Maçonaria e Mórmons, Lojas e Templos, Morgan e Smith

William MorganEm 1827, David Cade Miller publicou um livro escrito por Willian Morgan que profundamente impactou o Mormonismo para sempre, e que documentou uma das grandes influências na formação Mórmon para toda posteridade.

William Morgan nasceu no estado da Virginia, em 1774. Através de uma série de revézes da vida, Morgan acabou mudando-se em 1821 para Batavia, no estado de Nova Iorque, a menos de 100 km de Palmyra, junto com sua esposa de 18 anos Lucinda Pendleton Morgan.

Por causa de conflitos pessoais mal documentados, Morgan anunciou no começo de 1826 que havia escrito, e estava prestes a publicar, um livro expositório sobre os rituais Maçônicos iniciais, incluindo os secretos sinais, palavras-chaves, e apertos-de-mão da Maçonaria.

No dia 11 de Setembro de 1826, Morgan foi preso por dívidas em haver, embora discuta-se até hoje se a prisão havia sido legal e/ou justificada. No dia seguinte, um amigo foi até onde estava preso em Canandaigua (a meros 20 km de Palmyra) pagar sua fiança, e tomando uma carruagem, viajaram até o Forte Niagara, a 100 km ao norte de Batavia, onde o rio Niagara desemboca no Lago Ontario, chegando lá no próximo dia. Depois disso, não se tem nenhuma outra notícia confiável sobre o paradeiro de Wiliam Morgan.[1][2][3]

Rápidamente, boatos espalharam-se por todo o estado, e depois para todo o país, que Morgan havia sido sequestrado e assassinado pelos Maçons por causa de seu livro ainda não publicado. Alguns meses depois de seu desaparecimento, David Miller publicou o livro de Morgan com o título ‘Ilustrações da Maçonaria por Membro da Fraternidade que Dedicou Trinto Anos Ao Assunto’. [4][5]

A publicação do livro, explorando a Maçonaria com um tom conspiratório e secretivo, aliado aos rumores de que Morgan havia sido assassinado por Maçons justamente para proteger os segredos maçônicos, rapidamente espalhou notoriedade e infâmia para a Fraternidade, tanto por Nova Iorque, como por todos os EUA. Editoriais em jornais e livros denunciavam a Ordem, e leis e/ou projetos-de-lei anti-maçônicas proliferaram. O livro em si tornou-se um bestseller! E, ainda neste furor, criou-se um movimento formal anti-maçônico, influenciando a política americana pelas próximas décadas, inclusive levando até a formação oficial de um partido político anti-maçônico que conseguiu alguns sucessos nas eleições presidenciais de 1828 e 1832. [6][7][7b]

Joseph Smith iniciou sua carreira religiosa nesse contexto.

Smith encerrou sua carreira de vidente e caçador de tesouros justamente em 1826, e iniciou o projeto do Livro de Mórmon em 1827. Publicado em 1830, ainda no meio do fervor regional e nacional contra a Maçonaria, o Livro de Mórmon apresentou temas anti-maçônicos tão fortes e evidentes que era assim descrito por leitores independentes (i.e., como a Bíblia Anti-Maçônica). [8]

Smith tanto internalizou esse sentimento de repulsa à tradição maçônica que, apesar de seu pai e seus irmãos mais velhos todos pertencerem à Ordem, Smith jamais cogitara juntar-se à ela. Inclusive, dado a proximidade geográfica e a restrições demográficas da Fraternidade, é muito provável que os próprios Smiths conhecessem Morgan, ao menos por reputação. [9]

Não obstante, mais de uma década se passaria até que o legado de Morgan cruzasse eternamente com o de Smith.

Em 1830, a viúva de William Morgan, Lucinda, casou-se com um ourives de Batavia, George Harris, e ambos se converteram ao Mormonismo logo após. Em alguns anos os Harris mudaram-se para a colônia Mórmon no Missouri e em 1838, enquanto Joseph Smith fugia de credores em Ohio, acolheram Smith em seu lar. Neste ano, Lucinda Pendleton Morgan Harris tornou-se a segunda esposa plural de Joseph Smith (para a qual há documentação, e enquanto ainda casada com George Harris), vindo a ser inclusive a primeira mulher a velar o seu corpo após o assassinato de 1844, antes mesmo da própria Emma. [10]

Mas Morgan e Smith não compartilharam apenas da mesma esposa.

Em 1841 Hyrum Smith conseguiu convencer Joseph a se tornar um Maçom, e ele foi iniciado em Março de 1842. Em seguida, em Maio de 1842, Smith estabeleceu as ordenanças do templo que ele chamou coletivamente de “investidura”. Esta “investidura” incluía sinais, rituais, roupas, e apertos-de-mão idênticos — ou quase idênticos — aos que Smith aprendeu na Maçonaria e as semelhanças eram tão marcantes e óbvias que os próprios iniciados (de ambas) notaram-nas imediatamente. [11][12][13]

Neste quesito, William Morgan figura importantemente, não como originador das ordenanças templárias Mórmons pois Smith as recebeu de seus novos irmãos nas lojas de Illinois 16 anos após a suposta morte de Morgan, mas como documentador desta influência. Nenhum SUD que tenha recebido suas ordenanças templárias, especialmente antes das mudanças instituídas em 1990, poderia ler as ilustrações (abaixo) ou as descrições de William Morgan sem reconhece-las dentro dos próprios Templos SUD.

Primeiro Aperto de Mão

Primeiro Aperto de Mão

P: O que é isto?
R: Um aperto de mão.
P: Qual aperto de mão?
R: O aperto de mão de um Aprendiz Maçom.
P: Tem um nome?
R: Tem sim.
P: Queres da-lo a mim?
Segundo Aperto de Mão

Segundo Aperto de Mão

Quarto Aperto de Mão, Aperto de Mão do Mestre, ou Sinal Seguro da Pata de Leão.

Quarto Aperto de Mão, Aperto de Mão do Mestre, ou Sinal Seguro da Pata de Leão.

