Pioneiros mórmons: um novo olhar

pioneers

Pioneiros mórmons em South Pass, Wyoming, aproximadamente 1859.

Dia 24 de julho marca a entrada do primeiro grupo de pioneiros, liderados por Brigham Young, no Vale do Lago Salgado, em 1847. Fugindo dos Estados Unidos, eles adentraram uma região em disputa com o México. Dois artigos publicados nesta semana, nos jornais Salt Lake Tribune e Deseret News, trazem informações pouco conhecidas e desfazem alguns mitos a respeito das condições de vida dos pioneiros mórmons.

Carrinhos de mão – cerca de apenas 5% dos imigrantes mórmons usavam carrinhos de mão (3 mil dentre 70 mil,

Pintura de Cloy Kent.

Pintura de Cloy Kent.

aproximadamente), de acordo com Paul Reeve, historiador da Universidade de Utah. Houve 10 companhias de carrinhos de mão que fizeram a jornada a oeste entre 1856 e 1860. O grupo que chegou em 1847 usava carroças, assim como a maioria dos demais pioneiros.

Rodas, cólera e armas – acidentes com as carroças, doenças e disparos acidentais de armas estavam entre as principais causas de morte, Andrea Radke-Moss, historiadora da BYU-Idaho. As carroças eram particularmente perigosas para as crianças, que muitas vezes caiam e eram atingidas por rodas. Entre as doenças, estavam a cólera e o tifo, causados especialmente pelo uso do mesmo rio para higiene pessoal, cozinhar e beber água. Muitos dos acidentes com armas eram auto-infligidos.

Bebês mórmons mais seguros – apesar de todos os riscos da migração, a taxa de mortalidade entre os pioneiros – 3.5% – era um pouco maior do que entre a população norte-americana em 1850 – 2.5-2.9% -, com a exceção das companhias Willie e Martin -16.5%. Já a mortalidade infantil, no mesmo ano, era menor entre os pioneiros: 9% entre pioneiros mórmons contra 15% na população dos EUA. As conclusões são de um estudo liderado por Mel Bashore, baseado nos registros de 56 mil pioneiros. Segundo o estudo, 46% dos pioneiros tinham menos de 20 anos.

 

 

Um comentário sobre “Pioneiros mórmons: um novo olhar

  1. Antônio, este meu comentário é muito mais um reconhecimento – que é contínuo – em relação à internet. Impressionante e maravilhoso, como ela encurtou distâncias sendo um território livre para a informação e o conhecimento. Assim sendo, permite uma analise ampla em certo sentido, inclusive com recursos que se aperfeiçoam cada vez mais, como o serviço de tradução on-line gratuito do Google, por exemplo. Possibilidades inimagináveis em um passado recente. Foi magnífica (e continua sendo) a capacidade humana em criar tal tecnologia, permitindo o conhecimento e a informação aos que desejam, tirando-os do isolamento em uma “ilha” com barreiras de idioma, distância de locais dos fatos relacionados e ainda, com informação e/ou conhecimento “editados”, em alguns casos – que evidentemente impediriam melhor avaliação, no caso específico, de aspectos históricos da igreja; por que não, também doutrinários e até mesmo administrativos. Concluindo: fica sem saber quem quer, variando apenas os motivos.

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