz, existem outros que poderiam surtir maior, mais rápido e mais duradouro resultado, por inúmeras razões. Quando comento no VOZES MÓRMONS lanço um olhar acadêmico sobre a questão, e não somente religioso, como inclusive é a proposta do site. Sendo assim, como você disse:”Quanto ao carimbo, apesar de parecer rude, a Igreja possui normas, regras e ordem em todas as coisas, os bispos possuem inspiração de como cuidar de suas unidades, e este em particular colocou sua inspiração na prática, demonstrou preocupação e interesse pelos recursos da Igreja, coisa que muitos não fazem…”, a Igreja possui normas e regras sim, e este espaço aqui é livre para que possamos discuti-las, sinto-me bem a vontade para isso. Por esta razão este tipo de coisa falo aqui e não na aula de Doutrinas do Evangelho. Mas agradeço seu comentário, sob o ponto de vista religioso de um irmão SUD você está certo, creio que a resposta é essa mesmo. Paz.

  5. Em relação ao tema MÚSICA que foi levantado acima…nossa música não é eloquente. Não vou dizer “não é nem nunca foi” porque estaria sendo leviana, quem sabe no início foi, ou em algum lugar tão tão distante ainda não tenha se transformado em algo tão burocrático e vergonhoso como o é na maioria das nossas capelas? Música DEVERIA SER a forma mais eloquente de louvor e ensino do Evangelho, mas somos podados e limitados por pessoas em liderança que querem relegar a musicalidade a mera formalidade a ser cumprida em nossa liturgia. estamos cada vez mais engessados, chega a dar vergonha alheia. Eu creio, com todas as minhas forças, que a música no louvor inspira, edifica, acalma, emociona e ensina. E estamos num retrocesso enorme. Basta olhar em volta e perceber como a comunidade cristã lida com a música. Alguns muito exagerados, outros mais clássicos, mas ninguém a dispensa. Ninguém a transforma em mero instante para conversar ou correr para o banheiro. Só nós. Creio que o uso da música está diretamente ligado ao nosso nível de espiritualidade e até mesmo de retenção de membros, sobretudo de jovens. É preciso acordar para isso, e tenho humildemente tentado fazer minha parte. Mas a resistência, de cima para baixo, é constante e inexplicável. Querem nos transformar naqueles robozinhos baratos com uma luzinha no peito, que repetem a mesma musiquinha irritante e interminável, que nos fazem torcer como loucos para que a pilha acabe logo…

    • Que belo comentário!

      Sou há muito tempo um advogado da música da Igreja que luta sozinho no exército de um homem só.
      Sempre que posso peço para reger, para mostrar aos nossos portadores do Sacerdócio que essa não deve ser unicamente uma atribuição feminina.

      Sempre canto com vontade, vigor e em volume audível, alguns me olham com espanto e censura, mas eu não ligo, faço de coração por mim, para o Salvador e para dar exemplo de como a música da Igreja deve ser cantada.

      Se tenho oportunidade de escolher algum hino então… Quando saio dos lugares comuns começam as reclamações: “mas, só você conhece esse hino”, “vamos escolher um mais fácil, que possa ser cantado por todos” e ~mimimi mimimi mimimi~

      A maravilhosa música da Igreja está jogada as traças em nossas alas e ramos… A Igreja em âmbito mundial se orgulha de seu Coro do Tabernáculo, as presidências de estaca se contentam com um pífio e esforçado coral nas conferências, mas falta trabalho e motivações internos, para que a música ocupe um lugar de destaque em cada lar SUD, nas aulas de domingo e em nossas sacramentais.

    • Concordo plenamente, mesmo com as reunioes de testemunho estao tentando controlar o que falar. Na minha ala foi dito o seguinte absurdo (que segundo o Bispo veio direto da primeira presidencia) que todos que desejarem prestar seu “inspirado testemunho” devem falar apenas que a igreja e verdadeira, que JS foi um profeta, que TSM e um profeta etc… ou seja as reunioes de testemunho serao mais roboticas ainda, lembrando os Zoramitas no LM que se reuniam uma vez por semana para repetir a mesma coisa. De acordo com Alma esses Zoramitas estavam pervertendo os caminhos do Senhor (ALMA 31) Com a musica sacra na igreja vejo o mesmo acontecendo como vc bem disse, Que maravilhoso seria se os membros cantassem com fervor e com o Espirito, que os testemunhos viessem do coracao e inspirados pelo Espirito santo e nao por um sistema de lavagem cerebral como e o que acontece frequentemente.

      • Até onde sei não existe nenhuma carta da Primeira Presidência sobre isso, mas os Bispos são incentivados a ENSINAR aos membros o que É e o que NÃO É um testemunho e não “zoramitizar” as alas mais do que elas já são.

  6. Meus filhos quando eram pequenos olhavam para os hinarios na sacrameantal com amor e só pegavam quando autorizados por mim ou a mãe deles que observava com cuidado a maneira como eles usavam-nos,eles aprendiam nas nossas reunioes familiares que os hinarios como tudo que existe na capela era sagrado e dedicado ao Senhor,eu gostavam como eles olhavam para todos os ultencilios da capela,era com se ele buscasse ou visse o Senhor atráves daqueles objetos,foi assim que eles aprenderam a usar corretamente os hinarios na igreja.Fica a dica.

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