Primeiro Sinal e sua Penalidade

Primeiro Sinal e sua Penalidade

Segundo Sinal

Segundo Sinal

Segunda Penalidade

Segunda Penalidade

Terceiro Sinal e sua Penalidade

Terceiro Sinal e sua Penalidade

Quarto Sinal

Quarto Sinal

Naturalmente, há muito mais na teologia e mitologia SUD que se pode rastrear da Maçonaria do que apenas as ordenanças do Templo. E certamente há muito nestas ordenanças que são originais a Smith. O que impressiona, contudo, é a clareza com que Morgan documenta a extensão da forte influência maçônica sobre os rituais mais sagrados para o Mormonismo de maneira clara e inequívoca. [14][15]

Notas e Links

[1]
[2]
[3]
[4]
[5]
[6]
[7] Homer, Michael. Similarity of Priesthood in Masonry: The Relationship Between Freemasonry and Mormonism, em ‘Dialogue: A Journal of Mormon Thought’. Vol 27, No 3, 1994.
[8] Bushman, Richard. Joseph Smith and the Beginnings of Mormonism. 1988. University of Illinois Press, pp. 119-125.
[9] Bushman, Richard. Joseph Smith: Rough Stone Rolling. 2005. Alfred A. Knopf, pp. 4494-451.
[10] Compton, Todd. In Sacred Loneliness: The Plural Wives of Joseph Smith. 1997. Signature Books, pp. 43-53.
[11] Kimball, Heber Chase, em carta para Pratt, Parley Parker. 17 Jun 1842. Arquivos SUD.
[12] Johnson, Benjamin. My Life’s Review. 1947. Zion’s Printing and Publishing Co., p. 96.
[13] Journal of Discourses 11:327-28; 18:303
[14]
[15]

Observação importante:

Mórmons consideram seus rituais templários secretos sagrados, e por respeito a esta sensibilidade, abstém-se aqui de publicar fotos comparativas dos sinais, apertos-de-mão, e penalidades (abolidas com as mudanças de 1990), embora eles sejam fartamente disponíveis pela internet. Maçons também tratam de seus rituais com sigilo, mas aqui trata-se de um documento histórico e não dos rituais e sinais atuais e utilizados presentemente. Por respeito a esta sensibilidade, tampouco se publica fotos comparativas com rituais atualizados ou presentes nas correntes e escolas mais comuns no Brasil.

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79 comentários sobre “Maçonaria e Mórmons, Lojas e Templos, Morgan e Smith

  1. Você acredita que além da boa influência que parentes e amigos de alta confiança e igualmente maçons (Hyrum Smith e Joseph Smith Sr.) tiveram sobre Joseph, a “nova esposa” (Lucinda Pendleton Morgan Harris) dele também teria contribuído neste positivo incentivo?

    • David, essa é uma pergunta interessante, mas muito difícil de se responder.

      A documentação sobre o relacionamento entre Joseph e Lucinda é muito tênue. Sabemos apenas que eles foram casados, que ela era uma mulher linda, que Smith arrumou para que ela (e seu outro marido, George Harris) morassem na mesma quadra que os Smith, que ele passou noite(s) com ela, e que ela correu para velar o corpo de Smith, sendo talvez a esposa de Smith mais chocada e abalada com sua morte além de Emma.

      Contudo, com que frequência Smith via Lucinda, é muito difícil saber. Não há sinais óbvios de que Emma suspeitasse dela, visto que ela nunca fora vítima da ira de Emma como outras foram. Ademais, é provável que Lucinda enxergasse Maçons com desconfiança, ou mesmo desdém, visto que estes haviam (supostamente) matado seu primeiro marido e que, na pobreza da viuvez e com duas crianças pequenas, os anti-Maçons haviam oferecido ajuda financeira, e não os Maçons.

      De qualquer modo, não há nenhuma documentação sobre as opiniões de Lucinda sobre o assunto da Maçonaria.

      • Entendi… Mas parece que ela não nutria qualquer sentimento anti-maçônico como você especulou, pois passados 04 anos desta possível “união” com Joseph, ele foi iniciado maçom (1842), o que se estivessem mesmo juntos, ele não poderia sem o consentimento dela!

        Ademais, diferente da corrente que esboçou em seu artigo, estou inclinado a (por hora) seguir a linha de pensamento do Historiador Hugh Nibley, a despeito de saber que você não o credita positivamente (rsrs):
        “Teria Joseph Smith reinventado o templo, reunindo novamente todos os fragmentos — judeus, ortodoxos, MAÇONS, gnósticos, hindus, egípcios, etc.? Não, não foi assim que aconteceu. Pouquíssimos fragmentos estavam disponíveis em sua época, e o trabalho de reuni-los, como vimos, só começou na segunda metade do século XIX. Mesmo que estivessem disponíveis, aqueles míseros fragmentos não poderiam ser reunidos para formar um todo. Até hoje, os estudiosos que os coletam não sabem o que fazer com eles. Não é o templo que deriva deles, mas sim, o contrário. (…) O fato de que algo de tamanha plenitude, coerência, engenhosidade e perfeição tenha sido trazido à luz num único local e momento — da noite para o dia, por assim dizer — é uma prova muito adequada de uma dispensação especial.” (“What Is a Temple”, The Collected Works of Hugh Nibley: Volume 4 — Mormonism and Early Christianity, ed. Todd M. Compton e Stephen D. Ricks, 1987, pp. 366–367, 383.)

    • Não faz diferença pois o Senhor preparou meios para inspirar o profet antes da fundação do mundo,a biblía para a rwstauração da igreja,a maçonaria pra restauração dad ordenanças de exaltação,pois o Senhor usa de meios e pequenos meios confunde os sábios e efetuam a salvação dos homens.

      • A verdade é que Joseph foi um homem bem a frente de seu tempo, não por conta das condições humildes que cresceu e viveu, mas por conta de seu chamado profético, que otimizou suas faculdades e lhe deu discernimento aguçado para reconhecer a verdade (ou parte dela) onde quer que se manifestasse, e prontamente abraça-la; pois toda a verdade, faz parte do evangelho, seja onde for que seja encontrada!

  2. Marcello, no artigo você escreveu que “o Livro de Mórmon apresentou temas anti-maçônicos tão fortes e evidentes que era assim descrito por leitores independentes…” mas numa palestra dada neste ano na 3ª Conferência anual de estudos mórmons, o palestrante Luciano Lucas, em sua palestra sobre a relação entre o mormonismo e a maçonaria expôs: “Houve na época de 1830, reivindicações públicas de que Joseph Smith Jr., tinha usado alguns trabalhos maçônicos para produzir o Livro do Mórmon“, citando como exemplo: “O conceito LIBERDADE aparece no LM 160 vezes e o IGUALDADE 50 vezes. Isso sem contar os ensinamentos maçônicos ensinados em suas narrativas“, então o Livro de Mórmon não seria uma obra mais com conceitos maçônicos ao invés de anti-maçônicos?

    • Rodrigo, esta é uma excelente pergunta. É crucial, portanto, analisar a questão em seu contexto histórico, e analisar a obra em sua totalidade e não apenas em alguns aspectos seletos.

      1) Sem dúvida nenhuma, o Livro de Mórmon incorpora diversas temas Maçônicos, como você mesmo citou. Exemplos como os temas de “liberdade” e “igualdade” estão entre os mais óbvios. Não obstante, deve-se notar que estes temas Maçônicos encontram-se dentro de um tema maior — e mais importante — dentro do Livro de Mórmon: Republicanismo.

      Joseph Smith cresceu na fase ainda nascente da República Norteamericana. Histórias e ideias que pariram os Estados Unidos ainda permeavam com força o imaginário e a ideologia dos recém-libertados ex-cidadãos ingleses fugindo de uma Coroa Imperial! Ideias e ideais Maçônicos, através das filosofias Iluministas, influenciaram todo discurso Americano durante o seu período de formação, e conceitos como “liberdade”, “igualdade”, “democracia”, “representatividade”, “justiça”, etc., eram comuns na Constituição, nas leis, nos editoriais, nas panfletagens, e como você notou, no Livro de Mórmon.

      Todo o meio cultural de Joseph Smith era colorido e preenchido por tais conceitos Maçônicos — que sequer eram reconhecidos com tal, pois haviam passado pelos moinhos intelectuais do Iluminismo Francês, e ainda mais importantemente, pelos crivos quase religiosos dos “Pais Fundadores” da Constituição e da República Americana.

      Ironicamente, Smith publicou o Livro de Mórmon justamente num período de transição, e o discurso público — em parte manchado pelo debate sobre Escravidão, em parte influenciado pelo apetite imperialista e expancionista — passou a abandonar tais princípios nas décadas subsequentes, talvez obfuscando o marco cultural que estes primeiros 50 anos deixaram sobre o Livro de Mórmon.

      2) É importante avaliar o Livro de Mórmon como uma obra inteira, e não escolher passagens específicas.

      O Livro de Mórmon apresenta, por todo a sua extensão, sentimentos Republicanos (e.g., democracia representativa, milícias voluntarias, etc.) completamente anacrônicos e distócicos com as realidades políticas para os períodos alegados, tanto para o Velho Mundo como para o Novo Mundo. Porém, mais forte que isso, o Livro de Mórmon apresenta uma contra-posição anti-Republicana como aviso ou ameaça: Maçonaria (i.e., sociedades secretas) diretamente ameaçam a sobrevivência de Repúblicas! O tema permeia o livro em tons inicialmente sutis, apenas para explodir com força inequívoca e óbvia em seus movimentos conclusivos.

      3) Além de tudo, é fundamental entender o contexto histórico e cultural do Livro de Mórmon. Como entenderam o livro os leitores iniciais? Inicialmente, tanto Joseph Smith, como os novos conversos Mórmons, assim como os críticos anti-Mórmons, bem como os poucos leitores independentes deixaram impressões documentadas de que o livro era anti-Maçom. Com o tempo, interpretações evoluíram, mudaram, e até oscilaram, mas os contemporâneos imediatos — em especial, aqueles que estavam imersos ainda na controvérsia do livro e desaparecimento de William Morgan, acreditavam que o Livro de Mórmon se contrapunha a Maçonaria.

    • Rodrigo e Marcello,

      acredito que os conversos ao mormonismo e a própria família Smith eram influenciados por ambas as tendências daquele ambiente rico e conturbado da época: de um lado o fascínio pelos segredos da maçonaria, e por outro a rejeição ao seu elitismo e “combinações secretas”. Ou seja, não havia um consenso entre os fieis da nova religião a respeito da maçonaria. Mas havia opiniões conflitantes. Joseph estava rodeado de maçons e anti-maçons.

      Na época em que Lucinda Morgan tornou-se uma heroína (e, aparentemente, musa) do movimento antimaçônico ela estava sob o mesmo ideal de um dos futuros apóstolos da Igreja sud. Em 04 de julho de 1827, num evento antimaçônico, Convention of Seceding Masons, Lucinda encontra um editor antimaçônico de Canandaigua, William W. Phelps. Phelps quase sete anos depois reencontraria Lucinda desta vez como membro da Igreja.

      Mesmo no período de Nauvoo, com a organização de uma loja maçônica e sua conexão com a Ordem Sagrada ou Quórum dos Ungidos, a posição de Joseph Smith sobre a maçonaria não é preto-no-branco: “[Joseph Smith] me disse que a Franco-Maçonaria, no presente, era as investiduras apóstatas, assim como a religião sectária era a religião apóstata.” (Benjamin F. Johnson, My Life’s Review, p. 96.)

      • Bem colocado, Antônio.

        A impressão que eu tenho é que Smith nunca abraçou a Maçonaria muito além das aparências, e que ele a via mais como uma ferramenta política do que qualquer outra coisa. De qualquer modo, muitos Maçons contemporâneos (e muitos hoje em dia) enxergavam Smith como um mentiroso e traidor, que fez juramentos que não cumpriu e que “deturpou” rituais que lhe foram consagrados. Inclusive, não são poucos os historiadores que adicionam essa traição Maçônica como uma (das muitas) ofensas de Smith que incitou as conspirações homicidas contra ele.

        O que seria irônico, posto que as últimas palavras de Smith teriam sido um Apelo Maçônico por ajuda e/ou clemência. (ver Morgan, William. Exposition and Illustration of Freemasonry, p. 84.)

      • Marcello,

        é impossível negar o apelo da proteção política representada na filiação de Joseph Smith à maçonaria, mas a utilização do simbolismo e ritualística maçônica para os rituais do templo mostram que ia muito além de uma mera ferramenta política. Aliás, Joseph comprometeu seu vínculo maçônico e o próprio respeito da instituição por ele com as mudanças/inovações que ele via como uma restauração e os maçons como uma deturpação. Mesmo que a proteção política tenha sido o fator principal que o atraiu para a maçonaria, foram os rituais que acabaram por falar mais alto e que no final fizeram as duas instituições partirem caminhos.

    • Qualquer princípio de verdade e inteligente pertence a Elohin,não importa se o Papa,Gangi,Buda ou qualquer outro disse escreveu ou pensou ,e nós usaremos quantas.vezes for necessário pois vem direto de Deus.

      • Medo? Todos temos medo do desconhecido, do que ainda ignoramos, isso é compreensível…. mas não deve ser mais assim no tocante a fraternidade maçônica e o fato de inúmeros SUDs terem se filiado a ela, sem desafios de incompatibilidade!

        A tolerância religiosa é a mola mestra do mormonismo, pelo-menos na teoria… Precisamos, como Brigham Young ensinou repetidas vezes, reconhecer os princípios de verdade iluminados não só no mormonismo, mas em muitas organizações, instituições e religiões, em toda parte e em todas as épocas…

        A maçonaria não é religião, daí, a convivência fraterna de irmãos de diversos segmentos, todos respeitando as crenças e opiniões um dos outros.

      • Eu tenho medo disso: Qualquer princípio de verdade e inteligente PERTENCE A ELOHIM, não importa se o Papa, Gangi, Buda ou qualquer outro disse escreveu ou pensou, e nós usaremos quantas vezes for necessário pois vem direto de Deus.

      • rsrsrs Paciência Marcello… hahaha
        Foi quase igual a Gandhi… rsrs Nosso amigo acertou ao menos na fonética! rs

        A propósito, Mahatma Gandhi é um grande sábio!!!

        Respondendo sua réplica “Ímpio”, com certeza TODA a verdade pertence a Deus, mas como bem sabemos, é insensato imaginar que Ele se daria ao trabalho de revelar-se pessoalmente a toda humanidade como um todo, sempre que quiser revelar algo… não é assim que Ele trabalha… Ele usa seus instrumentos pra revelar aos homens em toda parte, um pouco aqui um pouco ali, e ao mesmo tempo, ajudá-los a crescer testando-lhes a fé e humildade. Ele se revela através de seus anjos, sejam imortais, com corpos ressurretos ou ainda em espírito, ou mesmo transladados… Mas também através de seres mortais, como os Pais, Cônjuges, Filhos, outras crianças, amigos e/ou líderes de outras religiões, líderes estatais, etc… todos os Seus filhos que naquele momento estejam preparados para ser o meio pra instruir, orientar, consolar, advertir ou treinar alguém!

      • Olá, David.
        “é insensato imaginar que Ele se daria ao trabalho de revelar-se pessoalmente a toda humanidade como um todo,”
        R-Por que insensato? Se assim o fizesse, não haveria tanta discordância em se tratando de religiões.
        “não é assim que Ele trabalha”
        R-Isso de acordo com sua doutrina, então, é apenas uma opinião de fé e não um fato. Ele trabalha como Ele sabe ser o melhor, que para nós, pode ser estranho.
        “Ele usa seus instrumentos pra revelar aos homens em toda parte, um pouco aqui um pouco ali, e ao mesmo tempo, ajudá-los a crescer testando-lhes a fé e humildade.”
        R-Seus instrumentos referem-se a pessoas? Pode ser, para conhecer o universo, conhece-te a ti mesmo.
        “Ele se revela através de seus anjos, sejam imortais, com corpos ressurretos ou ainda em espírito, ou mesmo transladados…”
        R-Questão doutrinária apenas e não verdade comprovada.
        ” Mas também através de seres mortais, como os Pais, Cônjuges, Filhos, outras crianças, amigos e/ou líderes de outras religiões, líderes estatais, etc… todos os Seus filhos que naquele momento estejam preparados para ser o meio pra instruir, orientar, consolar, advertir ou treinar alguém!”
        R-Líderes de outras religiões que pregam doutrinas diferentes vindas do mesmo Deus? Ah, já sei, essas outras religiões foram desviadas da verdade – que os SUD possuem – e hoje elas apresentam meias verdades, ceeeerto. Deus se revelou as outras culturas, sejam elas politeístas, animistas, zoomórficas ou até abstratas como as orientais, mas elas confundiram tudo, por suas iniquidades, não foi? Se não tivesse acontecido isso, todos seríam cristãos e de preferência SUD. Ceeeerto.

      • Gangi é uma comuna italiana da região da Sicília, província de Palermo, com cerca de 7.602 habitantes. Estende-se por uma área de 127 km², tendo uma densidade populacional de 60 hab/km². Faz fronteira com Alimena, Blufi, Bompietro, Calascibetta (EN), Enna (EN), Geraci Siculo, Nicosia (EN), Petralia Soprana, Sperlinga (EN). kkkkkkkkkkkkkkkkk !

      • o sr. ímpio , ao teclar o nome de Gandhi, ouve falhas no computador…mas mesmo assim nós entendemos que ele se referiu ao famoso Mahatma Gandhi…que foi um grande sábio filósofo.. nada mal.. tá certo .. e´comum isso acontecer as trocas de posiçao das letras ou falhar..

    • Obrigado, Adriano.

      Como você obviamente esta usando uma definição diferente do dicionário para o adjetivo “imparcial”, estou considerando que você achou o meu texto “100% maravilhoso”.

      De verdade, fico lisonjeado! Pessoalmente, eu não o daria mais que 65%, mas, para um post num blog, serve.

  3. “Mórmons consideram seus rituais templários secretos sagrados, e por respeito a esta sensibilidade, abstém-se aqui de publicar fotos comparativas dos sinais, apertos-de-mão, e penalidades (abolidas com as mudanças de 1990), embora eles sejam fartamente disponíveis pela internet. ” Você diz que abstém-se de colocar fotos comparativas neste site por respeito e ao mesmo tempo coloca links onde os símbolos sagrados são descritos. Me desculpe, mas que tipo de respeito é esse?

    • Marcos, esta é uma pergunta muito boa.

      Esse é o tipo de respeito de quem procura entender o mundo como ele é, e não enxerga-lo como gostaria que fosse.

      Os símbolos e sinais secretos sagrados estão disponíveis para quem quiser procura-los. Fingir que não estão no domínio público é pueril e inútil. Ademais, há Mórmons que não se importam em ve-los no domínio público e que acreditam que, para serem sagrados, não há necessidade de serem secretos!

      Além disso, temos leitores que não são Mórmons, ou são Mórmons de outras igrejas que não compartilham dos mesmos rituais templários, e que necessitam conhece-los para poder compreender melhor a importância dos elos mencionados no artigo.

      O respeito reside em não publica-los aqui. Se um leitor acha que se ofenderia em ver tais sinais e símbolos em público, tem a oportunidade de exercer seu critério e não visitar sites que os publicam. Caso não ache que se ofenderia, pode muito bem ir ve-los. De qualquer modo, aqui neste site não os verá!

      • “Ademais, há Mórmons que não se importam em ve-los no domínio público e que acreditam que, para serem sagrados, não há necessidade de serem secretos!”
        No próprio templo nos é ensinado que não devemos falar para outras pessoas sobre o que aprendemos lá. Além disso, eu entendo que a intenção não é fazer segredo, mas como é muito sagrado e respeitando o conselho que nos é dado no templo de não revelarmos o que aprendemos lá dentro então acaba se tornando secreto. Mas como eu disse, não acredito que a intenção seja fazer segredo.

      • Oi Marcos…

        Na minha humilde opinião, entendo que convênio feito no Templo SUD é o de não revelar o “significado” dos simbolos e sinais; e isto, entre outras coisas, é o que nos diferenciam da Maçonaria! Usamos significados e aplicação diferentes. Joseph, inspirado, alocou um significado religioso, espiritual e num contexto de eternidade e consequente salvação na ritualística SUD, o que a Maçonaria nunca pretendeu ou pretende fazer; no entanto, tanto o contexto maçônico, quanto o SUD, podem levar o indivíduo ao desenvolvimento, aperfeiçoamento e auto-lapidação, mesmo que em contextos diferentes; por isso, não haver incompatibilidade da associação maçônica de um SUD, ou da filiação religiosa SUD de um maçom; na verdade, a meu ver, este que possui dupla filiação (SUD e Maçom), tem oportunidade exponencialmente elevada de ser um homem melhor, se tiver disciplina e souber tirar proveito, aplicando o que se aprende e descobre!

  4. Apesar de não haver documentação que sustente esta alegação, alguns historiadores afirmam que a maçonaria teve início nos tempos do rei Salomão e do seu Templo.

    Segundo o pesquisador maçônico Manly Hall, a construção do Templo de Salomão não tem uma importância direta para a Maçonaria. Segundo ele, sua essência: “não é histórica nem arqueológica, mas uma linguagem simbólica divina perpetuando sob certos símbolos concretos, os sagrados mistérios dos antigos.” (HALL, Manly P. As chaves perdidas da Maçonaria, p. 36.)

    Se as afirmações de Manly Hall estiverem certas, os maçons perpetuaram simbologia divina encontrada no templo do rei Salomão.

    Será que O Profeta contou com ajuda da maçonaria para restaurar toda a simbologia encontrada nos templos atuais?

    • Bill, você tem razão: não há nenhuma documentação (ou quaisquer peças evidenciarias) que sugiram que a “Maçonaria teve início nos tempos do Rei Salomão e do seu Templo.” Aliás, há montanhas de evidências que a Maçonaria foi criada inteira e originalmente nas Idades Médias Altas.

      Não, Bill. Nenhum historiador sério e/ou competente afirma que a “Maçonaria teve início nos tempos do Rei Salomão e do seu Templo.” A própria definição de “não haver documentação” (ou quaisquer outras peças evidenciarias) impede qualquer historiador sério e/ou competente de considerar uma conjectura como hipotéticamente válida.

      Manly Hall esta completamente errado. Os símbolos e os têrmos linguísticos Maçônicos são obviamente anacrônicos para a Palestina no meio da Idade do Ferro, e inequivocadamente contextualizadas para a Europa Medieval. Os próprios Maçons abordam as lendas fundacionais de Hiram Abiff e o Templo de Salomão como alegorias, e não como fatos históricos.

    • Bill, considero improvável essa hipótese da maçonaria e seus ritos terem iniciado nas épocas do Rei Salomão. Nem os maçons possuem essa crença e credibilitam isso.

    • Segundo Madame Blavatsky fundadora da Sociedade Teosófica, surgiu no Egito muito tempo antes de Salomão que por sinal em I reis 3:1 menciona dessa forma: “E Salomão se aparentou com Faraó, rei do Egito; e tomou a filha de Faraó, e a trouxe à cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a casa do SENHOR, e a muralha de Jerusalém em redor.” E do Egito oriundo da mitológica cidade de Atlântida e por aí vai…

  5. Parabéns pelo texto, (…) histórico, sem muitas pretensões além da verdade. Tenho algumas ressalvas, mas estas são frutos de minha própria compreensão por isso não considero necessário externa-las aqui.

    Mas se me permitem, pretendo jogar um pouco de combustível na discursão sobre a existência do Templo de Salomão e o surgimento da Maçonaria, vejamos a seguir: Brigham Young (o Profeta) disse:

    * “É verdade que Salomão construiu um templo com o propósito de dar investiduras…”. Creio que esta afirmação, contrariando as afirmações dos pesquisadores “sérios e/ou competentes” deixa claro que o Presidente Young não tinha dúvidas quanto à existência do Templo de Salomão. Minha pergunta é: estaria ele equivocado ante a falta de uma escritura, ou licença do CREA?

    ** “Quem foi o fundador da franco maçonaria? (…) Salomão. Este foi o rei que estabeleceu esta elevada e sagrada ordem”. Novamente o Presidente Young coloca Salomão (e por tabela), “seu” Templo e a Maçonaria no mesmo lugar histórico. Ler as afirmações dos pesquisadores “sérios e/ou competentes” me deixa com uma laranja presa à garganta. Que devo fazer agora acredito na literalidade de alguém que proclamo profeta ou busco uma justificativa para o que se me apresentam como um equivoco?

    …e ainda, apenas para efeito de esclarecimento digo-lhes que gosto muito da teoria (ou lenda, escolham) que aponta para o surgimento da Maçonaria no Templo de Salomão, mesmo que isto não signifique que eu a aceite como fato irrefutável, já que tenho minha própria afirmação sobre nossa origem (maçonaria) histórica. Quanto ao Templo de Salomão, sou cristão, negar sua existência aniquila minhas convicções.

    * Brigham Young. Discourses of Brigham Young. Temples and Salvation for the Dead, p. 393

    ** Brigham Young, Journal of Discourses, Vol. XI, February 10, 1867

    • Obrigado, Cesóstre.

      Brigham Young pode acreditar no que ele quiser, as evidências todas apontam para uma origem medieval, e nenhuma aponta para uma origem Palestina ou antiga.

      Não nos esqueçamos que Young também acreditava: que a Lua e o Sol eram habitados; que os Mórmons venceriam uma guerra contra os Estados Unidos com a ajuda dos Ameríndios; que Africanos eram negros por causa de uma maldição divina; que Deus fez sexo com Maria para conceber Jesus; que Deus Pai e Adão eram a mesma pessoa; que a Terra tinha sido criada há 6 mil anos atrás; etc.

      Usar as crenças de Brigham Young, corroboradas por nenhuma evidência racional ou concreta, e contraditas por todas as evidências racionais ou concretas disponíveis é, pra ser gentil, tolice.

      • É complicado tomar como verdade, de plano, algumas declarações polêmicas de Brigham Young.
        Agora tenho curiosidade de saber se atualmente a Igreja endossa essas duas declarações feitas por Young, quais sejam:
        1) “É verdade que Salomão construiu um templo com o propósito de dar investiduras…”
        2) “Quem foi o fundador da franco maçonaria? (…) Salomão. Este foi o rei que estabeleceu esta elevada e sagrada ordem”
        Quem souber, favor se manifestar.

      • Sim O Rei Salomão manteve o segredo do mestre Pedreiro. No entanto que o Segredo foi Guardado e mudado.
        Não posso afirmar que ele era o fundador da Maçonaria, So sei que fazia parte com as informações mencionadas acime. O Segredo estava entre 3 Pessoas, o Grande Arquiteto do Universo o qual forneceu a Planta do Templo, o Mestre Pedreiro e o rei Salomão.

  6. Caros boa noite,

    Quero levantar mais uma questão, acredito que o envolvimento de Smith com a maçonaria se deu por interesses políticos.

    Pois enquanto ele era Presidente da Igreja, ele conferia o Sacerdocio aos negros sem problema algum. Porém a maçonaria não aceitava homens que não fossem livres.
    Com a morte de Smith, Brigham Young assumiu e não conferiu o sacerdocio aos negros. Pois a maçonaria não considerava negros homens livres!

    • Marco Antonio,

      você tem razão sobre a diferença de visão entre Joseph Smith e Brigham Young. Joseph Smith pregava a abolição da escravatura e não deixou nenhuma restrição sobre a ordenação de negros ao sacerdócio. Ele aparentemente se opunha ao casamento inter-racial, no entanto. Brigham Young foi quem criou a exclusão de negros do sacerdócio.

      Mas é preciso aqui levar em conta o seguinte fato: depois do assassinato de Joseph Smith, houve uma afastamento total entre a Igreja sud e a maçonaria. A loja de Nauvoo já havia sido considerada irregular antes disso. Por isso, não se poderia explicar a exclusão de negros do sacerdócio promovida por Brigham Young como resultado da associação entre as duas instituições.

      Ainda, havia nos EUA lojas maçônicas compostas de afro-americanos. Há pelo menos um autor que sugeriu, como você, uma relação entre a exclusão do sacerdócio e a questão maçônica. Mas no sentido contrário: para o historiador Connel O’Donovan, a proeminente posição maçônica do élder negro Walker Lewis teria sido um dos possíveis motivos para que Brigham Young visse algum perigo na ordenação de negros.

      Abraços!

      • Irmão Antonio, essas informçoes são muito importantes, quanta coisa mudou de lá pra cá.
        Lendo essas informaçoes me faço concluir que Brigham Young causou um retrocesso na igreja.
        Minha pergunta é:
        Por que demorou tanto tempo para se voltar a conferir o sacerdocio aos negros.
        Já ouví algumas respostas como:
        – Era preciso esperar o fim da escravidão no mundo todo ! mas…..1978 ?
        O irmão pode falar alguma coisa a respeito ?
        Se puder acrescentar também sobre Joseph Smith e o abolicionismo também ficarei grato.
        Sendo verdadeiras essas duas afirmaçoes sobre Joseph Smith, só tenho que admira-lo mais ainda .
        Anti-mormons renegam as duas afirmaçoes e sempre “acham” citaçoes para isso .
        desde já, obrigado.

      • Um dos problemas, Maurício, é que a história sud foi fortemente editada desde o início. Brigham Young continuamente se referia a Joseph Smith para corroborar suas visões e ações. E enquanto Brigham Young de fato manteve e/ou implementou algumas das “medidas de Joseph”, algumas coisas foram erroneamente imputadas a Joseph Smith, como no caso da exclusão do sacerdócio.

      • No caso dos ramos da Igreja advindos após a morte de Joseph Smith, como por exemplo o da Igreja Reorganizada e os Williamitas (Williamite Church of Jesus Christ of Latter Day Saints), como ficou a relação de seus rituais e templos com a maçonaria e o sacerdócio aos negros?

      • Rodrigo,

        a organização de William Smith teve uma vida curta, sendo precedida por seu apoio a James Strang e deixada para trás com sua adesão à Reorganização. Não sei se nesse curto período ele buscou implementar as ordenanças do templo.

        James Strang presava o esotérico e ritualístico e teve aderentes que eram bom conhecedores das ordenanças desenvolvidas em Nauvoo. Após seu assassinato, muitos strangitas também se juntaram à Reorganização.

        Alpheus Cutler e Lyman Wight haviam recebido no Conselho dos 50 suas missões para colonizar outras áreas dos EUA e construir suas porções do Reino. Ambos viam tais designações como superiores à qualquer obrigação de seguir os Dozepara o oeste. Ambos, Cutler e Wight, administraram ordenanças templárias em suas respectivas famílias/igrejas. A colônia de Wight no Texas não foi bem sucedida e após sua morte, muitos seguidores também aderiam à RSUD. A igreja de Wight não existe mais, enquanto a de Cutler ainda conta com um pequeno grupo (talvez a menor igreja de todo o movimento mórmon) no Missouri.

        Como podemos imaginar, a RSUD passou por um longo processo de formação e negociação de crenças, frente a tantos fieis oriundos de diferentes contextos, com diferentes práticas e crenças. Em algum momento, Joseph Smith III decidiu que as ordenanças do templo não eram necessárias. (Tenhamos em mente que a investidura estava associada à doutrina da pluralidade de esposas, igualmente rejeitada pela Reorganização).

        No séc. XX, o movimento fundamentalista (décadas de 1920 e 1930) durante muito tempo apenas realizava as ordenanças de selamento. Os novos polígamos obtinham a investidura na igreja sud e ficavam nela o tempo que fosse possível. A partir da década de 1970 é que alguns grupos iniciam a administração de outras ordenanças templárias.

      • Antonio Trevisan,

        Muito obrigado pelo esclarecimento e por contribuir para nosso conhecimento da história desses ramos do mormonismo. Atualmente, os fundamentalistas realizam os ritos e ordenanças em seus templos? Ou fizeram algumas mudanças? E no caso de outros ramos de Utah ou do oeste americano como o grupo de mórmons LGBT e etc.?

      • “Fundamentalistas” é uma definição bastante ampla, que abarca diferentes grupos.

        Há fundamentalistas que não possuem as ordenanças do templo (por ex. A Igreja do Primogênito na Plenitude dos Tempos).

        Os que realizam as ordenanças, em geral, mantém a investidura próxima ao que era realizado pela igreja SUD antes de 1990. Mesmo assim, há variações, pelo fato de terem existido versões diferentes da investidura sud ao longo da história. E, obviamente, há diferenças nas interpretações das cerimônias. Alguns detalhes são muito difíceis de saber, estando do lado de fora.

        Há fundamentalistas que praticam ordenanças e possuem um templo (por ex., a comunidade de Ozumba, no México; o grupo de Peterson que possui um templo em forma de Pirâmide em Utah). A FLDS de Warren Jeffs construiu um templo no Texas em anos recentes, mas não sei dizer se além de selamentos ele realizam a investidura ou batismos pelos mortos ou segundas unções, etc.

        A AUB (segundo maior grupo fundamentalista mórmon) também administra ordenanças do templo, mas não sei nada sobre seu templo ou casa de investidura.

        Há fundamentalistas que não dispõem de um prédio exclusivo para as ordenanças. (Por ex., membros d’A Igreja do Primogênito utilizam florestas, montanhas ou suas casas para as ordenanças).

        Aparentemente, a maioria dos mórmons LGBT são membros SUD ou da Comunidade de Cristo. Houve uma “igreja gay” formada na década de 1980 e dissolvida (pelos próprios membros) em 2010 que praticou batismos vicários em favor de gays vítimas da AIDS. Não sei se realizaram outras ordenanças templárias. Oriunda desse movimento, há hoje uma pequena igreja no Uruguai que aceita homossexuais e parece administrar ordenanças do templo também.

      • Caro amigo Antônio Trevisan, interessantíssimo esse seu comentário acerca dos vários ramos mórmons existentes atualmente. Sei que é pedir de mais, mas, você teria a bondade de fazer um post comentando acerca de tais instituições, bem como, citando as fontes onde poderíamos encontrar mais detalhes acerca de suas doutrinas e organização?

      • Caro Marcos Trevisam

        Li atentamente a seu comentário sobre a FLDS, neste tópico.
        Gostaria de mais informações a respeito. Quero saber se realmente existiram membros SUD que não aceitaram a declaração oficial II e praticaram a poligamia na Igreja até a década de 1970? A Igreja fazia “vistas grossas” a estes grupos? Qual foi a reação tomada pela igreja SUD para que os mesmos se extinguissem? Até que ano realmente podem ter existidos polígamos dentro da Igreja SUD?

      • Então irmão é certo dizer que:
        1- Joseph Smith foi abolicionista ?
        2- Joseph Smith realmente conferia o Sacerdocio a negros e indios ?
        3- Brigham Young era contra as duas alternativas ?
        Agora, mais interessante ainda me vêm à cabeça a seguinte pergunta ?
        4- Estamos do lado certo, já que seguimos Brigham Young ao invés da familia Smith ?
        Conheço esse assunto vagamente, poderia elucidar para mim, principalmente a 4 ?
        obrigado, irmão.

      • Eu posso dar minha opinião Mauricio? Depois o Antônio elucida suas dúvidas.

        1-Sim
        2-Sim
        3-No começo não, depois SIM. E essa atitude dele resultou por queimar o filme da instituição para sempre!
        4-Essa eu não vou nem responder!

      • Obrigado Giovanni, mas a que mais me intriga é a 4.
        Como foi esse “racha” na realidade ?
        Pra mim a resposta ainda é sim, mas eu queria ver o assunto desenrolar e saber se o que eu ouví desde o inicio procede.
        Eu conheço muito pouco sobre o outro lado, afinal tivemos um Joseph Smith III.

      • Giovanni, ainda no mesmo assunto, pra mim é muito importante saber que Joseph foi aboliconista, isso só reforça a excelente imagem que tenho e sempre terei dele.
        obrigado.

      • Boa noite, a resposta para essa pergunta é SIM! Quem era neutro era Brigham Young.

      • Oi, Maurício,

        1. Joseph Smith era a favor da abolição da escravatura. No seu programa para a presidência dos EUA, ele propõe a abolição de forma pacífica e com a indenização do escravagistas pelo Estado.

        2. Sim. Houve um pequeno número de negros ordenados ao sacerdócio. Diz-se que Elijah Abel teria sido ordenado pelo próprio Joseph, mas não há evidência histórica disso. O que é certo é que Joseph sabia dessas ordenações e não há nenhuma evidência de ter feito uma ressalva sobre isso. O completo banimento de negros do sacerdócio não se originou com Joseph Smith. Os índios eram vistos por Joseph como nobres descendentes dos povos do Livro de Mórmon.

        3. Brigham Young sabia das ordenações de negros ao sacerdócio. Em algum momento posterior, ele reformula sua visão e passa a enfatizar a tradição protestante das três linhagens vinda de Noé e prega a exclusão de negros do sacerdócio de forma radical. Porém, Elijah Abel nunca foi destituído do sacerdócio, mesmo sob a presidência de Brigham, tendo morrido como um setenta, após sucessivas missões de proselitismo.

        4. Isso é uma questão de crença/testemunho. Eu respeito todos as organizações que reivindicam o legado de Joseph Smith. Mas na minha crença pessoal, apesar dos graves erros de Brigham Young, o corpo dos santos que tentou fugir dos EUA migrando para o oeste é o grupo que durante um longo período mais se manteve próximo aos ensinamentos de Joseph Smith. Igualmente, lamento o insucesso de Lyman Wight e Alpheus Cutler em suas respectivas organizações.

      • Irmão Antonio, suas respostas assim como as de Marco Antonio e Giovanni foram importantes pra mim.
        As pessoas tentam a todo momento denegrir a imagem de nosso grande Profeta e informaçoes como essas quatro repostas deixam bem claro sobre quem foi Joseph Smith:
        “Um homem à frente do seu tempo”, é isso…no minimo !

      • Prezados, levando em consideração todos os comentários feitos até aqui, no meu entendimento a questão que pesa é: Se a igreja SUD é guiada por revelação, e a revelação é uma das principais bases da igreja, Brigham Young teria o espírito de revelação ao negar o sacerdócio aos negros? Se ele não tinha este espírito de revelação, seria ele um profeta de Deus? Se ele não era um legítimo profeta de Deus, Deus o teria mantido na Presidencia da Igreja por tantos anos? Brigham Young também declarou que os negros eram uma raça suja e preguiçosa, e que foram amaldiçoados por não serem valentes na pre-existência? Não declarou ele que os negros só teriam o direito de receber o sacerdócio novamente depois que todos os filhos de Abel o tivessem recebido , e isto após o milênio? Tenho lido declarações como estas, tendo como base Journal of Discourses. Penso que a questão é esta, se Brigham Young não era um profeta de Deus, conforme evidencias de seus próprios sermões, esta igreja não pode ser a única igreja verdadeira e viva sobre a face da terra. Consequentemente, os homens que o sucederam não são profetas, mas homens comuns, como todos os demais, mas refinados por experiências pessoais que os tornaram pessoas excelentes!

      • Com todo o respeito irmão-amigo Antonio, não acredito que “algumas coisas foram erroneamente imputadas a Joseph Smith, como no caso da exclusão do sacerdócio”, pra mim, penso terem sido a continuidade de revelações e orientações, da qual cada Líder presidente sucessor tem o dever de fazer; através de cada presidente, o Senhor acrecenta-nos mais luz e conhecimento do evangelho!

      • David, para mim, a exclusão do sacerdócio aos negros não teve participação nenhuma de Deus, no máximo Ele permitiu, assim como permite que várias tragédias aconteçam no mundo. Isso não significa, que seja a Sua vontade, mas sim, uma demonstração de respeito ao livre-arbítrio do homem.

      • Respeito sua opinião amigo…

        Quanto a mim, penso diferente, só isso… Talvez diferente da maioria que lê este post, salvo raras exceções… rsrs
        Gentilmente, descordo parcialmente de você, por crer nesta inpirada declaração, que a despeito do Senhor respeitar o arbítrio do homem bem como entender suas limitações e imperfeições, através da instrumentalidade deste, realiza seus justos desígnios:
        “O Senhor não permitiria que nenhum homem estivesse à frente desta Igreja sem ser governado e controlado por revelação. Somos instrumentos frágeis — fracos vermes do pó — mas Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir os sábios e edificar Sião. E concede-nos revelações e dá-nos a conhecer Sua mente e vontade.” (Pres. Wilford Woodruff – Millennial Star, 5 de março de 1896, p. 148. ou o “Capítulo 19: Seguir o Profeta Vivo,” Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Wilford Woodruff, (2005)
        https://www.lds.org/manual/teachings-of-presidents-of-the-church-wilford-woodruff/023?lang=por#11-36315_059_023

        Ademais, não penso ser adequado discutirmos estes pontos neste post, que trata da maçonaria, e não do sacerdócio aos negros, poligamia, etc… como alguns conscientes ou não fizeram nos comentários, desviando o tema do assunto… Penso que cada post merece comentários relativos exclusivamente ao seu assunto…

        abs

      • No pouco que entendo, associava-se a maçonaria homens livres, o que por usa vez, os escravos não seriam aceitos, no entanto, penso eu que havia negros livres, que seria o caso da lojas afro-americanas muito bem citadas pelo Antonio… Portanto, como Bigham e muitos outros continuaram maçons, a despeito do temporário desentendimento da Igreja e a Fraternidade Maçônica dissolvido pelo Pres. kimball anos depois, penso eu não ter sido a influência maçônica em Brigham que o motivou a suspender por tempo indefinido a concessão do sacerdócio aos negros… A meu ver, Brigham não pensava diferente de Joseph, no sentido que, muito embora sob a direção de Joseph alguns negros tenham sido ordenados, ele também ensinava sobre serem “filhos de Caim” e “filhos de Cam”… Pra mim, por hora, Joseph abriu exceção nestes casos específicos, o que não contrariaria Brigham Young… Portanto, a filiação maçônica de ambos (Joseph e Brigham) em nada os influenciaram quanto a revelação do sacerdócio aos negros… A Maçonaria é neutra quanto a questões político-partidárias ou religiosas-sectárias!!!

      • David Marques, eu não sei o que você quer dizer quanto a maçonaria não ter influenciado Brigham Young , e que ela é neutra. Mas, há fatos que apontam uma maçonaria racista e segregacionista naquela época. Então, se Young era maçom, ela pode ter muito bem influenciado ele.

        Você, ao invés de ver algo bom na (segregada) maçonaria negra, deveria se perguntar porque? Porque uma maçonaria só para negros? Quem foi PRINCE HALL? Você já ouviu falar nesse homem (negro), que fundou a primeira maçonaria afro (de mesmo nome que ele)? Porque os negros eram orientados [quando procuravam a maçonaria tradicional (de brancos)] a ingressarem na maçonaria Prince Hall (de negros)?

        E como muito bem disse o historiador Connel O’Donovan (lembrado pelo Antonio), a proeminente posição maçônica do Élder negro Walker Lewis, poderia ter causado a ira, o ódio, a inveja e sentimentos de inferioridade (em posição a um negro) em Young. Ele não iria querer um negro maior do que ele na igreja. Então, é possível sim, este ter sido um dos motivos da proibição. Até que se prove o contrário, – pelo contexto histórico que envolve a maçonaria, o mormonismo e o racismo, – os estudos de Connel O’Donovan podem estar corretos.

  7. Excelente matéria! 100% justa e perfeita em todo seu contexto. Aproveito para manifestar minha admiração pelos amigos Marcello Jun e Antônio Trevisan. Sempre acompanho seus estudos e sou colecionador de todos os textos. Inclusive tomei a liberdade de publicar a matéria acima em meu Facebook (com as devidas citações de autoria) e indicar este site para meus amigos que se interessam pelo assunto. Parabéns e espero vê-los na próxima conferência para compartilhar um forte abraço!

  8. Giovanni, me desculpe amigo, se eu não me engano, a maioria dos membros da primeira presidência que andam e que andaram de jatinho, foram micionários, que andaram de bicicletas(se é que na época haviam bicicletas), e pior, andaram de pé, no sol quente etc. etc. O seu texto, dá entender que os membros da primeira presidência não eram membros comuns, e que não sofreram pelo evangelho como os demais. Agora, ficaria difícil ver os “velhinhos” da primeira presidência indo de país em país de bicicletas ou de pé, sendo assim, a comparação é meio sem sentido. Creio também que os membros no geral, não são responsáveis pela igreja como um todo, e que precisam viajar para cuidar dos assuntos da igreja, sendo assim, por que todos os membros precisariam de jatinho cedido por um bilionário SUD?

    Também, não vejo motivos para que todos os membros sejam beneficiados pelos investimentos da igreja que custeiam as hospedagens da liderança geral, pois, os membros de modo geral não andam viajando cuidando dos assuntos da igreja em todo mundo. então, até agora também não entendo a comparação.

    Acho que a questão dos presidentes de missão, na verdade, creio que a maioria deles também foram pobres missionários, a diferença é que os pobres missionários são mais de 50 mil jovens, e os presidentes de missão são pessoas que já passaram por isso e que hoje possuem mais idade e que já precisam do sustento das suas famílias. Então, também não tem como comparar.

  9. Uma pergunta,
    Como mencionado nas opiniões acima, de que o Livro de Mórmon carrega uma grande carga de influencias sociais e politicas da época em que foi escrito, pergunto eu, seria o L M uma obra de ficção escrita por Joseph Smith ou qualquer outra pessoa?

    • Ficção pelo tempo que ele transcreveu as placas, seria uma loucura!
      Colocar fatos nos quais acha concordância com a bíblia, para um menino com grau de escolaridade como ele tinha. Mesmo tendo vivido sobre a influência Maçon como descritos pelos irmão Historiadores.
      Então Pedro não é ficção!!! Mas que eu deixaria o Spielberg produzir a Guerra dos Jovens Helamã. Ou entragaria ao Johh Wodd a Saga de Leí. Isso sim daria uma boa ficção

    • Pedro, como vc disse, “opiniões”. Agora, para quem acredita que o livre seja de origem divina, com certeza não seria um livro de ficção etc. etc. Contrariando, os que não acreditam, creem que é uma ficção, foi Joseph. etc. etc.

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